Sempre a mesma

No fim de semana duas igrejas foram queimadas no Chile por esquerdistas em comemoração aos protestos do ano passado, que ameaçam destruir o país a depender do resultado do futuro plebiscito. O século muda, mas a esquerda permanece com os mesmos hábitos. Infelizmente muita gente na Igreja, a começar do Papa, parece cega a tudo isso.

Os católicos que se fiaram na eleição de Bolsonaro para deter o movimento revolucionário devem se atentar a esse fato, ocorrido num país que era tido como exemplar em muitos quesitos, e à eleição, domingo, de um apoiador de Evo Morales na Bolívia; ou seja, não podemos confiar na estabilidade de situações políticas menos contrapostas ao reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo como solução para deter o comunismo e suas mutações na América Latina.

Cristo Deus e suas consequências sociais

Pequeno vídeo de um padre da FSSPX de Portugal:

Embora não tenha como se negar as consequências sociais da crença de que Jesus Cristo é Deus, sou da opinião que a maior parte dos tradicionalistas confunde liberdade civil com liberdade moral, esquecendo que se o erro não tem direitos, a pessoa que erra tem (mesmo que não sejam absolutos – e foi sobre isso que o Concílio, esclarecido pelo Catecismo da Igreja Católica, falou).

Como a liturgia romana tradicional contribui para a integração étnica

Tradução e adaptação de um artigo do Dr. Peter Kwasniewski:

Pax numa Missa Pontifical solene: a fonte de nossa paz

A última semana e meia foi marcada pela agitação que a morte, sem dúvida revoltante, de George Floyd provocou. Essa agitação, compreensível em si mesma, infelizmente levou a muitos atos criminosos ou simplesmente ridículos, quase sempre guiados por aproveitadores ou marxistas culturais que se profissionalizaram na “arte” da depredação. Tudo ainda se tornou mais estranho quando a agitação extrapolou as fronteiras estadunidenses, levando, por exemplo, um bando de ingleses criados tomando todinho a vandalizarem uma estátua de Churchill (a geração todinho jamais terá o senso de sacrifício dele ao enfrentar os nazistas – e com isso não quero fazer de Churchill um santo!), ou a extrema-imprensa e a classe média a esquecerem o “fique em casa”. Em toda essa agitação, que é uma agitação nas almas, a Igreja parece não ter dado nenhuma luz; por que?

Tentando responder a isso, li a seguinte observação: “como os Estados Unidos nunca foram um país católico, historicamente lhe faltou os meios que as nações católicas tiveram para unir as diferentes raças”, e ela  me fez pensar sobre os recursos litúrgicos para a unidade que a Igreja possuiu historicamente e que a hierarquia pós-conciliar disperdiçou graças a um movimento equivocado de modernização pelo menor denominador comum e pela inculturação caricata. Continuar lendo

A imoralidade das quarentenas ilimitadas

À medida que governos nacionais e locais fizeram, na tentativa de combate à pandemia causada pela peste chinesa, uma transição entre o pragmático distanciamento social para a destruição de suas economias, muitas vozes em contrário se levantaram, mas foram quase sempre desprezadas pela “grande” mídia e pela classe média. Assim, vamos dar espaço para uma dessas reflexões fora da curva, publicada originalmente no Rorate Caeli e de autoria do Pe. John F. Naugle, M.A., S.T.B.:

Os fins não justificam os meios: a imoralidade das quarentenas ilimitadas

Qualquer pessoa que teve aula de ética elementar se deparou com perguntas semelhantes a seguinte:

Se milhões de pessoas estão com uma doença mortal e uma possível cura é muito difícil, sendo a única solução colher as células de um bebê, resultando na sua morte, o que nós devemos fazer?

Cenários como esse são úteis para se aprofundar as suposições subjacentes a uma dada estrutura moral, especialmente para mostrar a diferença entre o consequencialismo e outras formas de pensamento moral. Normalmente os debates se passam nas salas de aula, com os graduandos tentando mostrar um nível de profundidade que está muito além do seu conhecimento.

Mas graças a Deus somos católicos. A resposta é clara.

Uma intenção boa (por exemplo: ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento em si mesmo desordenado (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação dum inocente como meio legítimo para salvar o povo. (CIC, 1753)

Deus nos proíbe de prejudicar aquele bebê, ainda que isso custe milhões de vidas. Até pensar diferentemente disso é uma grave violação à Lei Divina. Fim da discussão. Continuar lendo

Verdade esquecida 1: Resistir aos hereges

Do cânon 240, § 1º, das Constituições do I Sínodo Romano, promulgadas pelo Santo Padre João XXIII, através da Constituição Apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum, de 29 de junho de 1960:

“Também os leigos, procedendo de maneira legítima, ainda que isso lhes cause alguns incômodos, devem resistir aos acatólicos, que não só ousam disseminar entre o povo o que pensam contra a fé católica, como também se esforçam por incutir no espírito dos outros as suas opiniões.”

Fonte: Revista Catolicismo n.° 134, fevereiro de 1962