Missão da FSSPX na África Ocidental

A África Ocidental (especificamente a Nigéria, o Benin e Gana) perfaz uma vasta região invadida pelo islã e gangrenada pela corrupção, na qual muitas almas, decepcionadas pelos discursos humanistas do clero local, encontram-se cada vez mais atraídas pela tradição católica. O seguinte documentário retrata um pouco desse cenário cheio de desafios, mas com um potencial incomum:

Cultura e salvação

Texto do professor Flávio Brayner (Jornal do Commercio, Recife, 15 de fevereiro de 2017):

Zweig

Há 75 anos, fevereiro de 1942, o escritor austríaco Stefan Zweig e sua 2ª esposa, Lotte, davam fim às suas vidas em Petrópolis, quando souberam dos horrores que os nazistas estavam praticando na Europa. A última novela de Zweig foi escrita no Brasil – O Jogador de Xadrez. O personagem principal, um campeão mundial de xadrez, Czentovic, dá seu lugar de protagonista a um outro, um obscuro passageiro que se encontra no navio (onde se passa a história) que faz a viagem de Nova Iorque para Buenos Aires. Czentovic, um arrogante enxadrista aceita, para passar o tempo, jogar uma partida contra vários adversários e, no meio deles, encontra-se alguém que – embora não jogue há mais de 20 anos – sopra jogadas que forçarão o campeão a declarar um desmoralizante “empate”.

O narrador descobre, numa longa conversa de convés com esse estranho, tratar-se de um advogado austríaco que conseguira esconder dos nazistas os bens de instituições religiosas e que, denunciado, é preso pela Gestapo em condições aterradoras: um quarto sem janelas, apenas com uma cama e a proibição de que qualquer pessoa lhe dirija a palavra. Meses de silêncio e isolamento, a perda das noções de tempo e espaço, morto em vida, um homem diante do nada, até que… é chamado para o primeiro interrogatório. Na espera, que dura várias horas antes de ser interrogado, descobre no casaco de um oficial, posto a secar, um livro! Rouba-o e descobre mais tarde, já em sua cela, tratar-se de um manual de xadrez repertoriando as mais importantes partidas dos dez maiores enxadristas mundiais. Em seu absoluto isolamento, refaz na imaginação cada partida, coloca-se no lugar dos adversários, joga contra si mesmo, imagina “simultâneas”, compreende as estratégias, as armadilhas, prevê lances futuros, tudo isso sem uma peça sequer de um tabuleiro real! Próximo à loucura é libertado e… encontra-se, agora, a caminho da Argentina.

Zweig, autor de O Mundo de Ontem – uma elegia sobre a derrocada dos valores morais e intelectuais que forjaram a Europa até a 1ª Guerra – retoma nesta novela a crença que lhe foi cara (e para tantos intelectuais daquela Europa): a de que poderíamos ser salvos pelos livros e pelos padrões elevados de cultura. Há, hoje, algum “livro” que poderia nos salvar da barbárie já a caminho? Pessoas religiosas diriam que sim, mas, numa sociedade tão secularizada como a nossa, que destruiu o Inferno e não crê nas vantagens do Céu, penso que perdemos a noção da importância dos valores transcendentes que a cultura proporciona.

Estamos de volta ao normal

quoteO que se discute menos é a polarização da cultura, e as novas câmeras de eco dentro das quais ouvimos e vivenciamos os atuais sucessos culturais. (…) Agora não existe nada tão popular quanto as antigas séries; as únicas partes da cultura compartilhada que chegam perto são eventos esportivos periódicos, vídeos virais e paroxismos ocasionais de indignação política.

Em vez disso, estamos voltando à era cultural que antecedeu o rádio e a televisão, período no qual o entretenimento era fragmentado e sob medida, quando satisfazer um nicho era um imperativo econômico maior do que entreter a sociedade como um todo.

“Estamos de volta ao normal, de certa forma, porque antes de existir o rádio ou a teledifusão, não havia uma cultura compartilhada”, diz Lance Strate, professor de comunicação da Universidade Fordham. “Durante a maior parte da história da civilização, não houve nada como a televisão. Foi um momento realmente ímpar da história ter tantas pessoas assistindo à mesma coisa ao mesmo tempo.”

Farhad Manjoo (Público na TV se pulveriza cada vez maisNew York Times/Jornal do Commercio, Recife, 27 de janeiro de 2017)

Halloween

Neste vídeo o Pe. Paulo Ricardo tenta explicar de um modo objetivo o que era, o que é e o que pode ser a festa do Halloween:

Essa explicação, para mim, tem um interesse histórico e antropológico, pois mesmo que essa festa não fosse problemática, isto é, continuasse fiel às suas origens, querer celebrá-la no nosso país não passa de pura macaquice.