Ouvir música na Igreja

Pergunta recebida de um leitor:

Thiago, a igreja fica aberta sem missa? Eu gostaria de escutar obras musicais sacras (como a Missa de Notre Dame de Charles V) dentro da missa (com meus fones de ouvido para não incomodar, obviamente).

Sim, algumas igrejas ficam abertas sem Missa para que as pessoas se confessem e adorem ao Santíssimo; nesse caso, se as músicas a que você se refere servirem para se aproximar de Deus, seria possível ouvi-las de modo discreto. Na Missa, contudo, seria uma falta de respeito com o Sacrifício.

Quem os (nos) representa?

Na semana retrasada, depois de quase três meses entre greves (dos técnicos e depois dos professores), ocupações e enrolações típicas das universidades federais, voltei às aulas (sou advogado e estudo geografia) para concluir uma parte das disciplinas. Obviamente, não pude deixar de notar os estragos feitos no edifício onde se situa a sede de meu curso e falar, com colegas e professores, sobre o que ocorreu em outros dois prédios próximos.

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Ficando no que me diz respeito diretamente, a contradição foi flagrante: pessoas que proclamam lutar por uma causa republicana, depredaram o bem público. E isso não foi nenhuma surpresa, é um comportamento esperado a partir da tolerância contumaz da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com grupelhos e indivíduos ligados a um envelhecido radicalismo de esquerda; com facilidade eu poderia fazer uma lista de episódios de intolerância ideológica que presenciei ou que aconteceram comigo no último ano e que são perfeitamente representados neste trecho de um artigo de Cláudio de Moura Castro (Quem os representa?, Veja, 14 de dezembro de 2016), no qual ele descreveu a balbúrdia provocada por sindicalistas numa conferência dada por a professores: Continuar lendo

A escola da pedrada

Texto de Guilherme Fiuza (Época, 7 de novembro de 2016):

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Com o impeachment começando a sumir na poeira da estrada, e o país se acostumando ao seu novo rumo, vai se impondo a inexorável conclusão: Dilma é que era legal. Pelo menos, a julgar pelo movimento revolucionário dos ocupadores de escolas.

Às vésperas da realização do Enem, a revolução se intensificou. Com invasões a estabelecimentos de ensino em 21 estados, mais o DF (a federação tem cinco estados alienados), os revolucionários protestam contra o ajuste fiscal proposto pelo governo Temer – PEC 241 – e contra o projeto de reforma do ensino médio.

Como quem ainda lê algo além de disparates no Facebook sabe, a ideia das mudanças no ensino médio visa tornar o currículo menos disperso, aproximando-o dos interesses específicos de cada aluno – enfim, ajudando o estudante a estudar, como acontece em vários países mais letrados. Também não é segredo que o projeto é um projeto – ou seja, está colocado para discussão por parte de todos que queira discutir, pensar e outras ações não tão emocionantes quanto jogar pedra. Continuar lendo