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Apologética Crise

O dever cristão de lutar

O Prof. Antonio Caponnetto é professor da Universidad Nacional de Buenos Aires e autor de inúmeros livros publicados em espanhol. Quando jovem, presenciou ao vivo o martírio de Bruno Genta no dia de Cristo Rei por uma guerrilha marxista. Nesta aula magna (em espanhol), o Prof. Caponnetto disserta sobre o tema de um dos seus mais importantes livros “El deber cristiano de la lucha”.

Adquira a trilogia do Bruno Genta. 

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Apologética Sociedade

Saudações católicas

Quando comecei a ter contato com a antiga TFP, depois com os Arautos do Evangelho e com grupos derivados, em geral ligados ao movimento tradicionalista (Montfort, IBP, etc.), fui apresentado a uma forma de saudação retirada das antigas congregações marianas: “Salve Maria!”. Mais tarde, ao participar dos vicentinos, notei que existe uma outra: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”; essa, que é mais significativa, só vi entre os filhos de São Vicente de Paulo, mas pessoas bem idosas, na casa dos 90 anos (e isso há 20 anos atrás), tinham me dito que ela era, no passado, mais comum e com uma abrangência maior que a das congregações.

Pois bem, um amigo compartilhou no Facebook um trecho de um antigo manual de orações que dá uma pista sobre a  origem dessa segunda saudação (é uma pista e não a origem pois a origem deve ser alguma prática popular, já que nessa época os papas procuravam não inventar coisas), e que só me fez pensar em como ela deveria ser incentivada novamente:

saudação

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Cristo Rei

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A legitimidade das bebidas alcoólicas

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Apologética

A existência da matéria já é, por si só, um grande milagre

citação2Não tenho nenhuma dificuldade em acreditar em milagres, até mesmo porque a existência da matéria já é, por si só, um grande milagre. Leibniz praticamente provou isto, quando formulou a pergunta: “Por que é que existe 𝑎𝑙𝑔𝑜 em vez de existir tão somente o 𝑛𝑎𝑑𝑎?” Leibniz estava coberto de razão, pois é muito mais plausível acreditar que a matéria começou a existir a partir de determinado momento do que crer que a matéria 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑖𝑢. Ademais, a existência das moléculas pressupõe a existência do nos (νοῦς) universal, que, segundo Anaxágoras de Clazômenas, é uma espécie de pricípio cósmico inteligenteeterno e ilimitado, capaz de ordenar os elementos materiais que compõem o universo. Eis por que, como intuiu Manuel Bandeira, a vida é um milagre.

O problema é que as pessoas têm dificuldade em acreditar nisto porque creem, ingenuamente, que os milagres só ocorriam há bilhões de anos, na madrugada dos Tempos. Como se o fato miraculoso dependesse da linha temporal para acontecer…

Certa vez, perguntaram a C. S. Lewis como era possível uma virgem dar à luz uma criança, ao que Lewis respondeu, sem pestanejar: “Do mesmo modo de Deus arrancou do nada todas as estrelas”. Entendedores entenderão.

Imagem: Representação gráfica da Teoria do 𝑩𝒊𝒈 𝑩𝒂𝒏𝒈, a mais aceita até hoje pela comunidade científica. O primeiro a formular essa teoria cosmológica foi o 𝗣𝗮𝗱𝗿𝗲 belga Georges Lemaître.

–  Bernardo Souto

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O Rosário soa a trombeta do Novo Israel

Tradução e adaptação de um texto do Dr. Peter Kwasniewski:

Se saírdes de vosso país para fazer a guerra contra os inimigos que vos atacam, fareis soar, com estrépido, as trombetas, e o Senhor vosso Deus se lembrará de vós, para vos livrar das mãos dos vossos inimigos. (Números X, 9)

Na tradição judaica, a trombeta, ou o shofar, era tocada para anunciar a lua nova, o novo mês e o novo ano; anunciar a vinda do Senhor (lembremos de como a Festa das Trombetas é celebrada antes do Dia da Expiação); reunir o povo para o Senhor (os judeus até acreditavam que esse seria o mecanismo que convocaria os mortos para virem ao Julgamento Final); e para soar o alarme e começar o ataque (lembremos das histórias sobre os muros de Jericó e as outras batalhas do Antigo Testamento onde a Arca da Aliança foi levada para a batalha).

O livro do Apocalipse nos dá uma palavra sobre a trombeta. Em dois versículos particulares, São João identifica a trombeta com as palavras de um anjo: “Cai em êxtase, no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” (Apocalipse I, 10); “Depois disto tive uma visão: Uma porta estava aberta no céu, e a voz, aquela primeira voz que eu tinha ouvido, como de trombeta, falava comigo, dizendo: ‘Sobe aqui e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas'”.

O Apóstolo João, que certamente celebrou a Festa das Trombetas (Rosh Hashanah), entendia que essa festa não podia ser simplesmente abolida, antes deveria encontrar um significado no Evangelho, segundo o princípio: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim para os abolir, mas sim para os cumprir” (Mateus V, 17). As festas deveriam continuar de alguma maneira no tempo da graça. Mas o que corresponderia a essa festa no Novo Testamento, a na Igreja atual?

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O latim afastava o povo?

Três vídeos que mostram que a relação do latim com o povo simples é bem mais complexa do que imaginavam e imaginam os teólogos de biblioteca.

No primeiro, temos Dona Cema cantando o Veni Creator, junto com o Pe. Jurandir, da Arquidiocese de Olinda e Recife:

No segundo, divulgado pelo Centro D. Bosco do Rio de Janeiro, temos uma senhora cantando o Credo, no que, pela minha análise, parece ser um local do Sudeste Asiático (Timor Leste? Filipinas?):

Por fim, uma filmagem aparentemente da África:

Ou seja, em ambientes geográficos e culturais muito distantes, ainda assim havia unidade na maneira de glorificar externamente a Deus.

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A veracidade dos Evangelhos