O que está por trás do protestantismo?

Este vídeo nos apresenta uma conferência de Frei Tiago de São José a respeito da Páscoa Cristã e suas consequências.

De fato, aqui, ele demonstra muito claramente que, a partir do momento da Ressurreição, Jesus Cristo constitui a sua Igreja, dando autoridade para os seus Apóstolos e instituindo os sacramentos que têm a sua eficácia no Sacrifício da Cruz. Continuar lendo

500 anos da excomunhão de Martinho Lutero

the-devil-eduard-schoenO Veritatis lembrou-me hoje que a 3 de janeiro de 1521 o Papa Leão X excomungava o heresiarca Martinho Lutero, a quem o poeta português Garcia de Resende dedicou estes justíssimos versos (in «Miscelânea», 1554 – póstumo):

Com heresias e manha
Vimos o falso Lutero
Converter em Alemanha
Tanta gente, que é façanha
Na maior força do império:
Contra nossa fé pregando,
E do Papa blasfemando,
Dos Bispos, dos Cardeais,
Venceu batalhas campais
A grande gente do seu bando.

Com sua língua maligna,
E preceitos desonestos,
Semeia sua doutrina
Cheia de luxúria indigna
E vergonhosos incestos:
O que mais deve doer,
É que vemos estender
Este veneno a mais terras
E com pestíferas guerras
Tarda remédio poer.

E a quem o Papa eleito considera um “reformador, que tinha boas intenções”…

Cristianização das festas pagãs

Essa sequência no Twitter nos mostra que a chamada cristianização das festas pagãs foi algo bem mais complexo do que se pensa:

Without getting into the ins and outs of the ‘Is Christmas pagan?’ debate, it’s worth dealing with some faulty assumptions people often make about the ‘Christianisation’ of pre-Christian traditions (buckle up for the thread…)

First of all, language people use in this area can be quite emotive, e.g. talk of Christians ‘usurping’ or ‘sanitising’ a pre-existing pagan festival. There’s a tendency to ascribe a collective agency that never existed to ‘the Church’ or ‘Christians’ when it comes to Midwinter

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Perguntinhas do ateu

Texto do confrade Rui publicado originalmente no Facebook:

– Se Deus é onisciente, e sabe o que eu farei amanhã infalivelmente, como eu posso ser livre?

O livre arbítrio é um modo de ação que nos distingue de outros entes causais, todavia não se aplica na relação entre a criatura (o homem) e Deus, pelo menos, não da parte da criatura. Em outras palavras, somos livres, em comparação com a pedra que cai por necessidade, ou ao animal que age por instinto, mas não somos livres em relação a Deus e Sua causalidade.

– Se Deus é bom, por que permite o mal no mundo?

Deus permite o mal no mundo, porque alguns bens decorrem justamente da existência do mal. O que seria da coragem dos mártires se não fosse a maldade de seus perseguidores? E, como Ele é soberano, Ele pode escolher este bem (a coragem dos mártires diante de seu martírio) a este bem (a morte tranquila dos mesmos em sua cama). O fato de Deus ser bom não implica que Ele não possa impor limites ao bem de que deseja dotar o mundo, ou escolher entre um bem e outro.

– Se Deus é onipotente, por que Ele não pode fazer uma pedra que Ele mesmo não possa levantar?

Deus é infinito e imutável por necessidade. A sua onipotência não diz respeito, portanto, à Sua natureza, mas ao mundo, e respeitando as leis do ser, que se fundam n’Ele mesmo, pois é o Ser por essência. Logo, o que Deus pode é em relação a nós, seres contingentes, que temos o ser por participação, e não em relação a Ele. Deus é infinito e infinitamente feliz sendo o que é, e, no infinito, não há lugar para mudança.