Tirando dos “crentes” a máscara de fidelidade à Bíblia e a Jesus Cristo

Além desses argumentos do Ir. Diogo (para os leitores desatentos, vale o lembrete: a publicação desse vídeo não significa o endosso de nenhuma posição defendida por ele ou pelo grupo ao que pertence no que se refere à liturgia e à maneira de lidar com a crise pós-conciliar) sempre gosto de citar a incongruência básica do protestantismo de considerar livros do Novo Testamento, como as cartas paulinas, essenciais à Fé e, ao mesmo tempo, não perceber que seus destinatários já eram cristãos antes de os receberem. Por exemplo, quando o Apóstolo escreve aos romanos, redigindo a Carta aos Romanos, aquela comunidade já era católica antes desse evento, ou seja, não é a Carta em si que é essencial, mas a mensagem que ela carrega, e essa já era disseminada por outro meio antes, ou “os romanos” não seriam cristãos.

Verdade esquecida 1: Resistir aos hereges

Do cânon 240, § 1º, das Constituições do I Sínodo Romano, promulgadas pelo Santo Padre João XXIII, através da Constituição Apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum, de 29 de junho de 1960:

“Também os leigos, procedendo de maneira legítima, ainda que isso lhes cause alguns incômodos, devem resistir aos acatólicos, que não só ousam disseminar entre o povo o que pensam contra a fé católica, como também se esforçam por incutir no espírito dos outros as suas opiniões.”

Fonte: Revista Catolicismo n.° 134, fevereiro de 1962

“O homem precede o Estado” (Papa Leão XIII): Um Estado que destrói o trabalho está destruindo o primeiro instinto do homem: a auto-preservação.

O post original foi publicado no Rorate Coeli

Em tempos nos quais os governos estão destruindo violentamente os empregos de um modo nunca visto na história da humanidade (com as melhores das intenções, como sempre…) é urgente relembrar as lições do Papa Leão XIII sobre a absoluta necessidade do trabalho para a preservação da vida humana – e o dever do Estado de não impedir que o homem persiga “o direito de prover a subsistência do próprio corpo”.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação.
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Debate: padre X ateu

Um debate acalorado entre o recentemente falecido Padre Manuel Carreira, astrofísico e membro do Observatório do Vaticano, e o jurista espanhol, também falecido, Antonio Trevijano, no programa “Lágrimas de la lluvia”, do jornalista a escritor Juan Manuel de Prada.