Ainda acreditam em Cristo?

Ruína de missão jesuítica no RS

Artigo do Prof. José Luiz Delgado, publicado no Diário de Pernambuco (11 de outubro de 2019 – com pequenas harmonizações de estilo):

O Estado, a Igreja e os índios

A Constituição praticamente se encerra com o capítulo sobre os índios, e nele adota uma perspectiva nova, diferente das constituições anteriores. O que antes prevalecia era a ideia da “incorporação dos silvícolas à comunhão nacional”. É o que as disposições constitucionais anteriores buscavam. Na atual, não há uma palavra sequer nesse sentido. O que se fala é da obrigação de respeitar a cultura própria dos índios, seu modo de ser, “sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições”. Decorrerá daí que não quer ela essa incorporação, ou a tem como ilícita ou nociva? Continuar lendo

Pachamamas no rio

Alguém resolveu tomar uma atitude contra a profanação da Igreja de Santa Maria em Traspontina pela colocação de imagens da Pachamama (um ídolo dos índios andinos) num altar lateral, retirando-as de lá e jogando-as no Tibre:

Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat!

Disparates do Mundo

Recentemente li um texto de Chesterton (Disparates do Mundo, 1910) que parece explicar muito do que ocorre na vida política nacional e no governo da Igreja nos dias de hoje:

E este é o facto mais notório e mais dominante na moderna discussão das questões sociais: o facto de a controvérsia não dizer respeito apenas às dificuldades, mas também aos objectivos. Estamos todos de acordo acerca do mal; é relativamente à definição do bem que estamos dispostos a arrancar os olhos uns aos outros. Todos reconhecemos que uma aristocracia indolente é um mal; mas estamos longe de afirmar unanimemente que uma aristocracia activa seria um bem. Todos nos sentimos irritados com os sacerdotes ímpios; mas alguns de nós sentiriam profunda aversão se nos deparássemos com um sacerdote verdadeiramente pio. Toda a gente se indigna com a circunstância de termos um exército fraco, incluindo as pessoas que se indignariam ainda mais se o nosso exército fosse forte.

A questão da sociedade é exactamente o oposto da questão da saúde. Diversamente dos médicos, nós não estamos em desacordo acerca da natureza da doença, concordando embora acerca da natureza da saúde; pelo contrário, todos nós concordamos que a Inglaterra está doente, mas aquilo a que metade de nós chamaria um estado de saúde pujante, repugnaria à outra metade. Os insultos públicos são de tal maneira proeminentes e pestilentos, que arrastam as almas generosas numa unanimidade fictícia; esquecemos que, embora estejamos de acordo quanto aos insultos, discordamos profundamente em matéria de elogios. O Sr. Cadbury e eu, não temos dificuldade em concordar sobre o que é um pub inaceitável; mas teríamos uma lamentável altercação se nos encontrássemos diante de um pub aceitável.

Defendo, pois, que o método sociológico habitual – começar por dissecar a pobreza abjecta ou por catalogar a prostituição – é perfeitamente inútil. Ninguém aprecia a pobreza abjecta; o problema surge quando começamos a discutir a pobreza digna e independente. Ninguém aprecia a prostituição; mas nem todos gostamos da pureza. A única maneira de discutirmos os males sociais é passarmos imediatamente ao ideal social. Todos conseguimos identificar a loucura nacional; mas o que é a sanidade nacional? Dei a este livro o título de Disparates do Mundo, e não é difícil identificar o conteúdo do mesmo. Pois o grande despropósito do mundo consiste em não perguntarmos qual é o propósito.

Resposta a Dom Orlando Brandes

No último dia 12, D. Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, pronunciou uma escandalosa homilia na qual atacou os tradicionalistas e aquilo que ele entende como direita (provavelmente não sabe o que uma coisa, nem a outra, já que pensa que são grupos superpostos), dizendo:

Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano II. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano II, o Evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do Concílio, deste santuário.

Aqui vai uma bela resposta de um fiel comum: