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Deveres dos católicos referentes às faltas do próximo

Texto compilado pelo confrade Paulo Vinícius Costa Oliveira (as referências vejam na parte dos comentários):

*As fontes para o que segue são: a “Conferência” do Padre Faber sobre receber escândalo; Sto. Tomás de Aquino – Summa Theologiae; Scupoli – Combate Espiritual; Scaramelli – Diretório Ascético; São Francisco de Sales –Introdução à Vida Devota; Thomas de Kempis – Imitação de Cristo; Balmes –A Arte de Alcançar a Verdade; Sto. Afonso de Ligório; São João Crisóstomo; e outros.

Podemos:

• Acreditar que o próximo cometeu um pecado contanto que a malícia do ato em que baseamos nossa convicção seja tão clara, óbvia e palpável que o ato não seja susceptível nem de justificativa, nem de desculpa. (D’Hauterive: Grand Cat., parte 2, seção 1, lição 27, n.º 52)

• Quando a ocasião for propícia e o pecado for manifesto, corrigir ou censurar o próximo.

• Fugir como da peste da companhia de pecadores escancarados e manifestos.

• Quando o bem de outrem tornar isto aconselhável, denunciar um pecador cuja culpabilidade for objeto de certeza, ou manifestar nossas suspeitas razoáveis, com moderação, a pessoas que tenham necessidade de ser informadas.

• Sondar o estado de consciência de pessoas sobre as quais temos autoridade, por exemplo nossos filhos menores de idade.

• Avaliar a virtude ou as motivações do próximo para uma finalidade específica, por exemplo para decidir se é apropriado empregá-lo numa dada função, com a condição de mantermos nossas conclusões apenas provisoriamente, na medida que não atingem o nível da certeza.

• Suspeitar da existência de uma falta ou vício, ou ao menos duvidar da virtude de alguém, caso a necessidade nos obrigue a refletir sobre a questão e existam razões suficientemente sólidas para nossas conclusões.

• Até mesmo relatar nossas suspeitas a outras pessoas, com prudência e caridade, por uma razão suficiente.

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Cinco vias e a conversão

Pergunta que recebi do leitor Mário:

Você acredita que as cinco vias de Santo Tomás são um bom início para começar a conversão de alguém?

Normalmente, não. Obviamente elas podem servir como meio inicial de aproximação de certas almas com a religião verdadeira, mas para se converter mesmo, elas não são, e nunca foram, uma caminho efetivo, ou mesmo desejável.

A razão humana, bem iluminada, pode de fato chegar ao Deus único e Criador. Negar isso seria negar não só a declaração solene do Vaticano I, mas as próprias palavras do Apóstolo na Carta aos Romanos (Romanos I, 20). O problema não é esse, mas o que é demandado nesse processo: crer que argumentações metafísicas são acessíveis a uma alma racionalmente desordenada e/ou impura (e por “impura” não me refiro a existência de pecados atuais, derivados das fraquezas inerentes à nossa condição “caída”, mas a postura que transforma a prática do que é contrário à Lei Divina em norte axiológico). A razão não funciona adequadamente nesse contexto; e esse contexto sempre foi mais ou menos prevalente (nos nossos dias, mais…).

Desse modo, podemos concluir que a maior parte das pessoas só se converte com o anúncio do Evangelho, isto é, com o entendimento da vida e da mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, em especial no que tange à miséria do pecado e à gratuidade da Redenção amorosa. Para isso contribuem os mecanismos deixados pelo Espírito Santo com a Igreja ao longo dos séculos: a liturgia, a Bíblia, a vida dos Santos, a caridade atual feita pelos católicos. É muito mais fácil saber que Deus existe (e tudo o mais que se depreende dessa constatação) ensinando a vida de Jesus que as cinco vias.

Certa vez um amigo (Joathas Bello) escreveu algo que me parece adequado a esta reflexão:

Uma pessoa que está realmente buscando a verdade através da filosofia está sendo movida por uma graça preveniente, e os argumentos da teologia natural, quando lidos nesse processo de busca, são realmente preâmbulos da Fé (pois são lidos com a requerida disposição intelectual); mas se eu simplesmente “prego” as 5 vias para um qualquer, que não tem noção de nada de filosofia, ou que já está permeado de ideias naturalistas, ele pode até entender a “lógica” interna dos argumentos – se não for um burro -, mas ele não intelige realmente as premissas, e eu tenho tanta chance de fazer sucesso quanto aqueles pastores que leem o Apocalipse no Largo da Carioca, sem qualquer empatia com a realidade dos transeuntes.

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