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Te Deum – Pierre Cocherau

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Coragem “nobre deputado”!

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Filosofia

Arte e Prudência em João de Santo Tomás

Breve estudo sobre o maior filósofo português que já pisou o pó deste mundo: João Poinsot, também conhecido como João de Santo Tomás!

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Política Sociedade

A invasão dos bárbaros

Uma das mais acentuadas características do barbarismo vertical consiste em apresentar a força como superior ao direito. (…) As multidões desenfreadas nas ruas, que são o caminho para as grandes brutalidades e injustiças, manifestação do primitivismo, mais um exemplo da horda, movidas por paixões, sobretudo o medo, aguçadas pelos exploradores eternos de suas fraquezas, pelos demagogos mais sórdidos, passaram a ser exemplo de superioridade humana. Tais espetáculos apresentam-se aos olhos de muitos como o mais alto estágio da grandeza humana. São elogiados como manifestações de ‘consciência social’, da vontade popular, etc. (…) Esses movimentos só têm servido para apoiar tiranos e desenvolver a brutalidade organizada (…).

– Mario Ferreira dos Santos / “A invasão vertical dos bárbaros” (1967)

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Política

Resultado provisório

Resultado provisório das manifestações:

1 – Corte em áreas como saúde e educação;
2 – Seis mortes e dezenas de feridos;
3 – Prejuízos financeiros enormes em várias regiões;
4 – Fortalecimento de alas políticas extremistas;
5 – Rejeição de uma PEC por puro emocionalismo e pressão;
6 – Enfraquecimento da imagem das forças de segurança.

Parabéns a todos que foram e vão às ruas: vocês estão mudando o Brasil para os nossos filhos!

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Guia para Shakespeare

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Política

Iran Non-Election Update: The Final Week

Ótimo esquema para se entender a eleição iraniana.

Avatar de Andrew SullivanThe Dish

Guardian-IranPresCand-Chart

With Friday’s “selection” fast approaching, Barbara Slavin points out that, “if Iranian elections are supposed to follow a script, [some] of the actors seem to have forgotten their lines.” In particular she notes how much sanctions-related criticism has been directed at Saeed Jalili, the country’s top nuclear negotiator and the candidate widely considered to be Khamenei’s first choice for the presidency:

[During the third debate, former foreign minister Ali Akbar] Velayati and former nuclear negotiator Hassan Rowhani both implied that they would have done far better that had they been in charge [of the nuclear negotiations with the West]. Rowhani, who negotiated with the Europeans from 2003-2005 when he held Jalili’s post, has repeatedly noted that during his tenure, Iran continued to make progress on its nuclear program without being referred to the Security Council and hit with heavy sanctions.

The sanctions have seriously impacted the Iranian economy — the…

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Apologética Personalidade

Perfil de Kierkegaard

Artigo do Professor Inácio Strider sobre Kierkegaard (Jornal do Commercio, Recife 22 de maio de 2013 – com modificações ortográficas):

KierkegaardKierkegaard: 200 anos

Segundo as más línguas, Sören Kierkegaard (1813-1855) era mais conhecido em Copenhague pelas roupas exóticas que por sua filosofia. Até as babás, quando queriam repreender uma criança por não se vestir bem, diziam que ele era um “Sören Kierkegaard”.

Kierkegaard nasceu em 5 de maio de 1813, ano da bancarrota da Dinamarca. Mesmo com dificuldades, Kierkegaard teve infância e juventude abastadas. Seu pai era um comerciante bem sucedido em Copenhague. A educação que recebeu, juntamente com a de seis irmãos, foi rigorosamente pietista, de acordo com uma tradição da igreja luterana.

Sendo o mais novo, teve aproximação especial com seu pai, que o induziu a se matricular no curso superior de teologia. Inicialmente Kierkegaard demonstrou interesse. Mas, em breve, relaxou, e era mais visto nos cafés do que na universidade. Esta vida boêmia, no entanto, o inquietava. Em determinado dia, como relata em seu diário, fez a seguinte consideração: “Fui o centro das atenções, todos riam das minhas piadas, mas, quando cheguei em casa, fiquei com vontade de me suicidar com um tiro na cabeça”.

Quando em 1838 seu pai faleceu, Kierkegaard prometeu-lhe terminar o curso de teologia. Pouco depois de terminá-lo (1840), noivou com Regine Olsen. Ao que tudo indica, não se julgou apto a assumir a responsabilidade de um matrimônio e, um ano depois, rompeu. O amor a Regine, no entanto, o atormentou durante toda a vida.

Em 1841 viajou a Berlim para se familiarizar com a filosofia de Hegel, falecido em 1831. Assistiu às preleções do filósofo Schelling. Decepcionou-se a tal ponto que, depois de cinco meses e meio, retornou à Dinamarca. Iniciou, então, a sua mais fecunda produção literária e filosófica. Em poucos anos, publicou mais de 20 livros. A obra que deixou chega a 70 volumes.

Seus escritos são transversais. Considerava-se um “escritor religioso”. No entanto, suas ideias influenciaram teólogos, filósofos, sociólogos, psicólogos, antropólogos, políticos e literatos. É considerado o pai da filosofia existencialista, tanto do existencialismo ateu quanto cristão. Seu grande mérito foi restituir ao indivíduo a responsabilidade por sua existência, contra o generalismo, universalismo e coletivismo do idealismo alemão. Sem dúvida, o pai do existencialismo merece homenagens em seu bicentenário!