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Todo o Ofício Parvo com notação gregoriana

Cantar o Ofício é algo muito distante de meus objetivos imediatos, contudo, quem pode fazer isso estará dando um louvor superior a Deus por meio do opus Dei. Assim, para suprir a lacuna das edições que disponibilizei e das que (graças a Deus!) voltaram a ser publicadas no nosso país, posto abaixo todo o Ofício Parvo (latim/inglês – mas isso não faz diferença para quem canta, já que isso geralmente se faz em latim) com a notação gregoriana:

Clique para acessar o allthehours.pdf

Para saber mais sobre o Ofício Parvo visite esta página.

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Liturgia

Ofício Parvo: Completas do Advento

Quem participa da liturgia da Igreja por meio do Ofício Parvo sabe que com o Advento entramos numa de suas grandes variações, o chamado Ofício II. Pois bem, como demonstração disso, convido os leitores a acompanharem com seus exemplares do Ofício em mãos as Completas do Advento cantadas em latim por um casal australiano:

As edições do Pequeno Ofício que disponibilizei para download e as que voltaram a ser publicadas no nosso país são apropriadas para a recitação. Assim, quem se interessar pelo canto do Ofício (que está todo no Antiphonale Romanum) tem de buscar outras fontes, como este arquivo com a notação gregoriana das Completas (latim/inglês) para o ano todo.

Para saber mais sobre o Ofício Parvo acesse esta página.

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50 anos atrás: não católicos peticionaram ao Papa pelo rito romano tradicional

agatha

Tradução de um texto do Dr. Joseph Shaw publicado no 1P5:

Vladmir Ashkenazy e o indulto “Agatha Christie”

O que os escritores W.H. Auden, Evelyn Waugh, Jorge Borges e François Mauriac têm em comum com o compositor Benjamin Britten, o violonista Andrés Segovia e os filósofos Augusto Del Noce e Jacques Maritain? Todos eles assinaram uma petição internacional em 1966 implorando à Santa Sé que não destruísse a antiga Missa em latim.

Mais conhecida é outra petição, organizada na Inglaterra por Alfred Marnau da Latin Mass Society, buscando a mesma coisa em 1971. Ela foi assinada por uma seleção impressionante da elite cultural britânica – o editor do Times, o presidente da Academia Britânica, o duque de Norfolk, uma parte dos bispos anglicanos e, de forma mais memorável, pela escritora de romances policiais Agatha Christie. Muitas vezes é esquecido o fato de que aos 57 nomes da petição de Marnau, outros 42 foram acrescentados por meio de uma lista publicada na Itália, incluindo todo um grupo de amigos literários do argentino Jorge Borges e três americanos: o artista Djuno Barnes, o poeta Robert Lowell e o acadêmico francês que se tornou americano, Julien Green. Uma nova safra de peticionários apelou a Roma em 2006 para dar apoio moral ao Papa Bento XVI, que se preparava para afrouxar as restrições à Missa antiga. Entre eles estavam o cineasta Franco Zeffirelli, o filósofo René Girard e o ator Jean Piat, que fez a voz de “Cicatriz” no Rei Leão.

É uma mistura eclética, incluindo figuras dos negócios, diplomacia, política e academia. Mas são os artistas, músicos, romancistas e poetas que se destacam. Entre esses peticionários estão oito compositores, quatro maestros, três membros da Académie française e dois vencedores do Prêmio Nobel de Literatura. De forma alguma são todos católicos: católicos decadentes como Graham Greene se inscreveram, novos convertidos como Malcolm Muggeridge e também muitos sem nenhuma ligação particular com a Igreja, como a escritora Nancy Mitford, a escultora Barbara Hepworth e a soprano Joan Sutherland.

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Doce ilusão

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Bíblia Liturgia

Índice das Escrituras no Missal romano (1962)

Mais uma vez apresento aos leitores uma tabela que nos ajuda a descobrir o patrimônio espiritual presente no Missal romano (tradicional e de 62, obviamente), que é o melhor modo de respondermos ao Motu Impróprio de Francisco, o peronista; no caso, temos um índice com os trechos de cada livro da Bíblia:

É bom lembrar, contudo, que a superioridade do Lecionário tradicional não está na quantidade, mas na qualidade aliada a um ciclo natural.

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Liturgia

Lançamento litúrgico do ano: Diurnal Monástico tradicional

diurnalEste não tem sido um ano fácil: segunda onda do COVID, turbulência política sem fim, crescimento das tensões militares no extremo-oriente e, para completar, o caudilho, digo, o Papa Francisco mais uma vez abusou de sua autoridade com a publicação de um Motu Proprio baseado em fantasias e erros. Sobre esse último aspecto, que é o único em que posso tentar intervir concretamente, após um desânimo inicial, logo me veio a conclusão de que o melhor modo de se contrapor ao “francisquismo” é valorizando cada vez a principal forma de liturgia com que o Espírito Santo presenteou a Igreja ocidental: o rito romano tradicional.

Isso pode se dar basicamente de dois modos: pela participação nos atos de culto e pelo estudo dos tesouros presentes neles. Claro, nesses dois casos qualquer católico pensa logo na Missa, mas além dela temos o Ofício Divino. Ao longo dos séculos o Ofício se afastou muito da vida diária dos fieis, e isso procurou ser corrigido primeiro com o aparecimento dos Ofícios Parvos, do qual o mais famoso, e que também é uma forma pública de culto, é o Ofício Parvo de Nossa Senhora, e, no influxo da parte positiva do movimento litúrgico, pela publicação de versões latim/vernáculo do Grande Ofício (seja dele todo, seja de porções).

Nesse contexto é que entra a republicação do Diurnal Monástico tradicional pela Editora Realeza, ligada ao conhecido site Obras Católicas. Mas vamos procurar refletir sobre a importância desse livro por partes.

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Bíblia Liturgia

Elementos bíblicos no Missal Romano (1962)

Um vislumbre, com ajuda de uma tabela, da riqueza bíblica presente no Missal (claro, do rito gregoriano/62):

É bom lembrar que isso não é tudo, pois mesmo as orações de origem eclesiástica muitas vezes apontam para imagens da Escritura.

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Crise Cultura Eclesiologia Liturgia Política

Os quatro velhos e a batalha pela Missa romana tradicional

Tradução e adaptação de um artigo de Jane Stannus:

“Destrua os Quatro Velhos”. Este slogan era central na chamada Revolução Cultural chinesa, lançada em Pequim em 1966. Quais eram os “Quatro Velhos”? Velhas ideias, velha cultura, velhos hábitos e velhos costumes. A destruição começou simplesmente renomeando ruas (qualquer semelhança com o que ocorre hoje no Ocidente, por pressões do “politicamente correto”, não é mera coincidência), lojas e mesmo pessoas, que mudaram seus nomes chineses tradicionais por maluquices do tipo “Vermelho Determinado”.

Revolução culturalA violência logo se seguiu. Guardas vermelhos invadiram as residências dos mais ricos para destruir livros, pinturas e objetos religiosos. Prédios históricos foram demolidos ou tiveram sua visitação vetada. Cemitérios nos quais estavam os restos mortais de notáveis da época pré-revolucionária foram vandalizados, suas tumbas dessacralizadas. Antigos costumes em torno do matrimônio, de festivais e da vida familiar proibidos. Templos e igrejas foram derrubados ou vertidos para algum uso secular.

Por que? Por que tudo isso foi necessário?

Porque, segundo o entendimento de Mao, as tradições do passado tinham de ser destruídas para dar lugar a novas ideias, a uma nova cultura, novos hábitos e novos costumes. Em resumo: o comunismo marxista é tão estranho a qualquer sociedade tradicional, que as pessoas identificadas com ela, seja cultural ou religiosamente, são psicologicamente incapazes de aceitá-lo.