O que a Igreja ensina a respeito da fecundação artificial?

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A Igreja aprova a cirurgia no caso de uma gravidez ectópica?

No mês passado recebi o telefonema de um amigo que enfrentava o problema de sua esposa estar com uma gravidez ectópica e que, como bom católico que é, queria fazer aquilo que a Igreja proclama como correto em casos como esse. Como muitos outros de linha tradicionalista ou conservadora no Brasil, ele achava que só a posição divulgada pelo Pe. Lodi é que representava o pensamento eclesial, sendo qualquer outra afirmação minoritária ou herética. Contudo, como já falei na questão 34 do Catecismo sobre o aborto, não é assim; a posição do Pe. Lodi é uma entre duas e minoritária (como  ele mesmo afirma em monografia linkada na referida questão). Assim sendo, resolvi traduzir e adaptar um texto do Pe. Peter R. Scott, da FSSPX dos EUA, sobre o tema, para, mais uma vez, promover o esclarecimento dos irmãos, de modo que os casais católicos possam tomar de maneira consciente sua decisão nesse tipo de situação.

Nunca é permitido matar diretamente uma pessoa, com exceção da legítima defesa, da pena de morte e de uma guerra justa, de modo que é imoral fazer um aborto direto, mesmo que seja para salvar a vida da mãe. E tal imoralidade se dá independente do método: seja cirúrgico, seja químico.

Estabelecido esse princípio geral, vamos agora examinar outras facetas do problema quando se tem o caso de uma gravidez ectópica: Continuar lendo

A alegria do amor ou o desamor do engano

Pela Fé Católica

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Segue abaixo a resposta escrita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, à Exortação Apostólica Amoris Lætitia.

O texto que se segue é a tradução oficial para o português, revisada por Dom Athanasius.

 

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Amoris lætitia: a necessidade de esclarecimento para evitar uma confusão generalizada

 

O paradoxo de interpretações contraditórias de “Amoris lætitia

A recentemente publicada Exortação Apostólica Amoris lætitia (AL), que contém a pletora de riquezas espirituais e pastorais que dizem respeito à vida no Matrimônio e na família Cristã em nossos tempos, infelizmente, em um curto período de tempo, levou a interpretações muito contraditórias mesmo entre o episcopado.

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Microcefalia e aborto eugênico

Texto de Dr. Lenise Garcia, doutora em microbiologia e coordenadora do curso de biologia da UNB (Época, 8 de fevereiro de 2016):

aborto eugênicoMães e pais de crianças com deficiências passam por momentos duros e difíceis, por grandes desafios, e também por alegrias talvez não percebidas por outros pais, a cada pequeno progresso, a cada passo, a cada vitória diante de um objetivo cotidiano. A jornalista Ana Carolina Cáceres, portadora de microcefalia, relata de forma emocionante seus primeiros passos, para ir atrás de um cachorro. O que terá passado pela mente e pelo coração de seu pai, quando testemunhou o fato? Ele tinha ouvido os médicos dizerem que ela não sobreviveria.

Por outro lado, mulheres que fizeram aborto, especialmente nos casos de alguma má-formação, vivem na dúvida: como seria agora meu filho? Como teria se desenvolvido? Sim, porque essa mulher tem um filho. Morto, mas filho. Continuar lendo

Imbecilidade da semana

Hoje no Jornal do Commercio (Recife) li a seguinte colocação do coordenador de medicina fetal do Centro Integrado Amaury de Medeiros (CISAM – que também poderíamos chamar de Cabeças Inocentes Monstruosamente Amputadas, dado o fato de lá se realizarem “abortos legais” desde a década passada):

O termo seria interrupção prematura da gravidez [nota: não pode ser aborto porque em geral o diagnóstico intraútero da microcefalia é tardio, dado geralmente após 30ª semana]. Nesse caso, o bebê vai nascer vivo. E quem vai decidir se ele continuará vivo ou não?

(…)

Não acho certo ou errado a mãe querer interromper a gestação de um bebê com microcefalia. A partir do momento em que o assunto se torna institucional, é importante pensar em todas as etapas, que a gestação será interrompida, mas as crianças vão nascer vivas.

Oi?????????? Então se afirma que as crianças vão nascer vivas e que, portanto, poderão ser mortas fora do útero, mas isso não é certo ou errado, é apenas um procedimento burocrático? Mengele deve estar controlando telepaticamente os “doutores” lá do inferno onde recebe por toda a eternidade a paga da sua atuação na medicina.

Meios ordinários e extraordinários de manter a vida

Destacado

Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor (Romanos XIV, 8).

Na época da terrível morte de Terry Schiavo, nos EUA, uma pergunta ganhou corpo na reflexão ética: onde se inicia o excesso terapêutico? Obviamente, tal questionamento não era novo, ele já passou pela cabeça de quase todos que se depararam com uma situação limite que atingiu um amigo ou parente, mas naquele momento, nos meios tradicionalistas católicos, a problemática se tornou fraticida, na medida em que algumas vozes influentes mostraram divergência sobre o que se entendia como moralmente correto na condução do caso citado. Uma resposta doutrinariamente precisa e, ao mesmo tempo, aberta às mudanças da técnica era necessária e, por isso, acabei conseguindo um texto do então professor de Teologia Moral do seminário da FSSPX nos EUA, o Pe. Juan Carlos Iscara, que traduzi e resumi da maneira que segue: Continuar lendo