Pe. Emílio Silva – Pena de Morte Já!

Não sou a favor da pena de morte para o Brasil de hoje, mas a validade dela como possibilidade abstrata é algo que não pode ser negado por um católico. Daí o mal estar gerado pela recente modificação que o Papa Francisco fez no catecismo de João Paulo II; modificação que tem valor zero. Assim, nesse ambiente de argumentos “nutela” que se instalou no seio da Igreja, nada melhor do que reler a obra de um douto sacerdote que defende a pena capital  em concreto, mas que, no meio da argumentação, circunstancial por natureza, apresenta os princípios perenes em torno do tema:

O profetismo da Humane Vitae

Quando, em 1968, o Papa Paulo VI publicou a corajosa encíclica Humanae Vitae, a reação ao documento foi inaudita: teólogos, jornalistas, padres, religiosas, bispos e até conferências episcopais inteiras protestaram e, do púlpito das igrejas, incentivaram os fiéis à dissensão.

Mas o que estaria por trás de toda essa guerra contra a encíclica do Papa Paulo VI?

O caráter profético dela é a causa de toda essa má recepção. Por caráter profético, entende-se o fato do documento relembrar o que Deus espera de nós e mostrar como estamos nos desviando do caminho traçado pelo Senhor. Então, num mundo antropocêntrico, a Humanae Vitae se tornou a “pedra de tropeço” de todos aqueles que dissentiam e dissentem da proposta de vida do Evangelho. Continuar lendo

Declaração de um historiador agnóstico

Sempre e por toda a parte, desde há mil e oitocentos anos, quando o Cristianismo desfalece, os costumes públicos e privados degradam-se. Na Itália, durante a Renascença, na Inglaterra, sob a Restauração, em França, durante a Convenção e o Directório, viu-se o homem tornar-se pagão como nos primeiros séculos. Achava-se como no tempo de Augusto ou de Tibério, voluptuoso e duro. Abusava dos outros e de si próprio. O egoísmo brutal e calculista tomara o ascendente. Faziam estendal a crueldade e a sensualidade. A sociedade convertia-se numa Falperra e em lugar suspeito.

Hippolyte Taine, citado por Jacques Ploncard d’Assac em Três Estudos Políticos, 1956.

O politicamente correto faz uma nova vítima: o Bacamarte

Nota

Lendo hoje um artigo de José Teles no Jornal do Commercio de Recife sobre o relançamento de dois clássicos da história local (Arruar – História pitoresca do Recife antigo e Bacamarte, Pólvora e Povo), fiquei sabendo que um dos maiores mestres bacarmarteiros vivos. Lenilson Ferreira da Silva, chegou a ser preso em 2009, sobre a alegação de ser “fabricante de arma de fogo”. Esse é mais um exemplo de como o tal Estatuto de Desarmamento perfaz uma norma  estranha à realidade e ao ethos nacional, configurando mais um exemplo fadado ao fracasso da ideia de que a “redenção” virá pelo Estado. Para certos agentes da polícia o velho bacamarte da Guerra do Paraguai, que só recebe pólvora hoje em dia, deve ter o mesmo poder de fogo de um AR-15:

Censura de fogo “amigo”

Nota

Infelizmente não me surpreendi com exclusão do canal do Conde, que teve tantos vídeos publicados aqui, pelo YouTube. Já era uma coisa esperada, dado o sistema automatizado do Google; tive uma quase experiência disso, anos atrás, quando este site estava no Blogger, ao ser “denunciado” em massa por uma corja de pessoas filiados a uma “seita de ateus”: a ATEA. Pensava, já há algum tempo, que ele passaria por isso e talvez seu trabalho se perdesse.

Mas me surpreendi com o fato das denúncias provavelmente terem vido da “nova direita”, insuportavelmente reacionária, olavética e “judaico-cristã”. Eu era de direita quando quase ninguém mais o era, e achava que seria um paraíso uma reviravolta no quadro cultural-político, mas parece que subestimei a burrice e o espírito de rebanho das pessoas.

Vejam aqui o relato do Conde (que já está com um novo canal no Glória TV):

Obviamente, a censura politicamente correta de viés esquerdopata não morreu e prepara novas investidas, como podemos ouvir nesse podcast: