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Privacidade e consciência moral

Hannah Arendt, emn A Promessa da Política:

Nós, por outro lado, que vivemos a nossa experiência de organizações de massa totalitárias cuja primeira preocupação é a de eliminarem qualquer possibilidade de solidão – exceto sob as formas inumanas do isolamento prisional – , não sentimos dificuldade em comprovar que, sem a garantia de um mínimo dessa solidão do si-próprio consigo próprio, são abolidas não só as formas seculares da consciência moral, mas também todas as suas formas religiosas. É a este nível que se torna explicável que, como foi muitas vezes notado, a própria consciência moral deixasse de funcionar sob as condições de uma organização política totalitária, e que isso se verificasse em boa medida sem que interviesse o medo do castigo. Nenhum homem que não possa tornar efetivo o diálogo consigo próprio, que dizer nenhum homem privado da solidão que todas as formas de pensamento requerem, poderá conservar a integridade da sua consciência moral.

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