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Dies Irae: quem é Sibila?

Pergunta recebida de um aluno da catequese:

Professor, quem é Sibila que testemunha com Davi?

Sibila, nessa música, não é uma personagem real, mas é um arquétipo (um símbolo). Ela é uma personagem da mitologia grega e romana – uma profetiza inspirada por Apolo, e que conhecia e anunciava o futuro – e que representava as “sibilas”, isto é, adivinhas pagãs que falavam sempre em estado de transe, utilizando muitas anfibologias (= frases com duplo sentido) e em hexâmetros gregos que se transmitiam por escrito.

Na mitologia, Sibila teria profetizado o fim do mundo. Essa profecia dizia coisas que se assemelhavam com a escatologia bíblica relativa ao fim dos tempos e ao Juízo Final.

Assim, evocando sempre sua remota e fantasiosa origem, a referência a Sibila ilustra aos fiéis que os espantosos acontecimentos que acompanharão o Fim do Mundo e o Juízo Final não são uma mera construção cristã, mas também são uma realidade incrustada em muitos povos pagãos, pois até ministros do diabo os anunciavam por meio de suas obscuras profecias.

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Continuidade e hipocrisia

citação2À época em que os documentos do Concílio Vaticano II foram redigidos e aprovados, a “lex orandi” da Igreja Latina era a Missa Romana “de sempre” ou “tridentina” (sic) – de fato, os documentos “dialógicos” aprovados em 1965 (NA, DH e GS) já foram escritos durante o início da reforma litúrgica. Era esta Missa, celebrada no início de cada jornada de trabalho, a “lei espiritual” que supostamente animava a mente e o coração dos Padres conciliares.

Além disso, a intenção conciliar expressa (cf. Discurso inaugural de João XXIII de 11/10/62) era a de aprofundar e atualizar a doutrina certa e imutável, mas não a de trazer nenhum tipo de mudança substancial (o que seria uma intenção heterodoxa); e a expressão viva mais palpável dessa doutrina era aquela Missa Romana de sempre (e não o rito paulino, que então não existia).

Ademais, diz o magistério pós-conciliar que o CVII deve ser lido “à luz da Tradição”, e isto significa, também, “à luz da Missa de sempre”.

De modo que é simplesmente impossível, por ilógico, defender a continuidade do CVII com a Tradição e negar à Missa Romana de sempre o caráter de “lex orandi” da Igreja em quaisquer tempos pós-conciliares; tal significaria: a) que o novo rito seria uma traição à Missa da Tradição e ao próprio CVII; b) ou, considerando-se que o rito novo seja simultaneamente uma lei excludente da Missa Romana e uma expressão fidedigna do verdadeiro “espírito conciliar”, que o próprio CVII já estaria traindo a Tradição durante sua realização, com a maioria dos Padres conciliares já intencionando o rito a ser fabricado com sua nova lei espiritual; c) ou que Francisco considera que o rito novo e o CVII são incompatíveis com a [Missa da] Tradição.

O caminho da “continuidade” não tem realmente condições de prosperar – a prova é o pontificado de Francisco -, mas, para ser defendido, deve ser trilhado com coerência interna, assumindo, a propósito de Traditionis Custodes, alguma das conclusões: a) ou o rito novo é uma expressão de ruptura; b) ou o CVII é ele mesmo uma ruptura com a Tradição; c) ou Francisco é um hermeneuta da ruptura.

O que passa disto é hipocrisia.

– Joathas Bello

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Brasil profundo História

Um livro de catequese fundamental para a antropologia brasileira

Muitos fatos interessantíssimos da história de nosso país continuam desconhecidos da maior parte da população, seja pela maneira como a formação do Brasil é ensinada nos estabelecimentos de ensino, seja pela falta de interesse de vários compatriotas que não entendem que ninguém pode se amar verdadeiramente enquanto não se conhecer (e para nos conhecermos temos de entender algo sobre a nação e a civilização em que a Providência quis que nascêssemos). Isso se agrava ainda mais no que tange à história da Igreja no Brasil, muitas vezes lida de modo superficial e/ou ideologizado; assim, me surpreendeu positivamente saber que no ano de 1709 foi publicado o Catecismo Indico da Língua Kariris de autoria do Frei Martinho de Nantes, missionário capuchinho francês, e publicado por Frei Bernardo de Nantes.

O catecismo do Frei Martinho foi escrito em duas línguas, português e cariri dzubucuá. Esta última era a língua falada pelos índios cariris dzubucuás que, num certo momento da história, habitavam a região do rio São Francisco, especialmente a região compreendida entre Cabrobó e Orocó no atual estado de Pernambuco.

Na apresentação, a obra coloca como objetivo “servir ainda cá (Portugal) aos índios, já que não o posso mais fazer lá, e ter a consolação de poder ainda continuar de algum modo no meu retiro o exercício da missão.” O catecismo foi publicado em Portugal, todavia foi produzido “nos annos que gastei em seu ensino, e regimento espiritual”. Isto quer dizer que a obra foi escrita durante o trabalho de catequese com os cariris nas ilhas de Aracapá, Irapuá (= Santa Maria) e Pambu (= Ilha da Assunção). Ou seja, essa obra foi publicada em Portugal, mas foi escrita no Brasil, e interessa a toda a Igreja, aos estudiosos das culturas indígenas, aos catequistas e de modo especial aos moradores do submédio São Francisco que trazem marcas genéticas e culturais dos cariris.

Fonte: The Jesuits: Cultures, Sciences, and the Arts, 1540-1773 (publicado originalmente na página A Terra da Santa Cruz e adaptado para este blog)

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Informação

Leituras selecionadas (12/2021)

Francis Has Already Lost

Mesmo com sua dura perseguição à Tradição, o Papa Francisco já perdeu o jogo, pois muitos fieis tomaram consciência de que a importância das formas litúrgicas não deriva da estética, mas de sua ligação com a Fé. Há um insight no texto mostrando porque Francisco é pior que Paulo VI.

Jesus não era sacerdote e não ofereceu sacrifício, diz arcebispo de Lima

A heresia do mês pronunciada por um alto prelado…

“The Mask Has Fallen”: Interview with Dr. Kwasniewski in Inside the Vatican

O lançamento de uma coletânea de artigos que analisa o Motu Impróprio mostra como não temos mais ilusões com as autoridades da Outra.

A paz do mundo e a paz de Deus

Uma bela reflexão sobre os três tipos de pazes que encontramos no Evangelho.

Pirouettes

A visão de um importante padre da FSSPX sobre o problema fundamental com as antigas comunidades Ecclesia Dei.

Motus in fine velocior (2) – “With a Divisive, Useless, and Unjust Persecution, the Francis Crisis is Gathering Even More Speed”

Francisco conseguiu colocar mais velocidade ainda na sua revolução. O artigo também apresenta uma visão de contraste com outro acima, pois para o autor Paulo VI foi pior. Além disso, há uma reflexão interessante sobre a Providência ter deixado Bento XVI vivo para ele ver os nefastos resultados de sua renúncia.

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Bíblia Catequese

Por que Jesus nasceu em Belém?

Pergunta recebida de um leitor:

Uma pergunta trivial que me veio hoje na cabeça: existem algum motivo para Jesus ter nascido em Belém?

Existe um motivo de ordem natural e um de ordem sobrenatural.

O de ordem natural é que houve um censo promovido pelos romanos e São José, sendo da família do Rei Davi, precisou ir até a cidade de onde vinham seus ancestrais para cumprir as formalidades legais.

O de ordem sobrenatural é que o nascimento de Jesus em Belém tinha sido profetizado 700 anos antes, conforme está escrito no livro do profeta Miqueias (V, 1): “Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado.”

Portanto, podemos dizer que o censo romano foi o instrumento que Deus usou para que seu plano fosse cumprido.

Vale lembrar também que Belém significa “casa do pão” e Cristo é o Pão da Vida.

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Crise Eclesiologia

Arcebispo de Curitiba põe fiéis católicos no olho da rua!

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Filosofia

O que é a alma?