Crisma

Crisma (Confirmação)

Os mistérios da graça são vividos, proporcionalmente, em três níveis diversos: por Cristo Cabeça, pelo Corpo Místico em conjunto e por cada membro em particular. No caso do mistério de Pentecostes, ele foi vivido pelo Senhor no seu Batismo e pela Igreja quando da vinda do Espírito Santo aos Apóstolos e Nossa Senhora reunidos no Cenáculo, e será por cada indivíduo sobre o véu do sacramento da Crisma.

* Definição: A Crisma é sacramento que nos dá o Espírito Santo na abundância de seus dons, nos tornando perfeitos cristãos.

Cabe observar que embora esteja intimamente ligada ao Batismo, inclusive historicamente no que se refere ao modo como era ministrada (e ainda é em ritos orientais), a Confirmação é um sacramento que possui natureza própria. Ao contrário do que se ensina em muitos lugares, esse sacramento não confirma o Batismo – o Batismo não precisa ser confirmado, já imprimiu caráter e teve todos os seus efeitos aplicados em plenitude; ele confirma (completa), isso sim, a obra que o Espírito Santo fez em nós desde que passamos a ser contados entre os membros do Corpo Místico de Cristo.

Tanto é assim que os dois produzem graças diferentes:

Batismo ⇒ primeira graça ⇒ nos tornamos cristãos

Confirmação ⇒ segunda graça ⇒ nos tornamos soldados de Cristo Continuar lendo

A Comunhão dos Santos

Transcrição de aula do meu confrade e ex-aluno Silas Ben Hur sobre a Comunhão dos Santos (destaco a originalidade na qual ele encadeia as verdades reveladas para explicar a circulação dos bens espirituais entre os membros da Igreja):

A COMUNHÃO DOS SANTOS

Introdução

Meus amigos, é Tempo Pascal. São cinquenta dias nos quais as missas e ofícios da Igreja nos fazem ter um vislumbre do tempo feliz que se sucedeu desde que o túmulo de Cristo foi achado vazio, resumível em uma exclamação: Cristo ressuscitou! Não sei se é a Igreja que nos leva àqueles dias ou se são eles que vêm até nós; só sei que com ela vivenciamos dias repletos de uma alegria que parece não ter fim. Imaginem esta alegria no primeiro século, naquele tempo em que a Igreja estava só começando! Entre os primeiros cristãos, quase três mil, já no dia em que a Igreja começou, as manifestações desta alegria eram as mais belas e cativantes.

No livro dos Atos dos Apóstolos, nós lemos o seguinte: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (Atos 2,43-47)

Não havia paróquia na época, eles se reuniam no templo de Jerusalém ou nas próprias casas; nelas comiam juntos; “ágape” era o nome daquelas refeições; nelas aconteciam as missas também. Continuar lendo