Como a devoção a uma santa indígena levou um jovem à vocação dominicana

Um depoimento interessantíssimo que li no Twitter de um jovem padre dominicano dos EUA: 

My devotion to St. Kateri Tekakwitha, or “How a Random Encounter with a Saint Changed My Life and Forced Me to Discern My Vocation Seriously:” A thread

In 2008, I started teaching 7th grade at St. Michael Indian School on the Navajo Reservation. Fresh out of college, untrained to be a teacher, moving to a new place, struggling deeply with sin, & desiring to give my life to Christ, I arrived on the Rez with a lot on my plate.

I went to the Reservation because I made a deal with God. I would give Him one year of service to the poor & daily prayer. In exchange, at the end of the year, unless led otherwise, I will stop discerning priesthood, get married, have 5 kids, & live an upper, middle-class life.

My 1st day on campus, I saw this beautiful statue of a Native American woman named “Blessed Kateri.” I had never heard of her. As a Catholic, I figured it was good to have saints interceding on my behalf, so, knowing nothing about her, I began praying for her intercession.

Within a few weeks of being on the Reservation, teaching, & praying everyday — simple prayer life really, back then, Rosary and Scripture in the morning, examination of conscience & bedtime prayers in the evening — my life began to unravel in the most delightful ways.

The sins which had so enamored me became less attractive, even repugnant. The desire to be a priest, which I had rejected & resisted for years, was increasingly the only thing that made sense. Mass, which was something I always did, now became the absolute center of my life.

Everyday I prayed for the intercession of this saint I hardly knew: Blessed Kateri. Finally, I relented and started to research her life. What I discovered me inspires me to this day. Orphaned at a young age & under immense pressure to do otherwise, she gave her life to Christ.

Her life was totally different from my own, but her complete desire to give all things to Jesus resounded in my heart. She was praying for me and challenging me to imitate her total gift of self and everyday she watched over me as I walked into & out of school under her statue.

I still pray with St. Kateri each day. Now, I pray for those on the Navajo Reservation who struggle with poverty and all of the ill effects that systemic poverty brings on a community. I have especially prayed for the Navajo as they’ve been wracked by COVID-19.

In the end, the saints are our advocates, our friends, our brothers and sisters whose prayers echo eternally in the presence of God. I hope you will find a saint like St. Kateri who can help lead you from where you are to where God wants you to be next.
St. Kateri, pray for us.

Tweetado pelo Pe. Patrick Hyde, OP (@frpatrickop) em 14/07/2020.

Um novo Cavalo de Troia

Todos os anos, por volta do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, nós podemos esperar uma artimanha das feministas para fazer avançar a causa do aborto no Brasil. Não está sendo diferente desta vez. Sob o pretexto de “combater a violência contra as mulheres”, corre no Congresso Nacional um projeto de lei que, na prática, torna amplo e irrestrito o acesso ao aborto em nosso país.

A promoção dessa prática é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos. Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes.

Pela preservação da democracia, estude e divulgue esta aula do Pe. Paulo Ricardo. Informe-se e preste um serviço à nação e às crianças por nascer! Continuar lendo

Em casa

Semana passada, um amigo que está estudando em Portugal recebeu a notícia do falecimento de seu avô e escreveu o seguinte texto que agora compartilho com os leitores:

Foi com surpresa que recebi a notícia:

– O seu avô está no hospital, em estado grave.

Foi um choque. Como seria possível, assim, de uma hora pra outra? Logo me pus de joelhos, chorando, a rezar a velha oração aprendida da minha avó, nas noites da infância:

Ave Maria, cheia de graça…

E assim que pude, corri ao hospital.

A cena era arrasadora. Vi a angústia nos olhos da minha avó; o cansaço no rosto da minha mãe. E ele, desacordado, cheio de tubos, agulhas, fios, agonizando. Contrariando as regras, cheguei junto ao leito, acarinhei a sua cabeça e lhe disse ao ouvido: “Força, vô, eu estou aqui. Que Deus o proteja”. Continuar lendo

Imbecilidade da semana

Hoje no Jornal do Commercio (Recife) li a seguinte colocação do coordenador de medicina fetal do Centro Integrado Amaury de Medeiros (CISAM – que também poderíamos chamar de Cabeças Inocentes Monstruosamente Amputadas, dado o fato de lá se realizarem “abortos legais” desde a década passada):

O termo seria interrupção prematura da gravidez [nota: não pode ser aborto porque em geral o diagnóstico intraútero da microcefalia é tardio, dado geralmente após 30ª semana]. Nesse caso, o bebê vai nascer vivo. E quem vai decidir se ele continuará vivo ou não?

(…)

Não acho certo ou errado a mãe querer interromper a gestação de um bebê com microcefalia. A partir do momento em que o assunto se torna institucional, é importante pensar em todas as etapas, que a gestação será interrompida, mas as crianças vão nascer vivas.

Oi?????????? Então se afirma que as crianças vão nascer vivas e que, portanto, poderão ser mortas fora do útero, mas isso não é certo ou errado, é apenas um procedimento burocrático? Mengele deve estar controlando telepaticamente os “doutores” lá do inferno onde recebe por toda a eternidade a paga da sua atuação na medicina.

Ver é tudo de bom

SimplestThingsSexta-feira passada eu estava fazendo compras numa papelaria e encontrei um senhor conhecido meu da Sociedade de São Vicente de Paulo que estava na companhia de uma amiga, também idosa. Eles passaram a conversar enquanto esperávamos na fila do caixa, e aí eu ouvi o seguinte diálogo que me deu uma boa lição a ser sempre rememorada:

– Dona Maria, você foi ao médico?

– Fui sim. Mas não estou com catarata não.

– Que bom.

– Se é. Minha irmã teve de esperar ela cobrir o olho todo para fazer a operação. Ficou cega um tempo.

– Parece que hoje em dia não precisa disso não.

– Não sei… mas ver é tudo de bom. É o melhor que existe.

– É sim.

– E andar também… é uma alegria andar.

Aí ela olhou para mim é disse:

– Ver e andar é tão bom, né? É o que há de melhor.

Só pude balançar a cabeça concordando e pensei em como, às vezes, reclamo da vida sem o menor motivo sério, esquecendo de valorizar as coisas simples de que só sentimos a falta quando não as temos mais.