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Diferenças no Ofício Parvo segundo as rubricas de São Pio X e as de Trento

Pergunta feita pela leitora Aurora:

Lendo seu post sobre o Saltério de São Pio X fiquei pensando em como isso afetou o Ofício Parvo, nos Salmos e em outros elementos.

Ótima pergunta! 

Graças a Deus as mudanças foram mínimas. Em 62 foram um pouco mais, e na minha visão infelizes. Na verdade, se uma edição de meus sonhos fosse publicada, ela conteria o formato que temos nessa edição da Vozes de 1940 que disponibilizei, somado a alguns anexos enriquecedores (como um sobre as indulgências, um sobre a história e alguma coisa na área musical), algumas melhoras pontuais na tradução e com os elementos que foram perdidos na aplicação da reforma de São Pio X. Facilmente, com algumas notas no fim, uma obra com essa organização poderia se adaptar, a depender do gosto de quem a estive usando, ao sistema de rubricas pianas e joaninas (obviamente com o destaque de que as joaninas é que são normativas).

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Ofício Parvo: comparando salmodias

Sendo um dos tesouros que o Espírito Santo soprou na Igreja, mas que acabou escondido, não é a toa que não só o Ofício Parvo do rito romano seja desconhecido nos nossos dias, mas também as versões dele em outros ritos (e que ajudaram religiosos, oblatos, membros de ordens terceiras e leigos diversos ao longo dos séculos a se santificarem). Assim, visando partilhar mais um pouco das informações que reuni ao longo dos anos, fiz a seguinte tabela comparativa (tive por base um antigo site de Theo Keller, não mais no ar, que fazia o estudo de várias versões do Ofício Divino, e um exemplar do Ofício Parvo Carmelita que tenho em mãos):   

RomanoCarmelitaDominicanoMonástico
MatinasDomingos, segundas e quintas-feiras
8
18
23

Terças e sextas-feiras
44
45
86

Quartas-feiras e sábados
95
96
97
(como no romano)Todo dia
8
18
23
(como no romano)
Laudes92
99
62
Dan. 3
148
(como no romano)(como no romano)(como no romano)
Prima53
84
116
53
116
117
119
120
121
(como no romano)
Terça119
120
121
(como no romano)122
123
124
(como no romano)
Sexta122
123
124
(como no romano)125
126
127
(como no romano)
Nona125
126
127
(como no romano)128
129
130
(como no romano)
Vésperas109
112
121
126
147
(como no romano)(como no romano)(como no romano)
Completas128
129
130
12
42
128
130
131
132
133
(como no romano)

É bom lembrar que a maior parte das diferenças entre essas versões do Ofício Parvo não se dá na Salmodia, mas nas suas outras partes, como as antífonas, os hinos e os versículos e respostas.

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Todo o Ofício Parvo com notação gregoriana

Cantar o Ofício é algo muito distante de meus objetivos imediatos, contudo, quem pode fazer isso estará dando um louvor superior a Deus por meio do opus Dei. Assim, para suprir a lacuna nas edições que disponibilizei e das que (graças a Deus!) voltaram a ser publicadas no nosso país, posto abaixo todo o Ofício Parvo (latim/inglês – mas isso não faz diferença para quem canta, já que isso geralmente se faz em latim) com a notação gregoriana:

Ofício Parvo da Bem-Aventurada Virgem Maria com notação gregoriana

A organizadora não separou cada um dos três “ofícios” em que se divide o Ofício Parvo, colocando as variações ao longo de um texto único. Particularmente, não gosto desse modo de publicar as orações, mas, mesmo assim, o resultado final é extraordinário.

Para saber mais sobre o Ofício Parvo visite esta página.

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Liturgia

Ofício Parvo: Completas do Advento

Quem participa da liturgia da Igreja por meio do Ofício Parvo sabe que com o Advento entramos numa de suas grandes variações, o chamado Ofício II. Pois bem, como demonstração disso, convido os leitores a acompanharem com seus exemplares do Ofício em mãos as Completas do Advento cantadas em latim por um casal australiano:

As edições do Pequeno Ofício que disponibilizei para download e as que voltaram a ser publicadas no nosso país são apropriadas para a recitação. Assim, quem se interessar pelo canto do Ofício (que está todo no Antiphonale Romanum) tem de buscar outras fontes, como este arquivo com a notação gregoriana das Completas (latim/inglês) para o ano todo.

Para saber mais sobre o Ofício Parvo acesse esta página.

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Vésperas solenes do Ofício Parvo seguidas de adoração ao Santíssimo Sacramento

Filmagem das Vésperas solenes cantadas do Ofício Parvo seguidas de adoração do Santíssimo Sacramento no Seminário Maior de Lublin (Polônia – os Salmos foram cantados em polonês):

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Liturgia Nossa Senhora

Indulgências do Ofício Parvo

Tradução das páginas 210 a 212 do anexo da edição do Ofício Parvo da Baronius Press:

O Ofício Parvo de Nossa Senhora foi enriquecido com indulgências ao longo dos séculos. A Catholic Encyclopedia (1917) registra o seguinte:

O Papa Leão XIII garantiu (17 de novembro de 1887), àqueles que recitassem o Ofício Parvo de Nossa Senhora, uma indulgência diária de sete anos e 40 dias, e uma indulgência plenária uma vez ao mês; àqueles que recitam apenas as Matinas e as Laudes, uma indulgência diária de 300 dias; e (8 de dezembro de 1897) àqueles que recitam apenas as Vésperas e as Completas, e por cada Hora, uma indulgência de 50 dias.

O costume de descrever as indulgências em termos de dias, meses e anos vem dos primórdios da Igreja, quando aqueles que tinham sido excluídos da comunhão eclesial por terem cometido pecados graves, realizavam longas penitências, muitas vezes de vários anos, antes de serem readmitidos (1). Sobre isso, temos o seguinte na já citada enciclopédia:

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Liturgia Nossa Senhora

Vésperas e Completas de Natal do Ofício Parvo

Vésperas e Completas cantadas do III Ofício (o do Tempo do Natal) do Ofício Parvo, cantadas pelos frades concepcionistas tradicionalistas do Ceará (como eles duplicam as antífonas, acredito que usem as rubricas de João XXIII):

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Liturgia Nossa Senhora

Compre o Ofício Parvo

Depois de quase 60 anos sem novas edições, a Editora Triregnum, publica novamente o Ofício Parvo de Nossa Senhora. Como já esclareci aqui, essa forma de Liturgia das Horas é litúrgica, ou seja, é uma oração pública e, por isso, durante séculos sua recitação (ou canto) cumpriu a exigência das regras de terceiros franciscanos, dominicanos e carmelitas de recitarem o Ofício Divino, bem como a dos irmãos leigos dessas referidas ordens, e dos de muitas outras de apostolado ativo (em especial as hospitalares) e de pelo menos uma contemplativa.