Por que a estrutura não está celebrando os 50 anos do Novus Ordo?

Primeira Missa no Novus Ordo celebrada publicamente por Paulo VI

Alguém mais notou que o último Advento marcou os 50 anos da entrada em vigor da terrível “reforma litúrgica” de Paulo VI e que não vimos nenhuma comemoração por parte da burocracia da estrutura?

Sendo mais preciso, o novo rito da Missa foi promulgado pelo citado Papa, de infeliz memória, no dia 3 de abril de 1969, mas só entrou em vigor, na maior parte dos países, no Primeiro Domingo Advento daquele ano. Onde estão as festas?

Não há nada de mais monumental na maquiagem da Outra que essa suposta reforma e, mesmo assim, podemos contar nos dedos das mãos as citações da efeméride pelos entusiastas das mudanças (progressistas de todo naipe, como os do site PrayTell) ou dos cleaners neoconservadores. Se estamos num novo Pentecostes, por que tanta timidez? Medo de comparar o torpor pachamâmico atual com a vibração anterior? Continuar lendo

Acólitos e coroinhas

Finalmente encontrei uma explicação didática sobre o ministério do acolitado, de maneira temporária ou estável; nesse último caso, inclusive, alvo da ignorância de bispos e padres (esse dom de Deus à Igreja as autoridades tentam retomar desde Trento).

Breviário de São Pio X e Martirológio em espanhol

O blog Liturgia Tradicional, publicou e agora eu disponibilizo para os leitores e entusiastas dos estudos sobre o Ofício Divino, a tradução em espanhol do Breviário de São Pio X e o Martirológio. O primeiro foi publicado em Barcelona em 1936, por Dom Alfonso Gubianas, um monge da Abadia de Montserrat na Catalunha, e apresenta anotações e explicações utilíssimas; ele está dividido em dois volumes, ao invés dos tradicionais quatro, o primeiro cobrindo do Advento até o Sábado das Têmporas de Pentecostes, e o segundo do  Domingo da Santíssima Trindade até o fim do ano litúrgico. O Martirológio foi publicado em Madri em 1953, mas também inclui uma atualização de 1960.

Breviário de São Pio X (vol. I – espanhol)

Breviário de São Pio X (vol. II – espanhol)

Martirológio (espanhol) 

Adendo de 1960 – Excerpta ex Acta Apostolicæ Sedis, LII (1960) n. 10 (15 Aug.), pp. 722-729

Do mesmo autor da tradução do Breviário, também recomendo a obra Noções Elementares de Liturgia.

Meninos, eu vi… (3): somos todos babacas

Para quem achou que era falta de caridade publicar os posts anteriores dessa série (percebam que minhas críticas são objetivas e que omiti o nome do padre e sua paróquia):


 

Um sacerdote dizer que a maneira multissecular com a qual a Igreja demonstrou sua crença na Presença Real é artificial e babaca é o bastante para se admitir que não houve nenhum Pentecostes pós-conciliar.  Só não admite isso quem se faz de cego! Imaginem como reagiriam os grandes santos da ordem dele, a Carmelita; o que São João da Cruz ou Santa Teresinha diriam disso?

Meninos, eu vi… (2): spray celeste

Embora eu tenha sido acólito na minha paróquia durante 24 anos (quase 1/4 de século), até descobrirem que “estou velho e fico ridículo de túnica”, e embora tenha sido o primeiro acólito da retomada das missas no rito gregoriano em minha cidade, no “tempo das catacumbas”, nunca fui e nunca gostei da “pastoral dos panos”, isto é, do tipo de frescura que, por exemplo, coloca elementos externos da liturgia em primeiro plano se esquecendo da caridade. Contudo, uma coisa é você navegar com austeridade dentro da tradição litúrgica a que está vinculado, outra, bem diferente, é querer inventar a roda e se submeter a simbologias superficialmente contingentes. Assim, o mesmo carmelita do post anterior, apresenta no vídeo abaixo uma Missa com “clima” (luz e música) e o ridículo “incenso em spray” (podendo usar o turíbulo de verdade, ao lado):

Enquanto isso no Céu (Apocalipse VIII, 3-4):