A Revolução alastrou…

“Revolução alastrou. A Democracia estendeu raízes, deitou ramos, deitou folhas, deitou flor, deitou fruto. Expressão do Mal, Ordem contrária à Ordem Divina, destruiu altares, abateu tronos; democratizou os Reis; transformou-os em chancelas inertes, primeiro passo para correr com eles; e empurrou Deus para os esconsos das nossas consciências, onde não chega a luz nem o ar, considerando sob o mesmo pé de igualdade, seitas heréticas, a perfídia judaica e a Igreja Católica!

E a onda vai galgando tudo, e desfazendo tudo, e desfazendo os mais fortes obstáculos. E perante o panorama demoníaco que o mundo nos oferece, em consequência do impulso tomado pela Revolução, não se quis ouvir a voz de Pio VI, de Pio VII, de Gregório XVI e de Pio IX, e ainda hoje se faz silêncio interessado sobre ela! E quando alguém, repetindo os augustos ensinamentos destes Papas proféticos, grita que a Realeza é o melhor de todos os governos, e que o Sufrágio Universal, alma e condição da República, é uma burla, e que a Igreja Católica não pode ser compatível com a República, filha da Soberania Popular, negação da origem divina do Poder, e campo de cultura da Liberdade de crenças, ou seja do mais nefando dos sacrilégios – saltam-lhe ao caminho os inquietos e os presentes, a acusá-lo de herege.

Pois bem. Posso admiravelmente ser herege, ao lado de Pio VI, Pio VII, Gregório XVI e Pio IX!”

Alfredo Pimenta in A Igreja e os Regimes Políticos, 1942 (via Veritatis).

O espectro da direita no Brasil

Desde que tomei consciência da “vida política” defendi posições consideras conservadoras, de direita ou algo do tipo, e no tempo, longo, em que isso era praticamente “clamar sozinho no deserto” (final dos anos 90 até 2013) muitas vezes tive de enfrentar uma série de agressões, incompreensões ou sabotagens por causa delas. Nos últimos cinco anos, contudo, com o movimento cultural que levou à ascensão da direita “olavista-bolsonárica” fico muitas vezes parecendo um esquerdista ao ter, por fidelidade a princípios civilizacionais, de me contrapor às sandices reacionárias mais variadas. Assim, tive a grata surpresa de descobrir hoje esse vídeo, em que Willian Waack, entrevistado por Pondé, tenta explicar o que está acontecendo (obviamente sou muito mais conservador que ele):

Mais uma loucura do “multiculturalismo”

Não é à toa que os eurocéticos tiveram uma vitória avassaladora na última eleição para o Parlamento Europeu no Reino Unido, vejam o que o exército desse país estava pregando nos quartéis:

É isso mesmo, nesse cartaz alguém que se defina como patriota dentro de um estabelecimento militar será suspeito de “extremismo de direita”. Eu até admitiria que certas formas de patriotismo (na  verdade, formas de nacionalismo) poderiam levantar tais suspeitas, mas o mero fato de se ter aprovado uma categorização tão genérica, e para um ambiente onde o  patriotismo deve ser pré-requisito, é um sinal do tipo de decadência cultural que se não for revertida levará ao fim de uma civilização.

É uma postura bem diferente da que criou músicas como essa: