O politicamente correto faz uma nova vítima: o Bacamarte

Nota

Lendo hoje um artigo de José Teles no Jornal do Commercio de Recife sobre o relançamento de dois clássicos da história local (Arruar – História pitoresca do Recife antigo e Bacamarte, Pólvora e Povo), fiquei sabendo que um dos maiores mestres bacarmarteiros vivos. Lenilson Ferreira da Silva, chegou a ser preso em 2009, sobre a alegação de ser “fabricante de arma de fogo”. Esse é mais um exemplo de como o tal Estatuto de Desarmamento perfaz uma norma  estranha à realidade e ao ethos nacional, configurando mais um exemplo fadado ao fracasso da ideia de que a “redenção” virá pelo Estado. Para certos agentes da polícia o velho bacamarte da Guerra do Paraguai, que só recebe pólvora hoje em dia, deve ter o mesmo poder de fogo de um AR-15:

Explicando o caos na Síria

Mais uma vez, o Conde conseguiu falar exatamente o que eu penso sobre um determinado assunto: a guerra civil na Síria. A crítica que ele faz aos neoconservadores (no sentido político, não no eclesiológico), olavetes incluídas, é mais do que justa, pois esses esquerdistas convertidos transformaram a democracia e o livre-mercado num fim em si mesmo, esquecendo todas as lições de realismo político que marcaram a tradição clássica e a doutrina social da Igreja.

A melancolia do justo

Já fazem onze dias desde que a prisão do ex-presidente Lula foi decretada, e, após todo o teatro político que se seguiu, creio que agora é possível refletir com um pouco mais de circunspecção sobre o significado de tudo que ocorreu.

Particularmente, me considero desde sempre um conservador, e nunca vi com simpatia o governo do petista (que foi uma continuidade, em muitos sentidos, do anterior), mas, por outro lado, seja em família, seja nos círculos de amizade, estudo e trabalho, tive de conviver com quem pensava o oposto. Por estar meio afastado da cacofonia das “redes sociais”, das quais só ouço o eco, não entrei nas várias bolhas criadas desde os protestos de 2013. Isso é bom. Eu não sou a medida da realidade.

Assim, tenho a liberdade de dizer que não há motivo para comemorar a necessidade de se prender qualquer ser humano. Mas, quando a necessidade existe, é preciso que a Justiça funcione. Não se trata de ser contra ou a favor de Lula, trata-se de elogiar a lei, sob a qual todos devem viver num estado democrático de direito. Fora disso só há desordem e injustiça. Erra quem festeja a tragédia do ex-presidente, porque é a tragédia da esperança que ele representou. Erra também quem acredita que ele esteja acima da lei. Não está.

É preciso registrar que um ciclo teve seu ápice no dia 8. Quando Lula, que saiu do poder com mais de 80% de aprovação, foi encarcerado na sede da polícia federal em Curitiba, tivemos o fim do primeiro ciclo político de combate à corrupção. O topo do outro ciclo, o empresarial, veio com a prisão de Marcelo Odebrecht. O “Príncipe”, como era chamado, ficou preso por dois anos.

O recado dessas prisões é o de que a lei é senhora de todos. Independente de poder político ou financeiro.

Em 2019, a depender do resultado que sairá das urnas, um novo ciclo pode se iniciar, pois os que tem foro privilegiado e escaparam da Justiça podem ficar sem mandato e ter o mesmo destino do ex-presidente.

Isso não pode

Essa foto, de militares do exército da Síria rezando e glorificando Nosso Senhor Jesus Cristo, não será mostrada pela mídia por ser contrária às políticas cegas e aos interesses econômicos dos países do pós-Ocidente:

Politicamente correto na cinofilia: sinal de uma praga totalitária

A doença do intelecto chamada “politicamente correto” se espalhou pouco a pouco por quase todos os aspectos da vida nacional. De modo mais brando, ela transforma as pessoas num bando de chatos, que se censuram e censuram os outros o tempo todo; contudo, no fim das contas, o que se concretiza perigosamente no “politicamente correto” é um feixe de ideias esquerdistas com aparência de relativistas mas que, na sua contradição interna, são totalitárias.

Geralmente, quem tem minha visão de mundo fica incomodado com o que esse mal causa nos campos político ou social, mas, vez ou outra, segundo as preferências pessoais, ele é notado em outras coisas. Assim, como dono de cachorros de guarda, anos atrás, numa comunidade dedicada a raças brasileiras no saudoso Orkut, chamou minha atenção uma resposta de Pedro Ribeiro Dantas, grande cinófilo brasileiro, criador da raça dogue brasileiro (também conhecida como bull boxer), que foi a seguinte: Continuar lendo