Farra da bolsa-ditadura

Nota

Segundo li na coluna de Cláudio Humberto, a Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça, pagou entre 2002 e 2017 indenizações de R$ 14 bilhões a supostas vítimas do regime militar. Até julho, último balanço disponível, o ataque ao Erário beneficiou 39.230 “perseguidos”. Na comissão, com forte presença de petistas, a onda agora é dar “bolsa-ditadura” a quem participou de greve antes da Constituição de 1988 e que, depois de sua promulgação, perdeu o emprego por qualquer motivo. É só alegar “perseguição”. Só na semana passada foram mais de trezentos processos de “perseguidos” em duas turmas da Comissão de Anistia. Perseguido de verdade, o audoso Millôr Fernandes não perdoou: “Então eles não estavam fazendo uma rebelião, mas um investimento”. Militante do PCdoB ganhou uma bolada por “traumas” decorrentes da Guerrilha do Araguaia, que acabou 4 anos antes de seu nascimento. A farra reduziu no governo Michel Temer, após o ministro Torquato Jardim (Justiça) determinar cuidado redobredo com o dinheiro público.

Ofício Parvo, edição de 1959

Nota

Acabei de publicar na página do Ofício Parvo mais uma digitalização do mesmo, agora segundo uma edição de 1959. Percebam a atualização no português em relação à edição anterior (muito boa e poética) e as diferenças de rubricas que acompanham as modificações no Breviário Romano (na parte relativa à estrutura desse Ofício, já sistematizei as diferenças).

O politicamente correto faz uma nova vítima: o Bacamarte

Nota

Lendo hoje um artigo de José Teles no Jornal do Commercio de Recife sobre o relançamento de dois clássicos da história local (Arruar – História pitoresca do Recife antigo e Bacamarte, Pólvora e Povo), fiquei sabendo que um dos maiores mestres bacarmarteiros vivos. Lenilson Ferreira da Silva, chegou a ser preso em 2009, sobre a alegação de ser “fabricante de arma de fogo”. Esse é mais um exemplo de como o tal Estatuto de Desarmamento perfaz uma norma  estranha à realidade e ao ethos nacional, configurando mais um exemplo fadado ao fracasso da ideia de que a “redenção” virá pelo Estado. Para certos agentes da polícia o velho bacamarte da Guerra do Paraguai, que só recebe pólvora hoje em dia, deve ter o mesmo poder de fogo de um AR-15:

Censura de fogo “amigo”

Nota

Infelizmente não me surpreendi com exclusão do canal do Conde, que teve tantos vídeos publicados aqui, pelo YouTube. Já era uma coisa esperada, dado o sistema automatizado do Google; tive uma quase experiência disso, anos atrás, quando este site estava no Blogger, ao ser “denunciado” em massa por uma corja de pessoas filiados a uma “seita de ateus”: a ATEA. Pensava, já há algum tempo, que ele passaria por isso e talvez seu trabalho se perdesse.

Mas me surpreendi com o fato das denúncias provavelmente terem vido da “nova direita”, insuportavelmente reacionária, olavética e “judaico-cristã”. Eu era de direita quando quase ninguém mais o era, e achava que seria um paraíso uma reviravolta no quadro cultural-político, mas parece que subestimei a burrice e o espírito de rebanho das pessoas.

Vejam aqui o relato do Conde (que já está com um novo canal no Glória TV):

Obviamente, a censura politicamente correta de viés esquerdopata não morreu e prepara novas investidas, como podemos ouvir nesse podcast:

Lula pode. Ministra, não.

Nota

Os críticos à nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao cargo de ministro do trabalho, alegando que ela sofreu condenação da Justiças do Trabalho, são basicamente os mesmos que defendem a candidatura presidencial de político condenado por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até empunham faixas para sustentar o besteirol de que “eleição sem Lula é fraude”. É extraordinário o talento de Michel Temer para escolher mal os seus auxiliares, mas ele tem o direito de fazê-lo. E de empossá-los. Se Cristiane Brasil respondeu a ação trabalhista, como a maioria dos empregadores brasileiros, Lula está condenado por ladroagem. Advogados próximos ao PT, que impedem na Justiça a posse da ministra, curiosamente não ameaçam a candidatura política de político ladrão. Além da condenação a 9 anos e meio de cadeia por corrupção, Lula responde a seis outros processos igualmente graves.

– Cláudio Humberto

Sobre a efeméride de hoje

Nota

Hoje é dia dos democratas celebrarem um golpe militar, feito por um protegido (Deodoro) contra seu benfeitor (Dom Pedro II), para implementar um regime cujos primeiros atos foram perseguir a imprensa e aumentar em 1/3 o salário do presidente em comparação com o soldo imperial.

A república fez do Brasil um corpo convulsionado. Desde 1889 vivemos de revolução em revolução, ditadura em ditadura, de moedas em moedas, de constituições em constituições, sempre numa espiral degenerativa de instabilidade.

Encaixar a república no Brasil é como forçar um quadrado num círculo. Somos um povo monárquico por cultura e DNA. Não à toa a casa do presidente é chamada de “palácio” quando não haveria necessidade alguma de sê-la; não à toa o povo vê nos governantes uma figura paterna (ou materna, no caso de Dona Dilma I, a louca); não à toa nosso período de maior estabilidade democrática foi durante o segundo reinado.

Um dos maiores problemas do Brasil é o desconforto psicológico de um povo inteiro forçado a viver sob um regime que não encontra eco no inconsciente coletivo.

Nas nossas terras república é apenas um fetiche. E daqueles que não valem o preço.

Mimimi cinematográfico

Nota

Ontem fui ver Alien, o Resgate na seção de clássicos da X Janela Internacional de Cinema do Recife e presenciei uma cena que mostra bem toda a paranoia dos esquerdopatas: o competente, mas sempre pernóstico e perigoso Kleber Mendonça, ao ser cumprimentado por Josias Teófilo, diretor do documentário sobre as ideias de Olavo de Carvalho, esnobou seu colega, recusando-se a apertar as mãos dele com um gesto ridiculamente infantil. Logo se vê que a tolerância e defesa da pluralidade que Kleber diz ter é só para quem recita sua cartilha; ao invés de aparar arestas, sinal de maturidade, ele prefere suscitar rusgas de fundo político, incendiando ainda mais o cenário para as eleições do ano que vem. Isso para não falar de uma alfinetada nas legendas do filme, onde epíteto de “coxinha” foi usado para qualificar um dos personagens.