Alguns pontos sobre a abertura à vida

Texto do confrade Rafael Vitola Brodbeck:

Alguns pontos sobre abertura à vida:

1. Deus manda a abertura à vida. A Igreja ensina isso, pela autoridade divina.

2. Abertura à vida significa, antes de tudo, uma mentalidade: do sexo naturalmente “surgem” filhos, como da comida surge naturalmente a nutrição. E, como tudo que é natural, importa em agir de modo natural.

3. Já que é natural e ordenado por Deus, temos que confiar na Providência. Deus não nos desampara.

4. Não se trata de ter família numerosa, pois o número é o de menos, e quem comanda é Deus e a natureza. Trata-se, mais do que isso, de ser uma família generosa.

5. Na prática, abertura à vida é a recusa de qualquer método anticoncepcional. Qualquer um. Os métodos artificiais e também os naturais.

6. Não existe licitude de uso de método natural de anticoncepção. O que existe é o uso de métodos naturais para o espaçamento de gestações, e apenas em causas justas.

7. As causas justas não estão em uma lista definitiva. Cada casal deve estudar os documentos e aplicar no caso concreto, com a sua consciência formada. Não é apenas em guerra e absoluta miserabilidade financeira, como também não é qualquer danoninho que não se consiga comprar. Nem irresponsabilidade nem busca de mero conforto.

8. Quem usa métodos naturais para espaçar, havendo causas justas, também está aberto à vida.

9. Algumas pessoas, bons católicos inclusive, têm feito alguns posts distorcendo a questão das causas justas e acusando pais católicos de famílias numerosas de colocar fardos sobre as pessoas, e inclusive dizendo que fazemos isso para gerar engajamento nas redes sociais e vender cursos. Isso é de uma desonestidade incrível.

10. Nenhum dos grandes influenciadores digitais católicos, nenhum, diz que não se pode recorrer aos métodos naturais quando há causa justa.

11. Mesmo que falemos mais de generosidade ao acolher os filhos que Deus manda do que em falar nas causas justas de espaçamento, isso se deve a que, nas redes, precisamos ser generalistas ao nos dirigir a públicos grandes – o que não ocorre em atendimentos individualizados. Além disso, é preciso sempre “puxar para cima”, dar metas altas, grandiosas, magnânimas, para formar aquela mentalidade já mencionada.

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