Preconceito, discriminação e homossexualidade

Texto do confrade Rui:

Vou começar considerando as pessoas com tendências homossexuais, que eu identificarei pela sigla PTHS. Qualquer preconceito ou discriminação contra PTHS equivale, com toda certeza, ao racismo, posto que seria o mesmo que discriminá-las por características físicas ou involuntárias. Qualquer conceito negativo que se tenha sobre elas por conta dessas características, seria realmente pré-conceito, e a discriminação em relação a elas tende a ser mais injusta, pois o valor de um homem se mede por seus atos e não por hábitos que não dependem de sua vontade. Com base na filosofia de Aristóteles, que distingue ato e potência, argumento que tais pessoas não são, necessariamente, homossexuais, ou, se formos usar, para elas, esse termo ou outro equivalente, por força da literatura médica, isso não pode resultar numa fusão indiscriminada entre dois grupos, como convém à determinada agenda política. Assinalamos que o homem ou a mulher não estão condenados a repetir este ou aquele ato, por conta de suas tendências, e num e no outro caso, o tratamento dessa questão recebe matizes um tanto diferentes.

O segundo grupo refere-se a pessoas que têm algum relacionamento sexual ou praticam algum tipo de intimidade sexual com outra pessoa ou pessoas do mesmo sexo que elas. Para facilitar, chamaremos essas pessoas pela sigla PRSMS (pessoas que se relacionam sexualmente com o mesmo sexo). O juízo de valor sobre essas pessoas, com base em seus hábitos sexuais, desde que não resulte em agressão ou violência, é legítimo, se estiver fundamentado em convicções filosóficas ou religiosas. Não há aqui pré-conceito, mas conceito, relacionado com o juízo de valor que se tenha sobre determinadas ações. Isso não significa que tais pessoas não possam ser também vítimas de preconceito, por exemplo, em relação a questões que nada tem a ver com seus hábitos sexuais. Se alguém por exemplo, julga que tal pessoa será um mau jornalista, ou um mau técnico de futebol, está realmente atuando no terreno do preconceito. Continuar lendo

O espectro da direita no Brasil

Desde que tomei consciência da “vida política” defendi posições consideras conservadoras, de direita ou algo do tipo, e no tempo, longo, em que isso era praticamente “clamar sozinho no deserto” (final dos anos 90 até 2013) muitas vezes tive de enfrentar uma série de agressões, incompreensões ou sabotagens por causa delas. Nos últimos cinco anos, contudo, com o movimento cultural que levou à ascensão da direita “olavista-bolsonárica” fico muitas vezes parecendo um esquerdista ao ter, por fidelidade a princípios civilizacionais, de me contrapor às sandices reacionárias mais variadas. Assim, tive a grata surpresa de descobrir hoje esse vídeo, em que Willian Waack, entrevistado por Pondé, tenta explicar o que está acontecendo (obviamente sou muito mais conservador que ele):

Mais uma loucura do “multiculturalismo”

Não é à toa que os eurocéticos tiveram uma vitória avassaladora na última eleição para o Parlamento Europeu no Reino Unido, vejam o que o exército desse país estava pregando nos quartéis:

É isso mesmo, nesse cartaz alguém que se defina como patriota dentro de um estabelecimento militar será suspeito de “extremismo de direita”. Eu até admitiria que certas formas de patriotismo (na  verdade, formas de nacionalismo) poderiam levantar tais suspeitas, mas o mero fato de se ter aprovado uma categorização tão genérica, e para um ambiente onde o  patriotismo deve ser pré-requisito, é um sinal do tipo de decadência cultural que se não for revertida levará ao fim de uma civilização.

É uma postura bem diferente da que criou músicas como essa:

Obras Católicas começa a publicar livros

O site Obras Católicas, surgido no tempo do saudoso Orkut por iniciativa de confrades da comunidade Apologética Católica (em especial do Eduardo e do Paulo Frade), se tornou um marco na história da Igreja no Brasil, pois colocou em circulação os tesouros que a crise pós-conciliar e a falta de memória de nosso povo tinham enterrado nas décadas 70, 80 e 90. Nele, aqueles livros que garimpávamos com muita sorte nos sebos se tornaram acessíveis a qualquer pessoa com acesso à internet; lembro que anos atrás conheci um padre que tinha estudado no Paraguai e que me contou que nos seus tempos de seminário o acervo do Obras Católicas era mais usado que a biblioteca da instituição.

Então, é com grande alegria que compartilho com os leitores uma nova iniciativa do Obras: a publicação de livros. E primeiro já foi lançado, são as Instruções Marianas, do Pe Gabriel Maria Roschini, O. S. M.

O Pe. Gabriel Maria Roschini, sacerdote da Ordem dos Servos de Maria (+1977), foi um dos mais importantes mariólogos do século XX e fundador da Faculdade Teológica Marianum, em Roma. Continuar lendo