O que a canonização de Paulo VI representa para a liturgia e para a pseudo-reforma litúrgica?

Essa é uma tradução de texto publicado no New Liturgical Movement e que se refere apenas ao significado da canonização do Papa Paulo VI para a liturgia e não se ela é apropriada ou oportuna (quem quiser comentar deve atentar para isso ou não terá seus comentários aceitos).

A resposta rápida é: absolutamente nada. Continuar lendo

Fraternidade verdadeira só em Jesus Cristo

Apresento abaixo minha tradução de um comunicado recente do superior da FSSPX sobre a declaração do Papa Francisco nos Emirados Árabes:

3f62a-documento2bsobre2ba2bfraternidade2bhumana2bpara2ba2bpaz2bmundial2be2ba2bconviv25c325aancia2bcomum
 
Em 4 de fevereiro de 2019, o Papa Francisco junto com o Grande Imã do Cairo assinaram um documento intitulado Documento sobre a fraternidade humana para a paz mundial e a convivência comum.

A verdadeira fraternidade só existe em Jesus Cristo

Um Cristo ecumênico não seria o Cristo verdadeiro. Por mais de 50 anos o ecumenismo moderno o diálogo inter-religioso têm apresentado ao mundo um Cristo diminuído, irreconhecível e desfigurado. Continuar lendo

Antes de Bergoglio: João Paulo II, Assis e a Missa Nova

Chega de escândalos sexuais! Já entendemos! É pior que ruim! Mas também é um efeito, não a raiz.

Michel Matt, nesse vídeo (em inglês), advoga que é hora de voltar à causa da crise. O Papa Francisco não iniciou o fogo, então vamos descobrir quem fez isso.

– Como a Igreja caiu tão baixo?
– De onde Francisco veio?
– Como a sua “Igreja Companheira” se encaixa na revolução pós-Conciliar?
– O que podemos aprender com o dia de oração para pagãos e cristãos de João Paulo II em Assis (1986)?
– Todos já esqueceram a vida antes de Bergoglio?

Além disso, uma palavra sobre o mais recente ataque de Michael Voris à Fraternidade São Pio X.

O neoconservadorismo é parte do problema, não a solução

Tradução e adaptação de um artigo publicado originalmente no site One Peter 5:

A reação às revelações do arcebispo Viganò – pelo menos nos Estados Unidos – deve nos dar uma certeza: ainda há bispos da fé ortodoxa que respeitam os direitos humanos e a justiça divina. Além disso, apesar das más notícias quase diárias de Roma, encontramos dioceses em que as vocações estão em ascensão; até encontramos algumas comunidades religiosas tradicionais florescendo. Depois de décadas de amnésia, a música sacra está voltando às catedrais e paróquias. Boas notícias não faltam se procurarmos.

No entanto, também encontramos um problema já de longa data que retarda o ritmo de uma genuína reforma e renovação da Igreja: a predominância do neoconservadorismo entre os bispos, padres e fiéis. Continuar lendo

Procissão de Corpus Christi no meio da destruição

Recentemente ouvi de uma pessoa bem atuante na vida eclesial aquelas frases velhas como uma viagem de LSD dos anos 70:

– Não, não… tudo está melhor desde a “reforma” da liturgia e desde que paramos com o legalismo e a doutrinação fria em respeito ao espírito do Concílio. Não… tudo está melhor mesmo… você, por acaso, fala latim?

Não resisti e mostrei o seguinte vídeo de uma procissão de Corpus Christi na cidade de Colônia, completamente destruída pelos bombardeios da Segunda Guerra, em 1947:

Aí tive de concluir com ironia:

É isso mesmo… nada se compara com hoje! Que igreja vibrante e fiel nós temos agora! Os seminários estão cheios, os conventos estão lotados, as filas de confissão são longas. Há tantas escolas e hospitais sendo construídos. E tente contar os casamentos e os batismos! Bem! Eu quero dizer … uau … certo?

Pe. Emílio Silva – Pena de Morte Já!

Não sou a favor da pena de morte para o Brasil de hoje, mas a validade dela como possibilidade abstrata é algo que não pode ser negado por um católico. Daí o mal estar gerado pela recente modificação que o Papa Francisco fez no catecismo de João Paulo II; modificação que tem valor zero. Assim, nesse ambiente de argumentos “nutela” que se instalou no seio da Igreja, nada melhor do que reler a obra de um douto sacerdote que defende a pena capital  em concreto, mas que, no meio da argumentação, circunstancial por natureza, apresenta os princípios perenes em torno do tema: