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Por que muitos tradicionalistas temem o sedevacantismo?

Eu não sou sedevacantista e nem considero o Varticano II algo necessariamente negativo e causador, em si mesmo, da crise que vivemos, mas, desde os tempos do finado Orkut, sempre procurei compreender o sedevacantismo de uma forma neutra, tomando-o como um fenômeno sociológico-eclesial com que se tem de lidar de maneira adulta e não com uma rejeição preconceituosa. Por isso, escrevi o conhecido Catecismo sobre o sedevacantismo e vez ou outra publico algo relacionado a essa tendência.

Nessa linha, vou divulgar o vídeo mais recente do Pe. Cekada, que é uma espécie de resposta antecipada a um livro que será publicado pela FSSPX dos EUA, onde, baseado no começo da história do movimento tradicionalista, em princípios teológicos e em insights pessoais sobre aspectos práticos, o citado sacerdote procura entender os motivos pelos quais muitos tradicionalistas rejeitam o sedevacantismo. Concordo com algumas coisas que ele diz, em especial no que tange aos princípios teológicos (“mitos tribais” e colocação de revelações privadas no mesmo nível da Revelação Pública), mas achei sem o menor sentido a observação sobre o sucesso pastoral e material da FSSPX e entidades assemelhadas, pois antes de isso ser o resultado de uma prudência covarde, pode ser a bênção de Deus; além desses pontos, o Pe. Cekada parece que se “esqueceu” que muitas pessoas rejeitam o sedevacantismo pelos frutos tresloucados que ele já deu em inúmeros lugares.

Vamos ao vídeo:

32 respostas em “Por que muitos tradicionalistas temem o sedevacantismo?”

Rejeitam também, Thiago, porque não faz sentido o sedevacantismo em modo algum!

Eu falo isso porque uma infalibilidade que pode falhar é muito estranho. Na prática, a garantia de está na verdade cessa.

Se o Papa pode cair em heresia, tornando assim a Sé vacante, então teríamos que sempre investigar as falas do Papa para saber se é heresia ou não. Ora, a infalibilidade existe exatamente para dar ao fiel a segurança contra o erro. A segurança termina quando o ele, o Papa, pode errar. Em outras palavras, o Papa é infalível exceto quando falha. Isso é bem ridículo e sem necessidade.

Não teríamos não, mas após ocorrerem tantos desvios como nos últimos tempos, não dá para ficar como uma criança tola na frente de um pai desnaturado, deve-se por a cabeça pra pensar. Lembre do que São Paulo disse no capítulo I, versículo 8 de Gálatas.

Então me responda do que serve uma infalibilidade que pode falhar.

Como já disse, não vejo ligação entre uma questão e a outra. Para haver infalibilidade tem de haver Papa, ou seja, a questão de se existe um não um Papa é anterior a da infalibilidade.

Não, Thiago. Mas deixe-me explicar:

O Colégio dos Cardeais elegem um Papa. A priori ele é Papa até que EU ache que ele caiu em erro. Entendeu o problema?

1) EU quem julga o Papa!
2) Se o Papa legitimamente eleito pode falhar, do que serve a infalibilidade? Ele seria infalível exceto quando falhasse.

Espero ter me feito entender.

Isso não é nenhum problema, pois esse não é um julgamento formal, é o julgamento normal que qualquer um faz se não entregar a inteligência a outrem. E, mantenho, isso não tem relação com a infalibilidade, pois é algo anterior a ela; quem não é católico não pode ser Papa e, portanto, não pode ser o agente da infalibilidade.

Então na sua visão e na dos sedevacantistas, a infalibilidade é mais problema que solução e, me permito, inútil ou de pouca utilidade.

Não concordo com sua conclusão, pois, repito, não acho que a infalibilidade tenha nenhuma relação direta com a possibilidade do Papa poder deixar de ser Papa; Deus nunca tirou dos Soberanos Pontífices a liberdade de deixarem o cristianismo.

O texto escrito pelo padre em resposta ao vídeo, você quer dizer aos comentários ao vídeo ou alguém fez algum texto sobre o vídeo?

Mas Deus pela vontade onipotente de Deus, o Papa livremente não deixa o catolicismo! Na prática, Thiago, se o Papa pudesse falhar, de que adianta ser infalível? Ou melhor, sempre estaríamos julgando suas decisões, pois poderia ser que aquele indivíduo fosse herege…

Pela vontade onipotente coisa nenhuma, isso é uma opinião sua, que é possível, mas que na minha visão contraria a Sagrada Escritura. Sobre julgamentos, já respondi antes.

A heresia é um pecado.

Além desse trecho, logo após a entrega das Chaves, vemos São Pedro se fechar ao Espírito e, por isso, virar a voz de Satanás. Mais uma vez temos um fato que atesta a liberdade do Sumo Pontífice de se afastar do Divino Mestre.

Esse último exemplo me parece também uma prova da base escriturística do sedeprivacionismo.

Novo vídeo do Pe. Cekada em resposta a essa nova onda de disputas no mundo tradicionalista. Nos anteriores o referido sacerdote criticou dois “mitos tribais” (um sobre a infalibilidade e outro sobre o “mau pai”) e as conseqüências da postura da FSSPX no campo da obediência, agora ele procura responder à acusação sobre os maus frutos do sedevacantismo, mostrando que eles são comuns à resistência tradicional (e mostra o porquê disso):

No geral, acho que ele foi muito feliz nessa crítica. Particularmente, como já disse, considero que o sedevacantismo tem mais potência para provocar esquisitices, mas, de fato, elas estão presentes em toda a “tradilândia”, e são o fruto da falta de governo, ou seja, algo com que temos de aprender a conviver e lidar com calma pois o quadro não vai mudar tão cedo (se mudar…).

E um novo vídeo (agora se inicia uma série que vai procurar derrubar mitos sobre o papado – “Pope Fictions”):

O caso de Nestório

O Sedevacantismo é questão de salvação pessoal! É uma condição que nos impuseram à guela a baixo! É O AMOR MÃXIMO DE UM CATÓLICO-CRISTÃO QUE AMA VERDADEIRAMENTE O Papado!

Sugiro que leia os livros do DR. Homero Johas, pois se o Mnsgr. Lefèbvre estivesse vivo, certamente seria um Sedevacantista, porque ele deu vinte anos de lambuja para a Anti-igreja mudar (…), mas queriam-no morto pelo seu câncer. Estavam engodando-o a banho-Maria.

Ser Tradicionalista, hoje em dia, é ser Gnóstico, TFPÍSTA, AGNOSTICISTA, Relativista, ser Roberto Berlamino frente às heresias do papa Honório II, se eu não me engano, ou I (…) .

Profo. Leandro Mayer Varela

Discordo, o sedevacantismo geralmente está apenas associado a uma postura idealista que se soma a falta de conhecimento histórico.

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