Tipos de arte

Pergunta recebida de um leitor:

Qual divisão tradicional dos tipos de arte? Lembrei disso ao ouvir falar recentemente que o cinema é a “sétima arte”. O que isso quer dizer exatamente?

A arte consiste na reta noção de fazer as coisas, isto é, ela tem por função determinar que condições a obra a produzir deve preencher para ser conforme a idéia do artífice. Existem artes práticas, que visam um fim útil (mas sem excluir, como acréscimo, a beleza), e as belas-artes, que são desinteressadas e não visam senão à produção de uma coisa.

Sobre a divisão dessas últimas Jolivet (Curso de Filosofia, pp. 341 e 342) fala o seguinte: Continuar lendo

Descobrindo o catolicismo no Senhor dos Aneis

O especialista em Tolkien, Joseph Pearce, na palestra intitulada “Destravando o Catolicismo do Senhor dos Anéis”, proferida no Christendom College em 30 de março de 2015, revela as profundas verdades teológicas que permeiam essa obra-prima, infelizmente vítima de ataques de figuras caricatas da tradilândia brasileira:

O ambão

Tradução e adaptação de um texto de Shawn Tribe.

Hoje, quando pensamos no “ambão” numa igreja, ordinariamente visualizamos um pequeno pódio, púlpito ou uma estrutura para ensino, às vezes feita de madeira, mas geralmente de alguma rocha. No entanto, o ambão foi durante muito tempo grandioso:

Originalmente, havia apenas um ambão em cada igreja, colocado na nave e provido de dois lances de escada: um a leste, o lado próximo ao altar, e outro a oeste. Dos degraus orientais, o subdiácono, com o rosto para o altar, lia as Epístolas; e dos degraus ocidentais, o diácono, voltado para o povo, lia os Evangelhos. O inconveniente de ter apenas um ambão logo se tornou manifesto, e em conseqüência, em muitas igrejas, dois ambões foram erigidos.

… eles foram introduzidos em igrejas pela primeira vez durante o quarto século, se disseminaram universalmente pelo nono século, atingindo o seu pleno desenvolvimento e beleza artística no décimo segundo século, e depois gradualmente caíram desuso, até que por volta do décimo quarto século foram amplamente substituída pelos púlpitos. No rito ambrosiano (Milão) o Evangelho ainda é lido do ambão. Eles eram geralmente construídos de mármore branco, enriquecido com esculturas, incrustações de mármores coloridos Cosmati e mosaicos de vidro. (Enciclopédia Católica)

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Devemos representar Deus Pai?

Tradução e adaptação de um texto de David Clayton publicado no New Liturgical Movement:

Uma das obras artísticas mais famosas do mundo é o afresco de Michelangelo na Capela Sistina no qual Deus dá a centelha da vida a Adão. Apesar de sua popularidade e familiaridade, muitas vezes me perguntei sobre a validade de representar Deus Pai.

Meus próprios instintos vão contra a ideia de retratar Deus Pai numa pintura; mesmo quando criança, sempre achei que o Deus de bigode branco parecia mais com “Deus Avô” do que com o Deus Pai. Mais tarde, isso foi reforçado pelo treinamento que recebi na pintura de ícones. Eu tinha como certo de que isso não fazia parte da tradição. Nunca pintei um ícone de Deus Pai. Além disso, a teologia de São Teodoro Estudita, em relação às imagens sagradas, que é aceita tanto pelas igrejas orientais como pelas ocidentais, baseia o argumento da criação de qualquer arte figurativa no fato de podermos retratar a pessoa de Cristo como homem. A pessoa de Deus Pai é um ser espiritual e isso parece sugerir que não devemos retratá-lo como um homem. Continuar lendo