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A fofoca é um pecado grave?

Muitos tendem a considerar a popular “fofoca” como uma falta leve, um “pecadinho” de nada. Falar mal dos outros se tornou um hábito tão comum, que chega a parecer algo normal. Mas, será isso mesmo? Os pecados da língua são realmente tão inofensivos quanto se pensa? Descubra neste vídeo a resposta católica, a partir das lições do Magistério da Igreja e da doutrina de Santo Tomás de Aquino.

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O que é a Eucaristia?

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Catequese Direito Canônico

How much of Mass can I miss? You know, and it still counts?

Uma das perguntas mais ouvidas por qualquer catequista: o quanto da Missa eu posso faltar e, ainda assim, cumprir minha obrigação dominical?

Avatar de Dr. Edward PetersIn the Light of the Law

Second only to questions on annulments, the above question—How much of Mass can I miss and it still counts for my obligation?— is probably the single the most common canonical question lay people ask.

Catholics have, I think, a right to have such questions answered without others looking down their noses at their supposed legalisms or getting a lecture about their alleged lack of piety (“If you really loved Jesus you would not think of it as an obligation” etc., etc.). So address it here I will try. By the way, my observations are that those asking such questions are more likely to “over-satisfy” their duties as Catholics than to skip out on them, but maybe that’s just my prejudices at work. Anyway.

Various answers to this Mass attendance question have been offered over the decades, a la: if you’re there for the first reading, or arrive by the Gospel…

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Catequese Espiritualidade

Na presença dos anjos!

Nunca estamos sós. Deus colocou ao nosso lado anjos da guarda, a fim de guiar-nos, proteger-nos e, principalmente, conduzir-nos à vida eterna. Nesta vídeo, aprenda o que a doutrina católica ensina sobre os anjos de Deus e o que fazer para viver constantemente em sua presença.

Os anjos da guarda não foram colocados ao nosso lado apenas para proteger-nos de acidentes ou desastres físicos. A sua missão na Terra é muito maior do que comumente se imagina. O que a Igreja ensina a respeito dessas criaturas? Elas realmente existem? Como se comportam em relação à vontade de Deus e em relação a nós?

Já se sabe qual a missão dos santos anjos da guarda: conduzir-nos ao Céu e à salvação eterna. Mas, como nos relacionarmos concretamente com eles, no dia a dia?

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Catequese

Qual foi o pecado de Satanás (e dos outros demônios)?

Quando se trata de falar sobre o pecado de Satanás e dos outros anjos caídos nós sempre ouvimos muitas hipóteses que, devido à falta de argumentação nas suas apresentações, podem até mesmo ser classificadas de “lendas católicas”. Já me falaram que o pecado dos demônios era o de terem apoiado seu líder no intento de tomar o lugar de Deus ou de terem se revoltado após saberem que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnaria numa criatura inferior, o homem. Como resposta a isso tudo, apresento abaixo um texto recente do confrade Rui num debate na  comunidade do Orkut onde ele põe os “pingos nos is” em torno deste tema:

quoteNão houve uma guerra no céu à semelhança das guerras na terra. Isso é uma metáfora. Há coisas que, meditando sobre a natureza puramente espiritual dos anjos, notamos de cara serem impossíveis. Por exemplo, Satanás não desejou o lugar de Deus. Sto. Tomás deixa claro que uma inteligência como a dele jamais desejaria isso, pois, como Thiago explicou muito bem, o anjo mira a essência e não os acidentes. Ora, a superioridade de um anjo sobre outro, e de Deus sobre todos, é essencial e nunca acidental, como é a superioridade de um homem sobre outro. Ascender à posição de outro anjo é, na realidade, deixar de ser este anjo e passar a ser aquele anjo. O homem, por sua vez, deseja ascender a uma posição superior enquanto às suas condições acidentais sem que se destrua o sujeito, e assim também imagina o anjo e Deus como compartilhando das mesmas condições acidentais. Mas isso é um engano da imaginação. Deus e o anjo são essencialmente diferentes, de sorte que, se o anjo desejasse ser outra coisa que não aquilo que é, na realidade, estaria desejando a sua própria aniquilação.

Assim, o pecado de Satanás não pode ter sido querer ser semelhante a Deus em essência, e sim semelhante a Deus naquilo que não estava apto para ser. E, nesse caso, sugere Santo Tomás, ele quis o bem da sua natureza como fim último de sua bem-aventurança, ou, se desejou a bem-aventurança sobrenatural (o que concorda com Sto. Anselmo, que diz que desejou aquilo a que teria chegado se houvesse perseverado), quis alcançá-la pela capacidade de sua natureza, e não pela graça, conforme a disposição divina.

Os demais anjos devem ter tido o mesmo pecado, contudo, como Satanás era o maior deles, ficou sendo-lhes o chefe, o superior no pecado, como também é o superior dos homem que pecam. Mais do que isso, em razão dessa sua superioridade natural, exerceu influência sobre o pecado dos outros anjos, e, se alguém peca sugestionado por outro, como castigo, fica sobre seu domínio, como está em II Pd II,19, “Pois o homem é feito escravo daquele que o venceu”. A que pese a sua soberba, os anjos maus aceitaram essa subordinação a Satanás, pois, com ela, almejavam conseguir a bem-aventurança com suas próprias forças, e, sobretudo, porque, na ordem natural, que foi a razão do seu pecado, estavam já submetidos ao anjo supremo.

Outra coisa: esse pecado de Satanás e dos anjos deu-se como primeiro ato voluntário após a sua criação, sem mediação de tempo entre o primeiro instante de sua criação e o seu pecado. Dado que foi criado bom e de posse da graça santificante, teria merecido o céu com um único ato meritório, como os anjos bons, e se condenado também por único ato de pecado, como Sto. Tomás explica em S. Th., I, q.62, a.5 e q.63, a.5 e 6. Os anjos não precisam de tempo para eleger, exortar ou consentir, logo, os anjos maus também pecaram imediatamente, sugestionados pelo pecado de Satanás, fazendo-o seus próprios os desígnios daquele.

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Apostila de Crisma

Apostila de Crisma do confrade Karlos Guedes.

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A Revelação e as fontes da fé

1 – O homem é capaz de Deus

“Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar.” (Romanos I, 20)

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem para si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar…” (Catecismo da Igreja Católica – 27).

“Deve-se dizer que está impresso naturalmente em nós algum conhecimento geral e confuso da existência de Deus, isto é, Deus como felicidade do homem, pois o homem deseja naturalmente a felicidade” (Santo Tomás de Aquino – Suma Teológica).

1.1 – A lei natural e o ser humano

A experiência cotidiana permite ao indivíduo intuir que não é ele o começo do mundo nem a medida de todas as coisas, pelo contrário, fá-lo perceber que por todos os lados encontra-se debaixo de leis físicas, de leis biológicas e de leis sociais.

Ao emergir na existência, cada ser está fadado a realizar uma finalidade específica, finalidade insculpida na sua própria essência por Aquele que criou todas as essências. Não é por acaso que o Sol centraliza todo um sistema planetário e ninguém duvida que o caos sobreviria a todo esse sistema, fazendo desaparecer a vida, se ele, fugindo à finalidade citada, deixasse de expandir energia, luz, calor para a Terra.

É lógico, portanto, admitir a existência de uma ordem (lei) no Universo, e, dentro dela, a ordem (lei) específica de cada ser.

Inserido nesse quadro, o ser humano também se direciona para a busca da perfeição de sua própria natureza, isto é, para cumprir com a finalidade que está inscrita na sua essência. Diversamente, porém, do que ocorre com o Sol, os vegetais e outros seres, que possuem seu processo de existir predeterminado, de modo fatal e incondicionado, o homem tem o curso do seu existir e sua finalidade ordenados não de um modo irresistível, irrecorrível e predeterminado, mas condicionado ao exercício do livre-arbítrio. Isso equivale a dizer que para nós a lei natural impõe-se como uma forma de exigência do dever (como algo que se deve fazer, como algo que é melhor que seja feito) e não como um fato de que não se pode fugir. O Sol não pode subtrair-se à lei natural, fatalmente ele ilumina, aquece e preside o sistema planetário do qual é o centro; nós, por outro lado, existindo também debaixo de uma ordem que nos impele ao um fim, temos a possibilidade de subtrair-nos aos preceitos dela.

1.1.2 – O fim último do homem

Por uma imposição metafísica, o ser humano carrega em todos os seus instintos uma atração para certos objetos e certos fins. É arrastado por uma sede insaciável de se realizar plenamente.

Subjetivamente considerado, o fim último que o homem persegue inconscientemente, em todos os seu movimentos voluntários, está na felicidade. “O princípio comum que domina todos os estudos e todas as discussões dos filósofos e teólogos” – lembra-nos Jolivet (Tratado de Filosofia – Tomo IV Moral, p. 55) – “é que a perfeição do homem, se acaso é possível, deve coincidir necessariamente com a felicidade perfeita.”

Objetivamente, porém, consistirá em que o fim último? Estará situado onde?

Se os homens aspiram todos a felicidade, ensina-nos a experiência também que nem todos procuram-na nos mesmos bens concretos e que essa felicidade não é constante ao longo da vida. O que na linguagem vulgar se costuma designar como felicidade nada mais é do que um conjunto de momentos fugazes e instáveis de bem-estar, de êxito ou de sucesso, não se podendo, pois, de forma alguma identificá-los com nosso fim último.

“Entre os diversos objetos que uns e outros procuram como beatificantes, não poderá haver mais do que um, o qual satisfaça plenamente e ordenadamente suas tendências naturais, que, em suma, seja sua verdadeira felicidade objetiva, e em face da qual as demais serão enganadoras e apenas isso. Impõe-se como uma exigência da razão determinar em que consistirá esse bem supremo, causa necessária e suficiente do estado subjetivo de felicidade, cuja possessão aperfeiçoa e satisfaz ao máximo e em relação com o qual se fará em concreto a distinção entre bem e mal” (Abbé Henri Collin, Manuel de Philosophie Thomiste, p. 199).

Na indagação sobre o fim último em termos objetivos, várias soluções foram cogitadas. Os estóicos situavam o bem supremo na virtude, a qual consistiria no homem se tornar insensível às afeições da alma. Os epicuristas situavam-no gozo dos prazeres, entendendo-se, como tais, tanto os prazeres sensíveis como os espirituais. Para Kant, o fim supremo consistiria no alcance da constituição política perfeita (na vontade se conformar com as leis). Para os utilitaristas (Benthan, Stuart Mill) seria obter a maior porcentagem de felicidade subjetiva para o maior número de pessoas possível. Aristóteles e Platão, por sua vez, consideravam como fim supremo a compreensão de Deus. Já para Santo Tomás e os filósofos católicos, o fim último e o bem supremo pelo qual toda criatura aspira é a posse e a contemplação de Deus.

Seguindo esse último grupo, em argumentação silogística, Mercier demonstrava assim a racionalidade da opinião de que Deus é o fim último do homem: “O objeto capaz de fazer o homem feliz deve satisfazer a todos os seus desejos, a possessão dele deve ser tranqüila e segura, e, finalmente, deve estar ao alcance de todos. Ora, nenhum bem criado constitui o objeto suficiente de nossa felicidade”. Já Santo Agostinho, em seus Solilóquios, dizia: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração, enquanto não repousar em Ti, estará sempre desassossegado” (Tratado Elemental de Filosofia, tomo II, Filosofia Moral, p. 258).

1.1.3 – O fim último do homem e a religião

Do impulso em direção ao fim último é que em todas as épocas e em todos os povos os homens buscam a Deus. Buscam-No para aprender Dele uma compreensão do mundo e de si próprios. Todo ser humano com honestidade intelectual reconhece a mão eficiente do Senhor na ordem diversificada da Criação. As obras são reflexo Daquele que as criou.

Nisso está a origem natural das várias tradições religiosas, desde as menos elaboradas até as mais difundidas nos nossos dias.

Todavia, a razão humana, após identificar a existência do Criador e algumas exigências éticas derivadas de tal conclusão, não consegue ir além, pois nas verdades que se referem a Deus e às relações entre Ele e os homens muitos conceitos transcendem completamente a ordem das coisas sensíveis, e, desse modo, faz-se necessária uma grande autodisciplina na reflexão sobre eles ou uma iluminação externa. No decorrer dos séculos isso ficou patente, pois mesmo grandes civilizações, como a grega e a romana, caíram em erros gravíssimos a respeito da religião. As mitologias ensinam-nos que não somente esses povos eram politeístas ou idólatras, mas que concebiam os deuses à sua imagem e semelhança, cheios de vícios e crimes, na intenção de encontrar um estímulo, ou uma desculpa, para os piores excessos. Até o culto servia de pretexto para a devassidão (bacanais, lupercais, saturnais, etc.).

Assim sendo, aprouve a Deus iluminar os seres humanos, seja para lhes manifestar verdades e deveres que não podem ser conhecidos pela razão, seja para explicitar verdades e deveres que são perceptíveis pela razão, mas a que, em geral, só se chega com dificuldade. Essa iluminação nos chamamos Revelação.

1.2 – A Revelação e as fontes da Fé

“Muitas vezes e de modos diversos, falou Deus outrora a nossos pais pelos profetas. Nos últimos dias nos falou pelo Filho…” (Hebreus I, 1-2).

1.2.1 – A Revelação

Ao iniciar um estudo da doutrina católica, é preciso, antes de tudo, saber de onde vem essa doutrina. Se nossa adesão ao catolicismo deve ser total, irrestrita e amorosa, é preciso que haja na própria Igreja as garantias necessárias para essa adesão tão definitiva. Em outras palavras, só poderemos dar nosso assentimento aos princípios católicos quando compreendermos que não se trata de conceitos inventados pelo homem, mas revelados por Deus.

Eis, então, a primeira noção importante a conhecer: a de Revelação.

Etimologicamente, revelar significa “tirar o véu que encobre um objeto e nos impede de o ver”.

Ao criar os homens em Adão e Eva, retomando um conceito já estudado, Deus formou a natureza humana com certas características particulares. Uma dessas características é o sentimento religioso, natural, horizontal, que nos leva a praticar, de algum modo, um culto ao Criador. Assim vemos, desde o início da história, sacrifícios oferecidos, como o de Caim e Abel, como o de Noé e de Abraão.

Se é verdade que o povo eleito se forma a partir de Abraão, segundo a promessa que Deus lhe fez, é com Moisés que se estabelece, por revelação divina, uma religião ensinada e exigida pelo Senhor a seu povo. Já não mais natural e horizontal, mas vertical, divina, vinda de Deus para nós e não apenas de nós para Deus. Esta Revelação vai dar ao culto um valor novo, um valor que não existia quando ele era movido apenas pelo sentimento natural de religião. A partir daí, o Criador vai exigir do seu povo a realização do culto como Ele determinou e vai condenar vigorosamente toda a idolatria.

Mais tarde, ao recusar o Messias e crucificá-lo, os judeus rompem com a Revelação, revoltam-se contra Deus e perdem o valor sobrenatural e divino de sua religião. É a Igreja, então, que recebe de Jesus a autoridade para levar a frente a religião revelada (Mateus XVI, 18-19).

1.2.2 – Revelação Pública

Deus falou – o que Ele diz só pode ser a verdade por excelência. Ele não pode errar e não pode nos enganar. O que o Senhor disse forma o conjunto objetivo das verdades reveladas. É chamada Revelação Pública aquela que foi entregue por Deus ao homens, dando-lhes autoridade para falar em seu nome, através de uma instituição fundada para este fim. Temos assim:

1) A Revelação Pública Particular: é o que está no Antigo Testamento, restringindo-se ao povo eleito.

2) A Revelação Pública Universal: é a que Jesus Cristo e os Apóstolos ensinaram, e pertence (obriga) a todos os homens.

O ato da Revelação termina com a morte do último Apóstolo (São João). Aos Apóstolos foi entregue, por Nosso Senhor Jesus Cristo, o Depósito Sagrado, para que eles, com sua autoridade divina, pregassem a todo os povos até os confins da Terra. São diversas as passagens do Evangelho em que Jesus manifesta essa autoridade da Igreja, mas fiquemos com essa: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo, o que porém não crer, será condenado” (Marcos XVI, 15-16).

Cabe, então, à Igreja Católica o papel de guardar, pregar e explicar a verdade revelada. A Igreja não pode inovar, não pode acrescentar nada, só pode desenvolver explicações. E este trabalho se faz mediante declarações autorizadas. É a isso que se dá o nome de dogma. Dogma é uma explicitação de algo que está implícito na Revelação. O Depósito Sagrado completa-se com a morte de São João, mas as explicações desenvolvidas a partir dele continuam, sob a autoridade da Igreja e com a assistência do Espírito Santo.

Assim, por exemplo, o dogma da transubstanciação. A Igreja, mediante a palavra revelada por Deus, chega a uma conclusão teológica que, por ser essencialmente unida à Revelação, é declarada como dogma de fé. Se fosse possível que a substância do pão não se transformasse na substância de Cristo, estaria negada a divindade da Revelação. A nossa adesão ao dogma é, então, a mesma adesão à Revelação. Seria um pecado grave contra a fé negar um dogma católico, pois estaríamos negando a própria palavra revelada pelo Senhor.

1.2.3 – Revelações privadas

Existem ainda as chamadas revelações privadas que são revelações divinas que ocorrem mesmo nos nossos dias, dirigidas à santificação de uma pessoa ou de uma pequena coletividade, e que, por isso mesmo, não são de adesão obrigatória (uma pessoa pode ser salva sem levar em conta qualquer revelação privada). As revelações privadas sempre estão subordinadas ao conteúdo da Revelação Pública como ensinado pela Igreja.

1.3 – As duas fontes da Revelação e o “tripé” da Fé

A Revelação Pública Universal tem como fonte uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é a Revelação. O que Jesus ensinou, os Apóstolos passaram a frente. Então, temos como fonte primária da Palavra de Deus o próprio Deus Encarnado e, como fonte secundária, o Magistério Apostólico.

O ensino dos Apóstolos, por sua vez, foi guardado em dois conjuntos que são explicados pelo Magistério Eclesiástico:

1) A Santa Tradição.

2) A Sagrada Escritura ou Bíblia.

Com isso, de maneira didática, podemos dizer que nossa Fé está galgada num tripé formado pela Tradição, pela Bíblia e pelo Magistério da Igreja.

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Catequese Teologia

Natureza humana e seus estados

Vejam, a natureza humana pode existir em seis estados:

1 – Estado de natureza pura: só se constitui das perfeições essenciais à natureza humana. Lutero, Baio e Jansênio negaram que fosse possível semelhante estado de natureza pura, mas a Igreja o afirma com certeza.

2 – Estado de natureza íntegra: além das perfeições essenciais à natureza humana, o homem possuiria dons preternaturais que o ajudariam a alcançar mais fácil e seguramente o seu fim natural. Tais dons preternaturais foram dados ao primeiro homem: a imortalidade corporal, a impassibilidade, a imunidade de concupiscência, etc.

3 – Estado de natureza elevada: além dos dons preternaturais, possui-se também o dom sobrenatural da graça santificante. Nesse estado, Adão foi criado.

4 – Estado de natureza caída: estado que se seguiu a perda da graça santificante e dos dons preternaturais, como castigo pelo pecado.

5 – Estado de natureza reparada: estado do homem reparado pela graça redentora de Cristo, em que se possui a graça santificante, mas não os dons preternaturais.

6 – Estado de natureza glorificada: é o estado daqueles que alcançaram a visão beatífica, que é o fim sobrenatural do homem neste e nos últimos três estados descritos. Compreende a graça santificante em toda sua perfeição, e, após a ressurreição, também os dons preternaturais de integridade, em toda sua perfeição.

Estados meramente possíveis:

1 – Estado de natureza pura
2 – Estado de natureza íntegra

Estados reais (ou realmente criados):

3 – Estado de natureza elevada
4 – Estado de natureza caída
5 – Estado de natureza reparada
6 – Estado de natureza glorificada

Em todos os estados reais, dependentes da doação da graça santificante, o fim sobrenatural do homem é a visão beatífica.

O homem, após a queda, encontrava-se no estado de natureza caída; após o batismo, encontra-se em estado de natureza reparada, ou seja, possui a graça santificante, que o torna semelhante a Deus, filho adotivo de Deus, capaz de vê-lo quando esta graça for transformada em glória.

– Rui Ribeiro Machado