Farra da bolsa-ditadura

Nota

Segundo li na coluna de Cláudio Humberto, a Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça, pagou entre 2002 e 2017 indenizações de R$ 14 bilhões a supostas vítimas do regime militar. Até julho, último balanço disponível, o ataque ao Erário beneficiou 39.230 “perseguidos”. Na comissão, com forte presença de petistas, a onda agora é dar “bolsa-ditadura” a quem participou de greve antes da Constituição de 1988 e que, depois de sua promulgação, perdeu o emprego por qualquer motivo. É só alegar “perseguição”. Só na semana passada foram mais de trezentos processos de “perseguidos” em duas turmas da Comissão de Anistia. Perseguido de verdade, o audoso Millôr Fernandes não perdoou: “Então eles não estavam fazendo uma rebelião, mas um investimento”. Militante do PCdoB ganhou uma bolada por “traumas” decorrentes da Guerrilha do Araguaia, que acabou 4 anos antes de seu nascimento. A farra reduziu no governo Michel Temer, após o ministro Torquato Jardim (Justiça) determinar cuidado redobredo com o dinheiro público.

Democracia e Tirania

– Vamos lá! De que maneira, meu caro companheiro, se origina a tirania? Pois é quase evidente que provém de uma alteração da democracia.

– É evidente.

– Acaso não é mais ou menos do mesmo modo que a democracia se forma a partir da oligarquia, que a tirania surge da democracia?

– Como?

– O bem que propunham, e pelo qual se estabelecia a oligarquia, era a riqueza. Ou não?

– Era.

– Ora foi a cobiça da riqueza e a negligência do resto, para conseguir dinheiro, que a deitou a perder.

– É verdade.

– Porventura não é a ambição daquilo que a democracia assinala como o bem supremo a causa da sua dissolução?

– Quem bem é esse que dizes?

– A liberdade. É o que ouvirás proclamar num Estado democrático como sendo a coisa mais bela que possui, e que, por isso, quem é livre de nascimento só nesse deve morar. Continuar lendo

O que é democracia

Miguel Ayuso Torres, jurista católico espanhol (carlista), comenta sobre os elementos perigosos e ocultos que estão por trás da democracia moderna ao fazer uma esquecida diferenciação entre a democracia como forma de governo e como fundamento do governo. Tradução do Conde.