A Luxúria e seus efeitos

Aqui podemos assistir uma excelente palestra do bispo Samborn (provavelmente a seminaristas) sobre o VI Mandamento.

Com a frieza argumentativa de um tomista, sem as maluquices puritanas de muitos católicos e sem o laxismo demoníaco predominante na sociedade moderna, ele explana sobre o sentido do Mandamento Divino, as espécies dos pecados contra esse mandamento e os meios de evitar tais pecados.

Recusar o amor Deus é o princípio do Inferno

Reflexão de Arthur Danzi:

quoteQuando eu penso no Inferno, sempre me vem à mente a instrução de Jesus a Nicodemos:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (Jo‬ ‭3:16-21‬).

O ponto fulcral: “E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” Esse trecho me impressionou tanto que eu tive de comparar diversas traduções, e todas concordam que Jesus não diz “a causa da condenação é esta” ou “a condenação se dá por isto”.

Nosso Senhor ensina que amar mais as trevas do que a luz É a própria condenação. Não é que o pecado “obrigue” a justiça divina a nos castigar, mas que o Sumo Bem não tem nada para oferecer àquele que se obstina no mal — exceto, talvez, o seu distanciamento.

Recusar o amor gratuito de Deus é o princípio do Inferno, que é um estado reversível nesta vida e irreversível no além.

Quem reza se salva, quem não reza se condena

Por que é que, segundo o grande Doutor da Igreja Santo Afonso Maria de Ligório, “quem reza se salva” e “quem não reza se condena”? Essa frase não é um exagero? Qual a real necessidade que temos da oração?

É o que Padre Paulo Ricardo explica nesta aula, cuja transmissão original, ao vivo, foi feita no dia 1.º de agosto de 2016. Assista e transforme, seja a sua inércia, seja a sua agitação, em verdadeira vida interior!

Indulgência plenária em tempo de Sede vacante

Recebi a seguinte pergunta de um leitor (pergunta que eu mesmo me fiz, de modo especulativo, uns 5 anos atrás, e me foi respondida pelo Pe. Cekada):

Como ganhar indulgências plenárias quando não há um Papa com intenções pelas quais devemos rezar?

A lei (não lembro exatamente onde) define que intenções são essas, a saber:

  • Exaltação da Santa Madre Igreja;
  • Propagação da fé;
  • A derrota das heresias;
  • A conversão dos pecadores;
  • A paz e a concórdia entre as nações cristãs;
  • O atendimento de outras necessidades da cristandade.

Isso não cessa quando não há um Papa; e nem é ampliado quando temos um Papa com intenções pessoais bizarras, como é o caso do atual ocupante do Trono de Pedro.