O Te Deum na véspera do ano novo

Tradução e adaptação de um texto originalmente publicado no New Liturgical Movement:

É um costume secular nas igrejas católicas o canto do Te Deum, o hino de ação de graças por excelência, no dia 31 de dezembro, para agradecer pelas bênçãos recebidas ao longo do ano que passou. Em Roma, o Papa e os cardeais residentes tradicionalmente atendem à cerimônia do Te Deum na igreja do Sagrado Nome de Jesus, conhecida como “il Gesù”, a igreja mãe dos jesuítas. No anos recentes, contudo, essa cerimônia tem sido celebrada em São Pedro, junto às primeiras Vésperas da Solenidade de Maria, Mãe de Deus, e de uma bênção eucarística. Continuar lendo

O status das ordens menores e do subdiaconato

ordens eclesiásticas

Tradução de um texto do Prof. Peter Kwasniewski:

Há uma questão crescente nos nossos dias: qual exatamente é o status das ordens menores (porteiro, leitor exorcista e acólito) no rito romano? Podemos acrescentar a essa lista a ordem maior do subdiaconato. A despeito de sua imensa antiguidade, o que deveria ter lhes dado amplo suporte na “reforma litúrgica” (elas são mais antigas que o tempo do Advento), as ordens menores foram abolidas na forma pela qual existiam antes (ou, pelo menos, assim pareceu a quase todos que viviam na época) por Paulo VI na sua Carta Apostólica Ministeria Quaedam de 1973. Mesmo assim, tanto as ordens menores quanto o subdiaconato nunca deixaram de ser conferidos num lugar ou noutro do orbe católico; e a frequência aumentou ainda mais graças à Ecclesia Dei de João Paulo II e ao Summorum Pontificum de Bento XV, no intuito de atender ás jovens vocações que fluem dos institutos religiosos tradicionalistas. Certamente temos uma situação estranha aqui.

Até onde entendo, há uma visão neoconservadora sobre o tema e uma “radtrad”. Continuar lendo

Contra a liturgia em vernáculo: a Igreja deve ter uma língua sagrada

Tradução e adaptação de um texto de Peter Kwasniewski:

“Pentecostes nos mostra que os Apóstolos falaram com todos em suas próprias línguas – e não era em latim” – Isso é verdade, mas há muitas outras lições nesse evento fundante da Igreja.

Sempre que nos preparamos para celebrar a festa de Pentecostes – uma festa tão grande aos olhos da Igreja que sua comemoração durante oito dias (é uma oitava) no rito romano tradicional data do final do século VI – devemos ponderar sobre o que o dom das línguas significa e não significa. Continuar lendo

Rubricas gerais do Missal Romano anteriores a 1962

Esta é uma tradução para o inglês das rubricas gerais do Missal Romano anteriores à reforma de João XXIII. Nela se encontra o texto revisado por Clemente VIII em 1604 e as reformas feitas por São Pio X, que foram incorporadas na edição típica de 1920, e que estão aqui em itálico.

Canticum Salomonis

We are pleased to offer our readers the first English translation (aside from a sorry Anglican effort) of the General Rubrics of the Missal promulgated by His Holiness the Lord Clement VIII, which remained in force (with amendments by the Lord Benedict XV) until the reign of John XXIII. Download the PDF below. May it prove useful to all those devoted to the ancient traditions of the Roman Church! Ante mori quam novitatibus consentire!

Ver o post original

Prima: a Hora dos trabalhadores e combatentes

Tradução e adaptação de um texto do Prof. Peter Kwasniewski.

Por muitos anos, como um católico que rezava a Liturgia das Horas de Paulo VI, eu não tinha a menor ideia que um ofício litúrgico chamado Prima (e, unido a ele, um livro chamado Martirológio Romano) existia. Na medida em que descobri a Missa no rito romano tradicional, também descobri o Breviário Romano, o Ofício Monástico, e vários outros tesouros escondidos. Assim como essas descobertas influenciaram a conversão do Cardeal Newman, elas também me guiaram em direção ao que considero a totalidade do catolicismo, que várias reformas pós-conciliares tentaram encobrir com os modismos do século XX. Continuar lendo

Como a liturgia romana tradicional contribui para a integração étnica

Tradução e adaptação de um artigo do Dr. Peter Kwasniewski:

Pax numa Missa Pontifical solene: a fonte de nossa paz

A última semana e meia foi marcada pela agitação que a morte, sem dúvida revoltante, de George Floyd provocou. Essa agitação, compreensível em si mesma, infelizmente levou a muitos atos criminosos ou simplesmente ridículos, quase sempre guiados por aproveitadores ou marxistas culturais que se profissionalizaram na “arte” da depredação. Tudo ainda se tornou mais estranho quando a agitação extrapolou as fronteiras estadunidenses, levando, por exemplo, um bando de ingleses criados tomando todinho a vandalizarem uma estátua de Churchill (a geração todinho jamais terá o senso de sacrifício dele ao enfrentar os nazistas – e com isso não quero fazer de Churchill um santo!), ou a extrema-imprensa e a classe média a esquecerem o “fique em casa”. Em toda essa agitação, que é uma agitação nas almas, a Igreja parece não ter dado nenhuma luz; por que?

Tentando responder a isso, li a seguinte observação: “como os Estados Unidos nunca foram um país católico, historicamente lhe faltou os meios que as nações católicas tiveram para unir as diferentes raças”, e ela  me fez pensar sobre os recursos litúrgicos para a unidade que a Igreja possuiu historicamente e que a hierarquia pós-conciliar disperdiçou graças a um movimento equivocado de modernização pelo menor denominador comum e pela inculturação caricata. Continuar lendo