Meios ordinários e extraordinários de manter a vida

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Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor (Romanos XIV, 8).

Na época da terrível morte de Terry Schiavo, nos EUA, uma pergunta ganhou corpo na reflexão ética: onde se inicia o excesso terapêutico? Obviamente, tal questionamento não era novo, ele já passou pela cabeça de quase todos que se depararam com uma situação limite que atingiu um amigo ou parente, mas naquele momento, nos meios tradicionalistas católicos, a problemática se tornou fraticida, na medida em que algumas vozes influentes mostraram divergência sobre o que se entendia como moralmente correto na condução do caso citado. Uma resposta doutrinariamente precisa e, ao mesmo tempo, aberta às mudanças da técnica era necessária e, por isso, acabei conseguindo um texto do então professor de Teologia Moral do seminário da FSSPX nos EUA, o Pe. Juan Carlos Iscara, que traduzi e resumi da maneira que segue: Continuar lendo

Como a Missa Latina Tradicional suscita mais participação ativa que a Forma Ordinária

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Texto original: New liturgical movement

Por Peter Kwasniewski

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Quantas vezes os apreciadores do Rito Romano clássico já ouviram a objeção: “A Missa nova é melhor que a antiga porque permite maior participação ativa dos fieis”, ou “A Missa antiga tinha de ser eventualmente reformada, porque o sacerdote era o único fazendo alguma coisa, e as pessoas eram todas espectadoras mudas”. Meu objetivo neste artigo é refutar tal alegação e demonstrar que, pelo contrário, o oposto é verdadeiro.

A reencarnação é racional? [2]

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Texto de Karlos Guedes

vidas_passadas_2Uma crença religiosa que parece não ter muitos adeptos no mundo cristianizado é o espiritismo. Entretanto, em terras tupiniquins, ela tem uma popularidade impar. Some-se ao desprezo pela moral, a falta de transcendência e de rigor dogmático. Esta heresia goza da incrível capacidade de sincretismo. Talvez nessas considerações seja possível entender a simpatia por ela aqui no Brasil.

O princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação, ou seja, a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna ao mundo material em outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o retorno sob a forma de outras espécies. Continuar lendo

Catecismo sobre o aborto

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1. O que é o aborto?

Aborto, em sentido lato, é a morte do produto da concepção e sua expulsão do organismo materno em qualquer fase de seu desenvolvimento pré-natal.

Isto pode ocorrer por causas naturais, que não dependem da vontade humana ou interferência externa. É o chamado aborto espontâneo, que ocorrerá, nesses casos, por distúrbio do organismo materno ou por algum acidente sofrido pela mãe durante a gravidez.

Nessas próximas perguntas e respostas, porém, o termo “aborto” será sempre usado no sentido de aborto voluntário, provocado, direto, doloso. Ou seja, toda e qualquer intervenção, por meios cirúrgicos ou farmacológicos, que visa matar e expelir o produto da concepção, desde o momento em que essa se inicia até o nascimento, isto é, ao longo de toda a vida pré-natal. Continuar lendo

Imaculada Conceição: Rainha de Portugal

Salve, nobre Padroeira
Do Povo, teu protegido,
Entre todos escolhido,
Para povo do Senhor.

Ó glória da nossa terra,
Que tens salvado mil vezes,
Enquanto houver Portugueses,
Tu serás o seu amor.

Com tua graça e beleza
Um jardim não ornas só,
Linda flor de Jericó,
De Portugal és a Flor!

Flor de suave perfume,
Para toda a Lusa gente,
Entre nós, em cada crente
Tens esmerado cultor.

Acode-nos, Mãe piedosa,
Nestes dias desgraçados,
Em que vivemos lançados
No pranto, no dissabor.

Lobos famintos, raivosos
O teu rebanho atassalham,
As ovelhas se tresmalham,
Surdas à voz do pastor.

Da fé a lâmpada santa,
Que tão viva outrora ardia,
Se teu zelo a não vigia,
Perde o restante fulgor.

Ai! da Lusa sociedade,
Se o sol do mundo moral
Se apaga... Ó noite fatal!
Ó noite de negro horror!

És a nossa Padroeira,
Não largues o padroado
Do rebanho confiado
A teu poder protector.

Portugal, qual outra Fénix,
À vida torne outra vez.
Não se chame Português
Quem cristão de fé não for.

Hino composto pelo Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão, por ocasião da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, pelo Beato Pio IX, a 8 de dezembro de 1854. (via Veritatis)

Jesus Cristo era judeu?

Em tempos de sionismo político e religioso disseminado pelo país, é sempre bom lembrar essas verdades (obviamente, só me refiro à diferenciação que o vídeo faz entre o judaísmo mosaico e o judaísmo talmúdico):

Acólitos e coroinhas

Finalmente encontrei uma explicação didática sobre o ministério do acolitado, de maneira temporária ou estável; nesse último caso, inclusive, alvo da ignorância de bispos e padres (esse dom de Deus à Igreja as autoridades tentam retomar desde Trento).

Sínodo da Amazônia: um comentário católico

Entre as várias questões do chamado Sínodo da Amazônia, que não é um verdadeiro sínodo, mas tão só uma reunião para sedimentar o que já foi decidido pela burocracia, existe a de ordenação de homens casados, os viri probati. Particularmente, sempre fui a favor de algo assim, contudo, não dá para chancelar o que vem sendo “debatido” em Roma, pois ao invés de uma discussão com espírito maduro, que entende que o peso da obrigatoriedade deve ser tirado do dom do celibato, e que também compreende a possibilidade de a homens com duas vocações serem abertas outras oportunidades na evangelização e no pastoreio do Povo de Deus, o que temos é  a alimentação de uma agenda feita para minar a doutrina da Igreja e esconder os verdadeiros problemas eclesiológicos da região. Como resposta a tal loucura, publico agora uma reflexão feita pelo Pe. Martin Lazarte, um salesiano uruguaio que foi missionário na África e em vários países na América do Sul, que considero o melhor texto que já li sobre o tema. O artigo apareceu inicialmente em italiano, no jornal Settimana News (12 de agosto), e depois encontrei uma versão dele em inglês no site Asia News (em duas partes, aqui e aqui) e, finalmente, uma tradução na página do Instituto Humanitas da UNISINOS.

Amazônia: Os “viri probati” são uma solução?

Nas mídias de comunicação social, nos debates e nas assembleias de “escuta” sobre o Sínodo pan-amazônico, ouvimos repetir que uma das soluções para resolver o problema da evangelização e o acompanhamento das comunidades cristãs amazônicas, seria a ordenação presbiteral dos chamados “viri probati”, laicos casados, reconhecidos na comunidade por sua integridade de vida e testemunho cristão.

O tema em si é um argumento válido e suscetível de estudo e de discernimento na Igreja, particularmente consciente dos desafios pastorais do mundo de hoje e da tradição das Igrejas orientais a esse respeito.

O problema de fundo não está no tema em si, mas na oportunidade e nas motivações com as quais abordar o tema no Sínodo pan-amazônico, levando em conta a realidade atual. Continuar lendo