D. Henrique Soares reflete sobre a morte

Sábado passado acolitei uma Missa celebrada por um padre da diocese de Palmares e ele se referiu ao estado de saúde de D. Henrique Soares, contando que uma hora ele parecia melhor e outra hora pior. No dia seguinte veio a notícia da morte do bispo…

Ouvi falar dele, a primeira vez, no antigo Orkut e depois tomei contato com alguns de seus textos. Obviamente, tratava-se de um neoconservador (com fortes ligações com algumas alas da RCC), dos que tentam salvar o Vaticano II e a estrutura construída em torno dele (isso já foi, inclusive, algo de crítica num texto aqui do site escrito por Cláudio); mesmo assim, ele estava muita cima da média do episcopado atual, não só no que se refere ao conhecimento da doutrina, mas no cuidado com a salvação das almas.

Desse modo, achei bem representativa desse cuidado – algo facilmente percebido pelo sensus fidei – as duas reflexões sobre a morte contidas no seguinte vídeo:

Como a devoção a uma santa indígena levou um jovem à vocação dominicana

Um depoimento interessantíssimo que li no Twitter de um jovem padre dominicano dos EUA: 

My devotion to St. Kateri Tekakwitha, or “How a Random Encounter with a Saint Changed My Life and Forced Me to Discern My Vocation Seriously:” A thread

In 2008, I started teaching 7th grade at St. Michael Indian School on the Navajo Reservation. Fresh out of college, untrained to be a teacher, moving to a new place, struggling deeply with sin, & desiring to give my life to Christ, I arrived on the Rez with a lot on my plate.

I went to the Reservation because I made a deal with God. I would give Him one year of service to the poor & daily prayer. In exchange, at the end of the year, unless led otherwise, I will stop discerning priesthood, get married, have 5 kids, & live an upper, middle-class life.

My 1st day on campus, I saw this beautiful statue of a Native American woman named “Blessed Kateri.” I had never heard of her. As a Catholic, I figured it was good to have saints interceding on my behalf, so, knowing nothing about her, I began praying for her intercession.

Within a few weeks of being on the Reservation, teaching, & praying everyday — simple prayer life really, back then, Rosary and Scripture in the morning, examination of conscience & bedtime prayers in the evening — my life began to unravel in the most delightful ways.

The sins which had so enamored me became less attractive, even repugnant. The desire to be a priest, which I had rejected & resisted for years, was increasingly the only thing that made sense. Mass, which was something I always did, now became the absolute center of my life.

Everyday I prayed for the intercession of this saint I hardly knew: Blessed Kateri. Finally, I relented and started to research her life. What I discovered me inspires me to this day. Orphaned at a young age & under immense pressure to do otherwise, she gave her life to Christ.

Her life was totally different from my own, but her complete desire to give all things to Jesus resounded in my heart. She was praying for me and challenging me to imitate her total gift of self and everyday she watched over me as I walked into & out of school under her statue.

I still pray with St. Kateri each day. Now, I pray for those on the Navajo Reservation who struggle with poverty and all of the ill effects that systemic poverty brings on a community. I have especially prayed for the Navajo as they’ve been wracked by COVID-19.

In the end, the saints are our advocates, our friends, our brothers and sisters whose prayers echo eternally in the presence of God. I hope you will find a saint like St. Kateri who can help lead you from where you are to where God wants you to be next.
St. Kateri, pray for us.

Tweetado pelo Pe. Patrick Hyde, OP (@frpatrickop) em 14/07/2020.

Tirando dos “crentes” a máscara de fidelidade à Bíblia e a Jesus Cristo

Além desses argumentos do Ir. Diogo (para os leitores desatentos, vale o lembrete: a publicação desse vídeo não significa o endosso de nenhuma posição defendida por ele ou pelo grupo ao que pertence no que se refere à liturgia e à maneira de lidar com a crise pós-conciliar) sempre gosto de citar a incongruência básica do protestantismo de considerar livros do Novo Testamento, como as cartas paulinas, essenciais à Fé e, ao mesmo tempo, não perceber que seus destinatários já eram cristãos antes de os receberem. Por exemplo, quando o Apóstolo escreve aos romanos, redigindo a Carta aos Romanos, aquela comunidade já era católica antes desse evento, ou seja, não é a Carta em si que é essencial, mas a mensagem que ela carrega, e essa já era disseminada por outro meio antes, ou “os romanos” não seriam cristãos.

Verdade esquecida 1: Resistir aos hereges

Do cânon 240, § 1º, das Constituições do I Sínodo Romano, promulgadas pelo Santo Padre João XXIII, através da Constituição Apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum, de 29 de junho de 1960:

“Também os leigos, procedendo de maneira legítima, ainda que isso lhes cause alguns incômodos, devem resistir aos acatólicos, que não só ousam disseminar entre o povo o que pensam contra a fé católica, como também se esforçam por incutir no espírito dos outros as suas opiniões.”

Fonte: Revista Catolicismo n.° 134, fevereiro de 1962

“O homem precede o Estado” (Papa Leão XIII): Um Estado que destrói o trabalho está destruindo o primeiro instinto do homem: a auto-preservação.

O post original foi publicado no Rorate Coeli

Em tempos nos quais os governos estão destruindo violentamente os empregos de um modo nunca visto na história da humanidade (com as melhores das intenções, como sempre…) é urgente relembrar as lições do Papa Leão XIII sobre a absoluta necessidade do trabalho para a preservação da vida humana – e o dever do Estado de não impedir que o homem persiga “o direito de prover a subsistência do próprio corpo”.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação.
Continuar lendo

Debate: padre X ateu

Um debate acalorado entre o recentemente falecido Padre Manuel Carreira, astrofísico e membro do Observatório do Vaticano, e o jurista espanhol, também falecido, Antonio Trevijano, no programa “Lágrimas de la lluvia”, do jornalista a escritor Juan Manuel de Prada.