O Rosário e os Mistérios Luminosos (3): conselhos práticos

Seguindo os posts sobre os Mistérios Luminosos do Rosário, apresento agora um vídeo de Tayllor Marshall sobre como ele lida com essa questão (na verdade, temos aqui a colocação em prática dos princípios que apresentei na primeira publicação desta série):

Em resumo, para quem não entende inglês (deveria!): ele não reza os Mistérios Luminosos quando está sozinho, já que não formam o Rosário como revelado por Maria Santíssima e são mais uma novidade desnecessária que só causa divisões; se está em um grupo onde as pessoas fazem questões de rezá-los, ele acompanha o grupo sem problemas, já que tais mistérios são ortodoxos, bíblicos e criados por um santo carmelita, só não os conta para seu Rosário pessoal.

Imaculada Conceição: Rainha de Portugal

Salve, nobre Padroeira
Do Povo, teu protegido,
Entre todos escolhido,
Para povo do Senhor.

Ó glória da nossa terra,
Que tens salvado mil vezes,
Enquanto houver Portugueses,
Tu serás o seu amor.

Com tua graça e beleza
Um jardim não ornas só,
Linda flor de Jericó,
De Portugal és a Flor!

Flor de suave perfume,
Para toda a Lusa gente,
Entre nós, em cada crente
Tens esmerado cultor.

Acode-nos, Mãe piedosa,
Nestes dias desgraçados,
Em que vivemos lançados
No pranto, no dissabor.

Lobos famintos, raivosos
O teu rebanho atassalham,
As ovelhas se tresmalham,
Surdas à voz do pastor.

Da fé a lâmpada santa,
Que tão viva outrora ardia,
Se teu zelo a não vigia,
Perde o restante fulgor.

Ai! da Lusa sociedade,
Se o sol do mundo moral
Se apaga... Ó noite fatal!
Ó noite de negro horror!

És a nossa Padroeira,
Não largues o padroado
Do rebanho confiado
A teu poder protector.

Portugal, qual outra Fénix,
À vida torne outra vez.
Não se chame Português
Quem cristão de fé não for.

Hino composto pelo Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão, por ocasião da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, pelo Beato Pio IX, a 8 de dezembro de 1854. (via Veritatis)

Indulgências do Ofício Parvo

Tradução das páginas 210 a 212 do anexo da edição do Ofício Parvo da Baronius Press:

O Ofício Parvo de Nossa Senhora foi enriquecido com indulgências ao longo dos séculos. A Catholic Encyclopedia (1917) registra o seguinte:

O Papa Leão XIII garantiu (17 de novembro de 1887), àqueles que recitassem o Ofício Parvo de Nossa Senhora, uma indulgência diária de sete anos e 40 dias, e uma indulgência plenária uma vez ao mês; àqueles que recitam apenas as Matinas e as Laudes, uma indulgência diária de 300 dias; e (8 de dezembro de 1897) àqueles que recitam apenas as Vésperas e as Completas, e por cada Hora, uma indulgência de 50 dias.

O costume de descrever as indulgências em termos de dias, meses e anos vem dos primórdios da Igreja, quando aqueles que tinham sido excluídos da comunhão eclesial por terem cometido pecados graves, realizavam longas penitências, muitas vezes de vários anos, antes de serem readmitidos (1). Sobre isso, temos o seguinte na já citada enciclopédia: Continuar lendo

Compre o Ofício Parvo

Depois de quase 60 anos sem novas edições, a Editora Triregnum, publica novamente o Ofício Parvo de Nossa Senhora. Como já esclareci aqui, essa forma de Liturgia das Horas é litúrgica, ou seja, é uma oração pública e, por isso, durante séculos sua recitação (ou canto) cumpriu a exigência das regras de terceiros franciscanos, dominicanos e carmelitas de recitarem o Ofício Divino, bem como a dos irmãos leigos dessas referidas ordens, e dos de muitas outras de apostolado ativo (em especial as hospitalares) e de pelo menos uma contemplativa. Continuar lendo