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Festejos de Santo Antônio na segunda Canudos

Dando uma olhada nuns textos que tinha guardado no meu Instapaper para ler depois, me deparei com esse interessantíssimo relato de como era a festa de Santo Antônio na segunda Canudos, uma produção do excelente site Meus Sertões, de autoria de Paulo Oliveira, que reproduzo abaixo:

O chefe político de Canudos, Isaías Canário, foi o anfitrião da visita de Getúlio Vargas ao antigo distrito de Euclides da Cunha, em outubro de 1940. O então presidente almoçou na casa de Canário e concedeu para ele uma patente militar em retribuição à forma como foi recebido. Esse episódio fez surgir a versão de que Getúlio, sensibilizado com as histórias narradas sobre a guerra que dizimou os seguidores de Antônio Conselheiro, perguntou a Isaías qual benfeitoria os moradores da região mais precisavam. A resposta teria sido “um açude”.

Para o escritor Eldon Canário, o pedido de açude registrado em reportagem publicada por um jornal de São Paulo, não passa de lenda, pois não há documentos, nem referências a ele nos manuscritos do ex-presidente da República. Canário diz ainda que um amigo bem próximo de Isaías, Antônio Batista, prefeito de Euclides da Cunha por três mandatos, desmentiu essa história.

Presidente Getúlio Vargas foi conhecer cenário da guerra de Canudos. Foto: Agência Nacional.

Foi na segunda Canudos, inundada pelas águas do açude Cocorobó, que Eldon nasceu. Suas memórias e a história da cidade renderam cinco de seus nove livros. “Os mal-aventurados do Belo Monte – a tragédia de Canudos”, por exemplo, conta a história de Antônio Conselheiro da infância até a morte e foi considerado a melhor obra no ano do centenário do final da guerra.

Hoje aos 81 anos, o escritor mora em um dos bairros da orla de Salvador de onde pouco sai por medo da covid-19 [a entrevista foi feita na primeira metade de 2021]. É de lá, com uma memória prodigiosa, que reconstitui os festejos em homenagem a Santo Antônio antes do alagamento. Vale lembrar que a família Canário se mantém até hoje como “noiteira”, ou seja, tem responsabilidade de cuidar dos preparativos da reza, da arrumação da igreja, dos zabumbeiros e de organizar o leilão de um dos dias da trezena do padroeiro. Eldon é sobrinho do “capitão Isaías”.

Vargas, ao lado de Isaías Canário, conversa com moradores. Foto: Agência Nacional.

Como era a vida em Canudos?

Vou falar para você da Canudos onde eu nasci, a Canudos que está submersa. Inclusive, tenho fotos e quadros dela em minha casa. Havia a praça, o barracão no meio e a igreja no fim da rua. Praticamente todo mundo vivia da criação de bode e da plantação de milho, feijão e outras coisas, ou seja, da agricultura de subsistência. Tinha também aqueles que eram comerciantes, policiais etc.

A vida nesses lugares era monótona, modorrenta. O tempo passava muito devagar até ocorrer um fato curioso: a chegada do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para construir a estrada Transnordestina, que ligava Feira de Santana à Fortaleza na época. Não sei se tem o fato está relacionado à guerra em Canudos, a verdade é que a localidade foi escolhida para ser a residência na Bahia para essa estrada. Havia várias cidades possíveis: Tucano, Araci, Euclides da Cunha, que se chamava Cumbe, mas escolheram Canudos, um povoado perdido no meio do mundo.

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Educação agostiniana

Uma apresentação do itinerário educacional de Santo Agostinho e suas consequências:

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A vida e as glórias de São José

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Apologética Santos

Os 26 mártires japoneses

A profa. Ir. Joana Chibana fala sobre os 26 mártires japoneses.

Trata-se de 26 católicos que foram crucificados na cidade japonesa de Nagasaki em 5 de fevereiro de 1597, por ordem de Toyotomi Hideyoshi, durante a perseguição ao cristianismo promovida pelo Xogunado de Tokugawa, na época em que este dominou o Japão. Foram beatificados em 1627 e canonizados em 1862.

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Santos Teologia

A devoção a São José suplantou a devoção a São João Batista?

Texto de Peter Kwasniewski:

Detalhe de uma pintura na National Gallery of Art, Washington DC, EUA (foto do Pe. Lawrence Lew, OP; fonte)

Hoje em dia, seria justo dizer que a opinião comum entre os católicos é que São José é o maior santo depois da Santíssima Virgem Maria. Quando se torna aparente, após estudo, que, na história da Igreja, tanto oriental quanto ocidental, a devoção a São João Batista excedeu vastamente, quase infinitamente, a devoção a São José até os tempos modernos, e que liturgicamente ele ainda tem um papel muito maior — é mencionado nove vezes em cada celebração do rito romano clássico1 comparado a zero ou uma menção a São José2, e ele tem, pelo menos no calendário tradicional, mais dias festivos, assim como os Arcanjos — desenvolve-se um desejo ardente de entender por que tanta ênfase foi colocada em São João Batista e relativamente pouca em São José?

E, primeiro lugar, pode-se notar que a inserção de São José na primeira lista de santos do Cânon Romano por João XXIII em 1962 é problemática por várias razões3. De um ponto de vista textual, isso perturba a harmonia do Cânon, pois ambas as listas de santos já tinham um “líder”, a saber, Nossa Senhora na primeira lista e o Batista na segunda lista, seguidos por dois grupos iguais — uma simetria desfeita pela adição de São José; e ele é o único na primeira lista a quem o martírio não é atribuído. É bem verdade que há dois nessa lista que não são mártires “vermelhos”, a saber, Nossa Senhora e São João Evangelista. No entanto, Nossa Senhora é considerada como tendo sofrido uma morte espiritual durante a Paixão que foi maior do que qualquer martírio físico4; e São João foi fervido em um caldeirão no Portão Latino, mas escapou ileso, então ele também é considerado como tendo dado um testemunho de mártir5.

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João Batista de Aleijadinho

Imagem de São João Batista, de pedra-sabão, colocada no nicho da fachada principal da Igreja Matriz de São João Batista em Barão de Cocais, Minas Gerais. Obra Atribuída Aleijadinho, c. 1785. O Santuário de São João Batista é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

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São João Batista e Jesus

“… que ele cresça, e eu diminua.” (Jo 3, 30)

Menino Jesus brincando com o primo São João Batista

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Catequese Espiritualidade Santos

Por que São José é considerado o “terror dos demônios”?