O status das ordens menores e do subdiaconato

ordens eclesiásticas

Tradução de um texto do Prof. Peter Kwasniewski:

Há uma questão crescente nos nossos dias: qual exatamente é o status das ordens menores (porteiro, leitor exorcista e acólito) no rito romano? Podemos acrescentar a essa lista a ordem maior do subdiaconato. A despeito de sua imensa antiguidade, o que deveria ter lhes dado amplo suporte na “reforma litúrgica” (elas são mais antigas que o tempo do Advento), as ordens menores foram abolidas na forma pela qual existiam antes (ou, pelo menos, assim pareceu a quase todos que viviam na época) por Paulo VI na sua Carta Apostólica Ministeria Quaedam de 1973. Mesmo assim, tanto as ordens menores quanto o subdiaconato nunca deixaram de ser conferidos num lugar ou noutro do orbe católico; e a frequência aumentou ainda mais graças à Ecclesia Dei de João Paulo II e ao Summorum Pontificum de Bento XV, no intuito de atender ás jovens vocações que fluem dos institutos religiosos tradicionalistas. Certamente temos uma situação estranha aqui.

Até onde entendo, há uma visão neoconservadora sobre o tema e uma “radtrad”. Continuar lendo

Declaração do Arcebispo Viganò

Fortíssima declaração do Arcebispo Viganò, a primeira diante das câmeras em dois anos:

A Igreja de Cristo não tem relação com aqueles que executaram um plano, nos últimos 60 anos, para ocupá-la!

Esse pronunciamento histórico, que, da parte de um alto prelado, desvela tudo que a postura cínica dos modernistas e a cegueira dos neoconservadores velou por tanto tempo, pode ser lido aqui

Por que a estrutura não está celebrando os 50 anos do Novus Ordo?

Primeira Missa no Novus Ordo celebrada publicamente por Paulo VI

Alguém mais notou que o último Advento marcou os 50 anos da entrada em vigor da terrível “reforma litúrgica” de Paulo VI e que não vimos nenhuma comemoração por parte da burocracia da estrutura?

Sendo mais preciso, o novo rito da Missa foi promulgado pelo citado Papa, de infeliz memória, no dia 3 de abril de 1969, mas só entrou em vigor, na maior parte dos países, no Primeiro Domingo Advento daquele ano. Onde estão as festas?

Não há nada de mais monumental na maquiagem da Outra que essa suposta reforma e, mesmo assim, podemos contar nos dedos das mãos as citações da efeméride pelos entusiastas das mudanças (progressistas de todo naipe, como os do site PrayTell) ou dos cleaners neoconservadores. Se estamos num novo Pentecostes, por que tanta timidez? Medo de comparar o torpor pachamâmico atual com a vibração anterior? Continuar lendo

Sínodo da Amazônia: um comentário católico

Entre as várias questões do chamado Sínodo da Amazônia, que não é um verdadeiro sínodo, mas tão só uma reunião para sedimentar o que já foi decidido pela burocracia, existe a de ordenação de homens casados, os viri probati. Particularmente, sempre fui a favor de algo assim, contudo, não dá para chancelar o que vem sendo “debatido” em Roma, pois ao invés de uma discussão com espírito maduro, que entende que o peso da obrigatoriedade deve ser tirado do dom do celibato, e que também compreende a possibilidade de a homens com duas vocações serem abertas outras oportunidades na evangelização e no pastoreio do Povo de Deus, o que temos é  a alimentação de uma agenda feita para minar a doutrina da Igreja e esconder os verdadeiros problemas eclesiológicos da região. Como resposta a tal loucura, publico agora uma reflexão feita pelo Pe. Martin Lazarte, um salesiano uruguaio que foi missionário na África e em vários países na América do Sul, que considero o melhor texto que já li sobre o tema. O artigo apareceu inicialmente em italiano, no jornal Settimana News (12 de agosto), e depois encontrei uma versão dele em inglês no site Asia News (em duas partes, aqui e aqui) e, finalmente, uma tradução na página do Instituto Humanitas da UNISINOS.

Amazônia: Os “viri probati” são uma solução?

Nas mídias de comunicação social, nos debates e nas assembleias de “escuta” sobre o Sínodo pan-amazônico, ouvimos repetir que uma das soluções para resolver o problema da evangelização e o acompanhamento das comunidades cristãs amazônicas, seria a ordenação presbiteral dos chamados “viri probati”, laicos casados, reconhecidos na comunidade por sua integridade de vida e testemunho cristão.

O tema em si é um argumento válido e suscetível de estudo e de discernimento na Igreja, particularmente consciente dos desafios pastorais do mundo de hoje e da tradição das Igrejas orientais a esse respeito.

O problema de fundo não está no tema em si, mas na oportunidade e nas motivações com as quais abordar o tema no Sínodo pan-amazônico, levando em conta a realidade atual. Continuar lendo