Nova cruzada na Polônia

Reportagem do canal americano ABC sobre a maneira como o cenário político na Polônia está sendo alterado a partir da militância de católicos conservadores e nacionalistas. Obviamente, a intenção da matéria era associar esse movimento a grupos fascistas, sem dar destaque às necessárias diferenciações, mas o resultado, pelo menos para mim, acabou sendo inspirador. Vemos homens da Igreja, na base e nos altos cargos, comprometidos com a Fé, com a herança de seus antepassados e com o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Será que os brasileiros não podem aprender com eles?

Quando o nível e os valores eram outros: Plínio Salgado – Arquivo Sonoro da Câmara dos Deputados (1961)

1) Evento: Câmara dos Deputados – Sessão Ordinária; Data: 24/08/1961; Orador: Plínio Salgado; Qualificação: Deputado Federal; Anotação: Aparte.

2) Evento: Câmara dos Deputados – Sessão Ordinária; Data: 25/08/1961; Orador: Plínio Salgado; Qualificação: Deputado Federal; Anotação: Encaminhamento de Votação.

3) Evento: Congresso Nacional – Sessão Extraordinária; Data: 28/08/1961; Orador: Plínio Salgado; Qualificação: Deputado Federal.

4) Evento: Congresso Nacional – Sessão Extraordinária; Data: 30/08/1961; Orador: Plínio Salgado; Qualificação: Deputado Federal. Continuar lendo

Rememorando o genocídio armênio

Entre as várias efemérides que essa quarentena tem trazido à minha mente (como a de meu bisavô ter vivido algo semelhante, em 1918, com a gripe espanhola), hoje veio a do genocídio armênio, o primeiro genocídio do sangrento século XX. Embora não seja tão lembrado quanto o dos judeus, esse massacre provocou a morte de 1,5 milhão de pessoas e foi motivado pelo ódio religioso e pelo romantismo nacionalista (que difere do patriotismo, uma virtude).

De fato, 105 anos atrás os impérios multinacionais, que marcaram boa parte da história humana, já eram vistos como relíquias e relíquias que punham em risco o futuro da nação dominante. Não é de admirar que a I Guerra tenha varrido o Império Otomano, o Austro-húngaro e o Russo. No caso do primeiro, o impulso nacionalista se misturou com a agressividade característica do maometanismo e promoveu a perseguição aos cristãos armênios (a Turquia moderna, nascida nesse caldo, nega o genocídio até hoje).

No intuito de não deixar a data passar, preparei a seguinte galeria:

“O homem precede o Estado” (Papa Leão XIII): Um Estado que destrói o trabalho está destruindo o primeiro instinto do homem: a auto-preservação.

O post original foi publicado no Rorate Coeli

Em tempos nos quais os governos estão destruindo violentamente os empregos de um modo nunca visto na história da humanidade (com as melhores das intenções, como sempre…) é urgente relembrar as lições do Papa Leão XIII sobre a absoluta necessidade do trabalho para a preservação da vida humana – e o dever do Estado de não impedir que o homem persiga “o direito de prover a subsistência do próprio corpo”.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação.
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