O Rosário e os Mistérios Luminosos (3): conselhos práticos

Seguindo os posts sobre os Mistérios Luminosos do Rosário, apresento agora um vídeo de Tayllor Marshall sobre como ele lida com essa questão (na verdade, temos aqui a colocação em prática dos princípios que apresentei na primeira publicação desta série):

Em resumo, para quem não entende inglês (deveria!): ele não reza os Mistérios Luminosos quando está sozinho, já que não formam o Rosário como revelado por Maria Santíssima e são mais uma novidade desnecessária que só causa divisões; se está em um grupo onde as pessoas fazem questões de rezá-los, ele acompanha o grupo sem problemas, já que tais mistérios são ortodoxos, bíblicos e criados por um santo carmelita, só não os conta para seu Rosário pessoal.

Índice das Escrituras no Missal romano (1962)

Mais uma vez apresento aos leitores uma tabela que nos ajuda a descobrir o patrimônio espiritual presente no Missal romano (tradicional e de 62, obviamente), que é o melhor modo de respondermos ao Motu Impróprio de Francisco, o peronista; no caso, temos um índice com os trechos de cada livro da Bíblia:

É bom lembrar, contudo, que a superioridade do Lecionário tradicional não está na quantidade, mas na qualidade aliada a um ciclo natural.

Lançamento litúrgico do ano: Diurnal Monástico tradicional

diurnalEste não tem sido um ano fácil: segunda onda do COVID, turbulência política sem fim, crescimento das tensões militares no extremo-oriente e, para completar, o caudilho, digo, o Papa Francisco mais uma vez abusou de sua autoridade com a publicação de um Motu Proprio baseado em fantasias e erros. Sobre esse último aspecto, que é o único em que posso tentar intervir concretamente, após um desânimo inicial, logo me veio a conclusão de que o melhor modo de se contrapor ao “francisquismo” é valorizando cada vez a principal forma de liturgia com que o Espírito Santo presenteou a Igreja ocidental: o rito romano tradicional.

Isso pode se dar basicamente de dois modos: pela participação nos atos de culto e pelo estudo dos tesouros presentes neles. Claro, nesses dois casos qualquer católico pensa logo na Missa, mas além dela temos o Ofício Divino. Ao longo dos séculos o Ofício se afastou muito da vida diária dos fieis, e isso procurou ser corrigido primeiro com o aparecimento dos Ofícios Parvos, do qual o mais famoso, e que também é uma forma pública de culto, é o Ofício Parvo de Nossa Senhora, e, no influxo da parte positiva do movimento litúrgico, pela publicação de versões latim/vernáculo do Grande Ofício (seja dele todo, seja de porções).

Nesse contexto é que entra a republicação do Diurnal Monástico tradicional pela Editora Realeza, ligada ao conhecido site Obras Católicas. Mas vamos procurar refletir sobre a importância desse livro por partes. Continuar lendo

Leituras selecionadas (07/2021)

Nota

Alguns textos preliminares sobre a nova maluquice do Papa eleito:

How Long Until Pedophilia is Normalized?

De crianças “drag” à visão de que a pedofilia é uma orientação sexual qual será o próximo capítulo do show de horrores em que se transformou o mundo?

The increasing influence of the liturgical school Sant’Anselmo in the Vatican

A crescente influência dos demolidores litúrgicos do Santo Anselmo no Vaticano (inclusive na redação do Motu Impróprio).

Observações sobre a influência do ocultismo no discurso católico tradicional (parte 1 de oito partes)

Primeiro texto de uma série sobre uma suposta infiltração ocultista eme certos ambientes do movimento tradicionalista.

The number of inmates in North Korean political prisons have increased by at least 20,000 since March 2020

O número de prisioneiros políticos tem aumentado na Coreia do Norte como consequência dos esforços do governo em tolher as críticas às medidas tomadas para conter a pandemia do vírus chinês. Lembra muito o que ocorreu em Formosa na Argentina… e o que ocorreu em alguns municípios de nosso país.

O Catecismo de João Paulo II – um dos cumes da “hermenêutica da continuidade”, ou de como perder seguidores por uma só postagem…

Uma análise interessantíssima sobre alguns dos problemas encontrados no texto original do “Catecismo amarelo”.

A herança da divisão

O comportamento autoritário e divisivo de Francisco vem de muito antes…

Os quatro velhos e a batalha pela Missa romana tradicional

Tradução e adaptação de um artigo de Jane Stannus:

“Destrua os Quatro Velhos”. Este slogan era central na chamada Revolução Cultural chinesa, lançada em Pequim em 1966. Quais eram os “Quatro Velhos”? Velhas ideias, velha cultura, velhos hábitos e velhos costumes. A destruição começou simplesmente renomeando ruas (qualquer semelhança com o que ocorre hoje no Ocidente, por pressões do “politicamente correto”, não é mera coincidência), lojas e mesmo pessoas, que mudaram seus nomes chineses tradicionais por maluquices do tipo “Vermelho Determinado”.

Revolução culturalA violência logo se seguiu. Guardas vermelhos invadiram as residências dos mais ricos para destruir livros, pinturas e objetos religiosos. Prédios históricos foram demolidos ou tiveram sua visitação vetada. Cemitérios nos quais estavam os restos mortais de notáveis da época pré-revolucionária foram vandalizados, suas tumbas dessacralizadas. Antigos costumes em torno do matrimônio, de festivais e da vida familiar proibidos. Templos e igrejas foram derrubados ou vertidos para algum uso secular.

Por que? Por que tudo isso foi necessário?

Porque, segundo o entendimento de Mao, as tradições do passado tinham de ser destruídas para dar lugar a novas ideias, a uma nova cultura, novos hábitos e novos costumes. Em resumo: o comunismo marxista é tão estranho a qualquer sociedade tradicional, que as pessoas identificadas com ela, seja cultural ou religiosamente, são psicologicamente incapazes de aceitá-lo. Continuar lendo