A Comunhão dos Santos

Transcrição de aula do meu confrade e ex-aluno Silas Ben Hur sobre a Comunhão dos Santos (destaco a originalidade na qual ele encadeia as verdades reveladas para explicar a circulação dos bens espirituais entre os membros da Igreja):

A COMUNHÃO DOS SANTOS

Introdução

Meus amigos, é Tempo Pascal. São cinquenta dias nos quais as missas e ofícios da Igreja nos fazem ter um vislumbre do tempo feliz que se sucedeu desde que o túmulo de Cristo foi achado vazio, resumível em uma exclamação: Cristo ressuscitou! Não sei se é a Igreja que nos leva àqueles dias ou se são eles que vêm até nós; só sei que com ela vivenciamos dias repletos de uma alegria que parece não ter fim. Imaginem esta alegria no primeiro século, naquele tempo em que a Igreja estava só começando! Entre os primeiros cristãos, quase três mil, já no dia em que a Igreja começou, as manifestações desta alegria eram as mais belas e cativantes.

No livro dos Atos dos Apóstolos, nós lemos o seguinte: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (Atos 2,43-47)

Não havia paróquia na época, eles se reuniam no templo de Jerusalém ou nas próprias casas; nelas comiam juntos; “ágape” era o nome daquelas refeições; nelas aconteciam as missas também. Continuar lendo

Obras Católicas começa a publicar livros

O site Obras Católicas, surgido no tempo do saudoso Orkut por iniciativa de confrades da comunidade Apologética Católica (em especial do Eduardo e do Paulo Frade), se tornou um marco na história da Igreja no Brasil, pois colocou em circulação os tesouros que a crise pós-conciliar e a falta de memória de nosso povo tinham enterrado nas décadas 70, 80 e 90. Nele, aqueles livros que garimpávamos com muita sorte nos sebos se tornaram acessíveis a qualquer pessoa com acesso à internet; lembro que anos atrás conheci um padre que tinha estudado no Paraguai e que me contou que nos seus tempos de seminário o acervo do Obras Católicas era mais usado que a biblioteca da instituição.

Então, é com grande alegria que compartilho com os leitores uma nova iniciativa do Obras: a publicação de livros. E primeiro já foi lançado, são as Instruções Marianas, do Pe Gabriel Maria Roschini, O. S. M.

O Pe. Gabriel Maria Roschini, sacerdote da Ordem dos Servos de Maria (+1977), foi um dos mais importantes mariólogos do século XX e fundador da Faculdade Teológica Marianum, em Roma. Continuar lendo

O Purgatório e a Santidade

Nos tempos atuais não faltam os teólogos da moda que negam a existência do Purgatório. “Foi uma invenção medieval”, dizem. Mas não é difícil perceber que, ao negar explicitamente o Purgatório, tais teólogos negam também a existência da verdadeira santidade ainda aqui neste mundo.

Neste vídeo do Pe. Paulo Ricardo, descubra por que a “engenharia da santidade” exige um “Purgatório”, aqui nesta vida, ou… na outra.

Deus, o verdadeiro soberano da história

A salvação não é uma “graça barata”, mas custa o preço do sangue de Cristo na cruz. No Evangelho deste domingo, vemos Jesus falar sobre sua paixão mais uma vez. E mais uma vez os discípulos parecem não entender o que diz o Senhor, chegando ao ponto de disputarem um lugar privilegiado no Céu.

Nesta meditação, Padre Paulo Ricardo mostra-nos como essa “ignorância” dos Apóstolos também está presente em nossos corações, e indica-nos o caminho para que Jesus seja o verdadeiro soberano de nossas almas.