Leituras do mês (1/2020)

Nota

Depois de ver a conta da presidência da Síria ser bloqueada no Twitter, perdi a confiança na última rede social popular em que mantenho atividade. Assim, além de continuar a compartilhar textos e vídeos católicos por lá, vou fazer um segundo grau de seleção aqui, reunindo o que de melhor encontrar em cada mês. Além disso, vou indicar novamente bons textos publicados em anos anteriores no Twitter e no Scoop.it.

For Iraq´s Christians, this year must be their last

Reportagem retratando o quadro em que vivem os últimos cristãos no Iraque, regra geral católicos orientais ou ortodoxos pré-calcedonianos, que, depois das últimas ações dos EUA, não apresenta perspectivas de melhora.

Reading the Whole Bible in a Year

O que a experiência de ler toda a Bíblia em um ano trouxe para a vida de um católico tradicionalista.

Viktor Orbán, Defender of Christianity

O texto mostra o que está na base da inabilidade dos liberais secularistas de entenderem a violência provocada pelos jihadistas, em especial contra os cristãos, e como Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, vai de encontro a isso.

De Mattei: In Memoriam: The French Historian and the Italian Philosopher

Texto em que Roberto De Mattei relembra dois estudiosos contrarrevolucionários europeus.

Quid est “Tradistan”?

O “Tradistão”!

When (Eastern) Catholics Argue against Priestly Celibacy

O que dizer quando os católicos orientais se colocam contra a obrigatoriedade do celibato sacerdotal.

50 years of the New Mass: Saint Pius X and the Liturgical Movement

Artigo traça as ações de São Pio X no campo da música à luz dos princípios do movimento litúrgico, que ele assumiu.

Old-Ritualists or True Orthodoxy?

Uma explicação sobre os velhos crentes da Igreja Ortodoxa Russa feita por eles mesmos. Existem muitas similaridades entre esse grupo (na sua diversidade) e certos setores do tradicionalismo católico.

A Polish Museum Turns to the Right, and Artists Turn Away

A luta de um diretor de museu polonês contra o neo-marxismo nas artes em seu país.

“La Verità” Newspaper interviews Professor Roberto de Mattei

Entrevista com o Prof. de Mattei na qual ele fala sobre um recente protesto na Alemanha contra o papel deletério que o episcopado desse país vem protagonizando na Igreja universal.

This Orthodox priest torched an “icon” of Lenin – and Catholics bow before Pachamama?

Vivemos num tempo em que cismáticos podem nos ensinar a ser católicos!

Why Lebanon´s priests think marriage is better than celibact

No meio de muito delírio teórico sobre a questão, vamos dar uma olhada em quem vive duas vocações em toda sua plenitude.

Patriarch Kirill: “Christianity Has Nothing to Do with Ideology of Non- resistence”

O Patriarca dos cismáticos russo fala uma verdade escondida pela hierarquia católica da atualidade.

Nigel Farage: Populism is just beginning

Nigel fala sobre o significado do Brexit na luta contra o internacionalismo metacapitalista.

Westminster Cathedral´s musical heritage is under threat

Um dos melhores (e, eu diria, um dos poucos depois do Vaticano II) corais católicos de nível internacional tem sua história posta em perigo por decisões recentes do Arcebispo de Westminster.

Brexit is more than just a populist revolt against globalism

O Brexit numa perspectiva católica combatente.

Farra da bolsa-ditadura

Nota

Segundo li na coluna de Cláudio Humberto, a Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça, pagou entre 2002 e 2017 indenizações de R$ 14 bilhões a supostas vítimas do regime militar. Até julho, último balanço disponível, o ataque ao Erário beneficiou 39.230 “perseguidos”. Na comissão, com forte presença de petistas, a onda agora é dar “bolsa-ditadura” a quem participou de greve antes da Constituição de 1988 e que, depois de sua promulgação, perdeu o emprego por qualquer motivo. É só alegar “perseguição”. Só na semana passada foram mais de trezentos processos de “perseguidos” em duas turmas da Comissão de Anistia. Perseguido de verdade, o audoso Millôr Fernandes não perdoou: “Então eles não estavam fazendo uma rebelião, mas um investimento”. Militante do PCdoB ganhou uma bolada por “traumas” decorrentes da Guerrilha do Araguaia, que acabou 4 anos antes de seu nascimento. A farra reduziu no governo Michel Temer, após o ministro Torquato Jardim (Justiça) determinar cuidado redobredo com o dinheiro público.

Ofício Parvo, edição de 1959

Nota

Acabei de publicar na página do Ofício Parvo mais uma digitalização do mesmo, agora segundo uma edição de 1959. Percebam a atualização no português em relação à edição anterior (muito boa e poética) e as diferenças de rubricas que acompanham as modificações no Breviário Romano (na parte relativa à estrutura desse Ofício, já sistematizei as diferenças).

O politicamente correto faz uma nova vítima: o Bacamarte

Nota

Lendo hoje um artigo de José Teles no Jornal do Commercio de Recife sobre o relançamento de dois clássicos da história local (Arruar – História pitoresca do Recife antigo e Bacamarte, Pólvora e Povo), fiquei sabendo que um dos maiores mestres bacarmarteiros vivos. Lenilson Ferreira da Silva, chegou a ser preso em 2009, sobre a alegação de ser “fabricante de arma de fogo”. Esse é mais um exemplo de como o tal Estatuto de Desarmamento perfaz uma norma  estranha à realidade e ao ethos nacional, configurando mais um exemplo fadado ao fracasso da ideia de que a “redenção” virá pelo Estado. Para certos agentes da polícia o velho bacamarte da Guerra do Paraguai, que só recebe pólvora hoje em dia, deve ter o mesmo poder de fogo de um AR-15:

Censura de fogo “amigo”

Nota

Infelizmente não me surpreendi com exclusão do canal do Conde, que teve tantos vídeos publicados aqui, pelo YouTube. Já era uma coisa esperada, dado o sistema automatizado do Google; tive uma quase experiência disso, anos atrás, quando este site estava no Blogger, ao ser “denunciado” em massa por uma corja de pessoas filiados a uma “seita de ateus”: a ATEA. Pensava, já há algum tempo, que ele passaria por isso e talvez seu trabalho se perdesse.

Mas me surpreendi com o fato das denúncias provavelmente terem vido da “nova direita”, insuportavelmente reacionária, olavética e “judaico-cristã”. Eu era de direita quando quase ninguém mais o era, e achava que seria um paraíso uma reviravolta no quadro cultural-político, mas parece que subestimei a burrice e o espírito de rebanho das pessoas.

Vejam aqui o relato do Conde (que já está com um novo canal no Glória TV):

Obviamente, a censura politicamente correta de viés esquerdopata não morreu e prepara novas investidas, como podemos ouvir nesse podcast:

Lula pode. Ministra, não.

Nota

Os críticos à nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao cargo de ministro do trabalho, alegando que ela sofreu condenação da Justiças do Trabalho, são basicamente os mesmos que defendem a candidatura presidencial de político condenado por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até empunham faixas para sustentar o besteirol de que “eleição sem Lula é fraude”. É extraordinário o talento de Michel Temer para escolher mal os seus auxiliares, mas ele tem o direito de fazê-lo. E de empossá-los. Se Cristiane Brasil respondeu a ação trabalhista, como a maioria dos empregadores brasileiros, Lula está condenado por ladroagem. Advogados próximos ao PT, que impedem na Justiça a posse da ministra, curiosamente não ameaçam a candidatura política de político ladrão. Além da condenação a 9 anos e meio de cadeia por corrupção, Lula responde a seis outros processos igualmente graves.

– Cláudio Humberto

Sobre a efeméride de hoje

Nota

Hoje é dia dos democratas celebrarem um golpe militar, feito por um protegido (Deodoro) contra seu benfeitor (Dom Pedro II), para implementar um regime cujos primeiros atos foram perseguir a imprensa e aumentar em 1/3 o salário do presidente em comparação com o soldo imperial.

A república fez do Brasil um corpo convulsionado. Desde 1889 vivemos de revolução em revolução, ditadura em ditadura, de moedas em moedas, de constituições em constituições, sempre numa espiral degenerativa de instabilidade.

Encaixar a república no Brasil é como forçar um quadrado num círculo. Somos um povo monárquico por cultura e DNA. Não à toa a casa do presidente é chamada de “palácio” quando não haveria necessidade alguma de sê-la; não à toa o povo vê nos governantes uma figura paterna (ou materna, no caso de Dona Dilma I, a louca); não à toa nosso período de maior estabilidade democrática foi durante o segundo reinado.

Um dos maiores problemas do Brasil é o desconforto psicológico de um povo inteiro forçado a viver sob um regime que não encontra eco no inconsciente coletivo.

Nas nossas terras república é apenas um fetiche. E daqueles que não valem o preço.