Domingo de Ramos 2021

Uma ajuda para quem está em quarentena (acompanhem com o missal nas mãos):

Aqui seguem comentários, compilados pelo confrade Eduardo do site Obras Católicas, sobre a liturgia de hoje:

Como essa obra foi escrita antes da reforma de Pio XII em 1955, algumas coisas foram suprimidas, mas mesmo assim as explicações ajudarão a elevar a piedade e ajudarão a meditar os sofrimentos da Paixão do Senhor.

I e II Vésperas

Pergunta mandada por um leitor:

O que são a I e a II Vésperas no Ofício?

Algumas festas são de uma solenidade tão elevada que já principiam com as Vésperas do dia precedente, tendo, portanto uma no seu dia e uma no anterior. As Vésperas do dia precedente chamam-se primeiras, as do próprio dia segundas. Por exemplo, o dia de Páscoa principia com as Vésperas do Sábado de Aleluia, que são as primeiras Vésperas do dia de Páscoa; as que se rezam no Domingo de Páscoa são as segundas.

Ordo Litúrgico 2021 com próprio do Brasil

A Editora Realeza  anunciou o pré-lançamento (façam suas encomendas o quanto antes!) da versão completa do Ordo anual que publicamos aqui no site. Essa versão, impressa, é muito superior. Vamos a uma descrição detalhada:

O nosso Ordo dispõe das instruções para quais Missas os padres devem se servir durante todos os dia do ano, com o próprio do Brasil. Esses dias vêm indicados e não negligenciamos a celebração ordinária.

Cada dia vem com a classe, as partes próprias (se houver), rubricas próprias (se houver), e a omissão do santo do dia (se houver). Além disso, está indicado a permissão para missas votivas e de réquiem.

Dentro do corpo principal, há também pequenas explicações sobre cada tempo litúrgico (Advento, Natal, Epifania, depois da Epifania, Septuagésima, Quaresma, Paixão, Páscoa, Ascensão, Pentecostes e depois de Pentecostes) e suas rubricas gerais.

Antes do corpo principal, há o calendário próprio do Brasil, segundo concessão da Sagrada Congregação dos Ritos em dezembro de 1962. Soma-se a isso algumas explicações gerais de interesse do sacerdote, como a aplicação da Missa, as diferentes classes da Missa de defuntos etc.

Ao fim da obra, tem-se o Anúncio das festas móveis com o texto presente no Laudes festivæ de 1940, os prefácios galicanos e os recentemente aprovados no decreto de 2020 da Congregação para a Doutrina da Fé.

Como suplemento, a organização do Domingo de Ramos e do Tríduo Sacro segundo as rubricas de São Pio X.

Finalmente, para os padres da Arquidiocese de Olinda e Recife, há o próprio local.

Como todos podem notar, esse Ordo atende com excelência às necessidades das comunidades ligadas ao rito romano tradicional, agindo como um guia prático para o sacerdote e abrangendo todas as variações possíveis na realidade brasileira.

O Te Deum na véspera do ano novo

Tradução e adaptação de um texto originalmente publicado no New Liturgical Movement:

É um costume secular nas igrejas católicas o canto do Te Deum, o hino de ação de graças por excelência, no dia 31 de dezembro, para agradecer pelas bênçãos recebidas ao longo do ano que passou. Em Roma, o Papa e os cardeais residentes tradicionalmente atendem à cerimônia do Te Deum na igreja do Sagrado Nome de Jesus, conhecida como “il Gesù”, a igreja mãe dos jesuítas. No anos recentes, contudo, essa cerimônia tem sido celebrada em São Pedro, junto às primeiras Vésperas da Solenidade de Maria, Mãe de Deus, e de uma bênção eucarística. Continuar lendo

O status das ordens menores e do subdiaconato

ordens eclesiásticas

Tradução de um texto do Prof. Peter Kwasniewski:

Há uma questão crescente nos nossos dias: qual exatamente é o status das ordens menores (porteiro, leitor exorcista e acólito) no rito romano? Podemos acrescentar a essa lista a ordem maior do subdiaconato. A despeito de sua imensa antiguidade, o que deveria ter lhes dado amplo suporte na “reforma litúrgica” (elas são mais antigas que o tempo do Advento), as ordens menores foram abolidas na forma pela qual existiam antes (ou, pelo menos, assim pareceu a quase todos que viviam na época) por Paulo VI na sua Carta Apostólica Ministeria Quaedam de 1973. Mesmo assim, tanto as ordens menores quanto o subdiaconato nunca deixaram de ser conferidos num lugar ou noutro do orbe católico; e a frequência aumentou ainda mais graças à Ecclesia Dei de João Paulo II e ao Summorum Pontificum de Bento XV, no intuito de atender ás jovens vocações que fluem dos institutos religiosos tradicionalistas. Certamente temos uma situação estranha aqui.

Até onde entendo, há uma visão neoconservadora sobre o tema e uma “radtrad”. Continuar lendo