Nova cruzada na Polônia

Reportagem do canal americano ABC sobre a maneira como o cenário político na Polônia está sendo alterado a partir da militância de católicos conservadores e nacionalistas. Obviamente, a intenção da matéria era associar esse movimento a grupos fascistas, sem dar destaque às necessárias diferenciações, mas o resultado, pelo menos para mim, acabou sendo inspirador. Vemos homens da Igreja, na base e nos altos cargos, comprometidos com a Fé, com a herança de seus antepassados e com o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Será que os brasileiros não podem aprender com eles?

Como a liturgia romana tradicional contribui para a integração étnica

Tradução e adaptação de um artigo do Dr. Peter Kwasniewski:

Pax numa Missa Pontifical solene: a fonte de nossa paz

A última semana e meia foi marcada pela agitação que a morte, sem dúvida revoltante, de George Floyd provocou. Essa agitação, compreensível em si mesma, infelizmente levou a muitos atos criminosos ou simplesmente ridículos, quase sempre guiados por aproveitadores ou marxistas culturais que se profissionalizaram na “arte” da depredação. Tudo ainda se tornou mais estranho quando a agitação extrapolou as fronteiras estadunidenses, levando, por exemplo, um bando de ingleses criados tomando todinho a vandalizarem uma estátua de Churchill (a geração todinho jamais terá o senso de sacrifício dele ao enfrentar os nazistas – e com isso não quero fazer de Churchill um santo!), ou a extrema-imprensa e a classe média a esquecerem o “fique em casa”. Em toda essa agitação, que é uma agitação nas almas, a Igreja parece não ter dado nenhuma luz; por que?

Tentando responder a isso, li a seguinte observação: “como os Estados Unidos nunca foram um país católico, historicamente lhe faltou os meios que as nações católicas tiveram para unir as diferentes raças”, e ela  me fez pensar sobre os recursos litúrgicos para a unidade que a Igreja possuiu historicamente e que a hierarquia pós-conciliar disperdiçou graças a um movimento equivocado de modernização pelo menor denominador comum e pela inculturação caricata. Continuar lendo

“O homem precede o Estado” (Papa Leão XIII): Um Estado que destrói o trabalho está destruindo o primeiro instinto do homem: a auto-preservação.

O post original foi publicado no Rorate Coeli

Em tempos nos quais os governos estão destruindo violentamente os empregos de um modo nunca visto na história da humanidade (com as melhores das intenções, como sempre…) é urgente relembrar as lições do Papa Leão XIII sobre a absoluta necessidade do trabalho para a preservação da vida humana – e o dever do Estado de não impedir que o homem persiga “o direito de prover a subsistência do próprio corpo”.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação.
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