O que a canonização de Paulo VI representa para a liturgia e para a pseudo-reforma litúrgica?

Essa é uma tradução de texto publicado no New Liturgical Movement e que se refere apenas ao significado da canonização do Papa Paulo VI para a liturgia e não se ela é apropriada ou oportuna (quem quiser comentar deve atentar para isso ou não terá seus comentários aceitos).

A resposta rápida é: absolutamente nada. Continuar lendo

O neoconservadorismo é parte do problema, não a solução

Tradução e adaptação de um artigo publicado originalmente no site One Peter 5:

A reação às revelações do arcebispo Viganò – pelo menos nos Estados Unidos – deve nos dar uma certeza: ainda há bispos da fé ortodoxa que respeitam os direitos humanos e a justiça divina. Além disso, apesar das más notícias quase diárias de Roma, encontramos dioceses em que as vocações estão em ascensão; até encontramos algumas comunidades religiosas tradicionais florescendo. Depois de décadas de amnésia, a música sacra está voltando às catedrais e paróquias. Boas notícias não faltam se procurarmos.

No entanto, também encontramos um problema já de longa data que retarda o ritmo de uma genuína reforma e renovação da Igreja: a predominância do neoconservadorismo entre os bispos, padres e fiéis. Continuar lendo

A culpa é dos pais…

No último dia 23 recebi a feliz notícia que um dos vocacionados saídos do grupo de fiéis ligados à liturgia romana tradicional aqui em Recife foi ordenado sacerdote na Alemanha como membro da Fraternidade de São Pedro. Cheguei a falar dele quando escrevi uma pequena história desse grupo em 2013; na época ele tinha recebido a batina, ato que segundo as normas canônicas antigas implicava na entrada do estado clerical (tais normas hoje só são simbólicas, gostem os traditional borings disso ou não). Há toda uma galeria de fotos da ordenação que pode ser acessada aqui. Continuar lendo