STF versus Brasil

Nesta aula, Padre Paulo Ricardo põe às claras o “circo” que querem montar para descriminalizar o aborto no Brasil. Saiba que argumentos falaciosos estão sendo usados para dar um golpe fatal, não somente nas crianças que serão abortadas, mas na própria democracia de nosso país.

Tudo isso faz da questão do aborto um dos principais pontos que os católicos devem levar em conta na hora de votar neste ano. Se o candidato não se mostrar com coragem para ir contra as tentativas de liberalizar o aborto, não vote nele.

Desenvolvimento, pena de morte e a Dignitatis Humanae

Nota

O erro cometido pelo Papa Francisco na nova redação do catecismo de João Paulo II faz eco e joga mais gasolina numa outra discussão, a da afirmação da liberdade religiosa como um direito humano. Uma boa síntese do status quaestionis e das repercussões do novo texto poder lida aqui.

Pe. Emílio Silva – Pena de Morte Já!

Não sou a favor da pena de morte para o Brasil de hoje, mas a validade dela como possibilidade abstrata é algo que não pode ser negado por um católico. Daí o mal estar gerado pela recente modificação que o Papa Francisco fez no catecismo de João Paulo II; modificação que tem valor zero. Assim, nesse ambiente de argumentos “nutela” que se instalou no seio da Igreja, nada melhor do que reler a obra de um douto sacerdote que defende a pena capital  em concreto, mas que, no meio da argumentação, circunstancial por natureza, apresenta os princípios perenes em torno do tema:

O profetismo da Humane Vitae

Quando, em 1968, o Papa Paulo VI publicou a corajosa encíclica Humanae Vitae, a reação ao documento foi inaudita: teólogos, jornalistas, padres, religiosas, bispos e até conferências episcopais inteiras protestaram e, do púlpito das igrejas, incentivaram os fiéis à dissensão.

Mas o que estaria por trás de toda essa guerra contra a encíclica do Papa Paulo VI?

O caráter profético dela é a causa de toda essa má recepção. Por caráter profético, entende-se o fato do documento relembrar o que Deus espera de nós e mostrar como estamos nos desviando do caminho traçado pelo Senhor. Então, num mundo antropocêntrico, a Humanae Vitae se tornou a “pedra de tropeço” de todos aqueles que dissentiam e dissentem da proposta de vida do Evangelho. Continuar lendo

Declaração de um historiador agnóstico

Sempre e por toda a parte, desde há mil e oitocentos anos, quando o Cristianismo desfalece, os costumes públicos e privados degradam-se. Na Itália, durante a Renascença, na Inglaterra, sob a Restauração, em França, durante a Convenção e o Directório, viu-se o homem tornar-se pagão como nos primeiros séculos. Achava-se como no tempo de Augusto ou de Tibério, voluptuoso e duro. Abusava dos outros e de si próprio. O egoísmo brutal e calculista tomara o ascendente. Faziam estendal a crueldade e a sensualidade. A sociedade convertia-se numa Falperra e em lugar suspeito.

Hippolyte Taine, citado por Jacques Ploncard d’Assac em Três Estudos Políticos, 1956.

Dois irmãos e um estranho

Tradução e adaptação de artigo publicado no New Liturgical Movement.

Para mim, e acho que para a maior parte dos tradicionalistas, é uma obviedade a proximidade espiritual entre a Divina Liturgia no rito bizantino e a Missa Romana tradicional, assim como também o é a distância que o Novus Ordo mantém da herança comum das duas formas litúrgicas citadas.

Contudo, às vezes encontramos católicos bizantinos que são levados pelas similaridades superficiais entre o rito bizantino e o Novus Ordo (por exemplo, a de que eles são celebrados geralmente em língua vernácula e em tom audível) e pelas diferenças marcantes entre a liturgia bizantina e o rito romano tradicional (por exemplo, a de que temos um silêncio muito maior no último e de que, aparentemente, as pessoas têm um papel mais “ativo” no primeiro), e acabam defendendo a ideia de que a Divina Liturgia é mais próxima espiritualmente do rito paulino e que, se tiverem de optar, o usus recensior será escolhido sobre o usus antiquior. Por outro lado, os protagonistas e apologistas da “reforma litúrgica romana” muitas vezes fingem ser admiradores da tradição oriental e gostam de apontar as muitas características aparentemente “orientais” da liturgia paulina.

Se é verdade, ao contrário do que acham essas pessoas, que a liturgia bizantina e a liturgia latina tradicional têm muito mais em comum entre si que com o Novus Ordo, demos poder apontar isso com precisão. Assim, proponho que isso pode ser constatado a partir dos seguintes princípios:

  1. O princípio da Tradição;
  2. O princípio do mistério;
  3. O princípio da linguagem elevada;
  4. O princípio da integridade ritual ou estabilidade;
  5. O princípio da densidade;
  6. O princípio da preparação adequada e repetida;
  7. O princípio da veracidade;
  8. O princípio da hierarquia;
  9. O princípio do paralelismo;
  10. O princípio da separação.

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