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O que é a alma?

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Apologética Filosofia

Fisicalistas e a consciência

citação2Os “fisicalistas”, que pretendem explicar o ato mental como “subproduto” de reações físico-químicas, dizem que a consciência nada mais é do que uma espécie de “memória de curtíssimo prazo”. Trata-se obviamente de um relincho hiperbólico, que confunde um efeito com sua causa. Se a consciência pode objetificar as reações físico-químicas do sistema neural, é porque ela necessariamente as transcende em ordem (e não em complexidade). Só a espiritualidade da alma explica a consciência humana.

Sérgio Meneses

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O que é Metafísica?

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Apologética Filosofia

Perguntinhas do ateu

Texto do confrade Rui publicado originalmente no Facebook:

– Se Deus é onisciente, e sabe o que eu farei amanhã infalivelmente, como eu posso ser livre?

O livre arbítrio é um modo de ação que nos distingue de outros entes causais, todavia não se aplica na relação entre a criatura (o homem) e Deus, pelo menos, não da parte da criatura. Em outras palavras, somos livres, em comparação com a pedra que cai por necessidade, ou ao animal que age por instinto, mas não somos livres em relação a Deus e Sua causalidade.

– Se Deus é bom, por que permite o mal no mundo?

Deus permite o mal no mundo, porque alguns bens decorrem justamente da existência do mal. O que seria da coragem dos mártires se não fosse a maldade de seus perseguidores? E, como Ele é soberano, Ele pode escolher este bem (a coragem dos mártires diante de seu martírio) a este bem (a morte tranquila dos mesmos em sua cama). O fato de Deus ser bom não implica que Ele não possa impor limites ao bem de que deseja dotar o mundo, ou escolher entre um bem e outro.

– Se Deus é onipotente, por que Ele não pode fazer uma pedra que Ele mesmo não possa levantar?

Deus é infinito e imutável por necessidade. A sua onipotência não diz respeito, portanto, à Sua natureza, mas ao mundo, e respeitando as leis do ser, que se fundam n’Ele mesmo, pois é o Ser por essência. Logo, o que Deus pode é em relação a nós, seres contingentes, que temos o ser por participação, e não em relação a Ele. Deus é infinito e infinitamente feliz sendo o que é, e, no infinito, não há lugar para mudança.

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Podcast – Darwinismo: Prof. Carlos Nougué

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O argumento da contingência de Leibniz

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Jardim na UFPE

O Jardim das Aflições, o filme que não deveria existir, mostra parte da vida e do pensamento do filósofo Olavo de Carvalho, autor de livros como O Imbecil Coletivo, Aristóteles em nova perspectiva, o best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota e O Jardim das Aflições, livro que serviu de base ao documentário.

A exibição acontecerá na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dia 27/10, sexta feira, às 16h, no Auditório Barbosa Lima Sobrinho, CFCH. Contará com a presença do escritor Ronaldo Castro de Lima Júnior e de Josias Teófilo, diretor do filme.

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Hesicasmo

Em dezembro de 2011 a consócia Maria de Lysle, da antiga comunidade Apologética Católica do Orkut, traduziu o verbete da Enciclopédia Católica sobre o hesicasmo, um assunto que vez ou outra causa tensão em certos círculos católicos, em especial após os contatos com os cismáticos orientais terem se tornado mais constantes. Eu guardei esse texto e agora o publico (é bom ressaltar, contudo, que alguns “ortodoxos” contestam o que ele diz sobre os exercícios respiratórios):

A história do sistema místico defendido pelos monges de Athos, no século XIV, representa um dos mais curiosos capítulos da história da Igreja Bizantina. Em si mesmo uma especulação obscura, resultou na mais áspera extravagância mística, tornou-se o lema de um partido político, e, incidentalmente, implicou novamente na eterna controvérsia com Roma. Ele é o único grande movimento místico da Igreja Ortodoxa. Ehrhard o descreve corretamente como uma “reação nacional da teologia grega contra a invasão da escolástica ocidental” (Krumbacher, Byzat Litt, p. 43). A melhor forma de descrever o movimento é primeiro explicar o ponto em questão e depois a sua história.

O sistema hesicasta

Hesicastas (hesychastes – quietistas) designam pessoas, quase todas monges, que defendiam a teoria de que é possível, através de um sistema ascético, desprender-se das preocupações do mundo, sob a direção de um mestre adequado, oração, e especialmente do completo relaxamento do corpo e da vontade, contemplar a luz mística, que não é outra coisa senão a luz incriada de Deus. A contemplação desta luz é o mais alto objetivo do homem na terra; e desse modo um homem torna-se  unido a Deus da forma mais íntima possível. A luz vista pelos hesicastas é a mesma que se manifestou na Transfiguração de Cristo. Não é um mero fenômeno criado mas a eterna luz de Deus mesmo. Não é a divina essência; nenhum homem pode ver Deus face a face neste mundo (João 1,18) mas sim a divina ação ou operação. Pois em Deus a ação (energeia, actus, operatio) é realmente distinta da essência (ousia). Havia um processo adequado para ver a luz incriada, o corpo deveria permanecer imóvel por um longo tempo, o queixo pressionado contra o peito, a respiração presa, os olhos voltados para dentro, e assim por diante. Então, no tempo próprio, o monge começava a ver a luz maravilhosa. A semelhança deste processo de auto sugestão com o dos faquires, sanyasis e outros povos do Oriente é óbvia.