Existem mesmo apenas sete sacramentos?

É verdade que, antes da Idade Média, havia na Igreja muito mais do que sete sacramentos, e que foi só então que as autoridades eclesiásticas, com uma simples “canetada”, decidiram reduzir o número destes ritos sagrados? E o que são, afinal de contas, os sacramentos? Em que eles se distinguem dos chamados “sacramentais”?

Indulgências do Ofício Parvo

Tradução das páginas 210 a 212 do anexo da edição do Ofício Parvo da Baronius Press:

O Ofício Parvo de Nossa Senhora foi enriquecido com indulgências ao longo dos séculos. A Catholic Encyclopedia (1917) registra o seguinte:

O Papa Leão XIII garantiu (17 de novembro de 1887), àqueles que recitassem o Ofício Parvo de Nossa Senhora, uma indulgência diária de sete anos e 40 dias, e uma indulgência plenária uma vez ao mês; àqueles que recitam apenas as Matinas e as Laudes, uma indulgência diária de 300 dias; e (8 de dezembro de 1897) àqueles que recitam apenas as Vésperas e as Completas, e por cada Hora, uma indulgência de 50 dias.

O costume de descrever as indulgências em termos de dias, meses e anos vem dos primórdios da Igreja, quando aqueles que tinham sido excluídos da comunhão eclesial por terem cometido pecados graves, realizavam longas penitências, muitas vezes de vários anos, antes de serem readmitidos (1). Sobre isso, temos o seguinte na já citada enciclopédia: Continuar lendo

A Revolução alastrou…

“Revolução alastrou. A Democracia estendeu raízes, deitou ramos, deitou folhas, deitou flor, deitou fruto. Expressão do Mal, Ordem contrária à Ordem Divina, destruiu altares, abateu tronos; democratizou os Reis; transformou-os em chancelas inertes, primeiro passo para correr com eles; e empurrou Deus para os esconsos das nossas consciências, onde não chega a luz nem o ar, considerando sob o mesmo pé de igualdade, seitas heréticas, a perfídia judaica e a Igreja Católica!

E a onda vai galgando tudo, e desfazendo tudo, e desfazendo os mais fortes obstáculos. E perante o panorama demoníaco que o mundo nos oferece, em consequência do impulso tomado pela Revolução, não se quis ouvir a voz de Pio VI, de Pio VII, de Gregório XVI e de Pio IX, e ainda hoje se faz silêncio interessado sobre ela! E quando alguém, repetindo os augustos ensinamentos destes Papas proféticos, grita que a Realeza é o melhor de todos os governos, e que o Sufrágio Universal, alma e condição da República, é uma burla, e que a Igreja Católica não pode ser compatível com a República, filha da Soberania Popular, negação da origem divina do Poder, e campo de cultura da Liberdade de crenças, ou seja do mais nefando dos sacrilégios – saltam-lhe ao caminho os inquietos e os presentes, a acusá-lo de herege.

Pois bem. Posso admiravelmente ser herege, ao lado de Pio VI, Pio VII, Gregório XVI e Pio IX!”

Alfredo Pimenta in A Igreja e os Regimes Políticos, 1942 (via Veritatis).

Compre o Ofício Parvo

Depois de quase 60 anos sem novas edições, a Editora Triregnum, publica novamente o Ofício Parvo de Nossa Senhora. Como já esclareci aqui, essa forma de Liturgia das Horas é litúrgica, ou seja, é uma oração pública e, por isso, durante séculos sua recitação (ou canto) cumpriu a exigência das regras de terceiros franciscanos, dominicanos e carmelitas de recitarem o Ofício Divino, bem como a dos irmãos leigos dessas referidas ordens, e dos de muitas outras de apostolado ativo (em especial as hospitalares) e de pelo menos uma contemplativa. Continuar lendo

FSSPX lança o projeto de construção de sua maior igreja no mundo

No meio do terremoto que é o pontificado de Francisco, sinais de esperança, sem surpresa alguma ligados à resistência tradicionalista, pipocam pelo mundo todo. E um dos mais pungentes é o lançamento do projeto daquela que será a maior igreja da FSSPX no mundo, a Igreja da Imaculada, nos EUA (vídeo em inglês):