“Weapons of Mass destruction”: por que eles destruíram a liturgia primeiro?

Nesse ótimo vídeo, o Pe. Gregory Pendergraft, da Fraternidade de São Pedro, profere uma palestra que foi parte da Conferência de Identidade Católica de 2018, nos EUA, explicando como o processo revolucionário usou a liturgia para minar a fé de milhões de católicos.

Ele começa com uma observação interessantíssima: a maioria dos leigos católicos foi exposta à Missa Nova apenas uma hora ou uma hora e meia por semana, enquanto os padres foram todos os dias e é, exatamente por isso, que o sacerdócio foi praticamente destruído no último meio século.

A partir do Vaticano II a guerra contra o sacerdócio se tornou mais profunda e pronunciada. A remoção da língua sagrada, a rejeição das ordens menores, a remoção das orações ao pé do altar, bem como das múltiplas referências ao sacrifício – tudo foi feito com o propósito de destruir o sacerdócio e transformar a Missa em algo muito parecido com o culto protestante de Thomas Cranmer.

O vídeo está em inglês sem legendas e deixei o título original no post porque o trocadilho presente nele só funciona desse modo.

Indulgências do Ofício Parvo

Tradução das páginas 210 a 212 do anexo da edição do Ofício Parvo da Baronius Press:

O Ofício Parvo de Nossa Senhora foi enriquecido com indulgências ao longo dos séculos. A Catholic Encyclopedia (1917) registra o seguinte:

O Papa Leão XIII garantiu (17 de novembro de 1887), àqueles que recitassem o Ofício Parvo de Nossa Senhora, uma indulgência diária de sete anos e 40 dias, e uma indulgência plenária uma vez ao mês; àqueles que recitam apenas as Matinas e as Laudes, uma indulgência diária de 300 dias; e (8 de dezembro de 1897) àqueles que recitam apenas as Vésperas e as Completas, e por cada Hora, uma indulgência de 50 dias.

O costume de descrever as indulgências em termos de dias, meses e anos vem dos primórdios da Igreja, quando aqueles que tinham sido excluídos da comunhão eclesial por terem cometido pecados graves, realizavam longas penitências, muitas vezes de vários anos, antes de serem readmitidos (1). Sobre isso, temos o seguinte na já citada enciclopédia: Continuar lendo

Compre o Ofício Parvo

Depois de quase 60 anos sem novas edições, a Editora Triregnum, publica novamente o Ofício Parvo de Nossa Senhora. Como já esclareci aqui, essa forma de Liturgia das Horas é litúrgica, ou seja, é uma oração pública e, por isso, durante séculos sua recitação (ou canto) cumpriu a exigência das regras de terceiros franciscanos, dominicanos e carmelitas de recitarem o Ofício Divino, bem como a dos irmãos leigos dessas referidas ordens, e dos de muitas outras de apostolado ativo (em especial as hospitalares) e de pelo menos uma contemplativa. Continuar lendo

O novo Lecionário e o ritual do casamento católico

Texto de Peter Kwasniewski traduzido por Cláudio e revisado por Thiago:

Um dos tópicos mais disputados no Sínodo sobre o Casamento e a Família, naqueles felizes anos de 2014 e 2015, foi a possibilidade de admissão à Sagrada Comunhão dos que vivem no que é eufemisticamente chamada de “situação matrimonial irregular” – ou seja, objetivamente, numa situação de adultério. Essa disputa tomou seu lugar ao lado do confronto longo entre os hierarcas da Igreja sobre se a lei canônica deveria realmente ser seguida quando afirma que os pecadores notoriamente públicos – por exemplo, os políticos que dizem ser católicos, mas aprovam o aborto, ou que uniões homoafetivas sejam chamadas de “casamento” – deveriam ter negada a Sagrada Comunhão.

Para mim, o mais impressionante é que nós estamos tendo uma conversa sobre matérias que foram decididas no início do cristianismo, como pode ser visto no Novo Testamento ou nos Padres da Igreja. Surge então a questão: estão simplesmente os católicos inconscientes dos ensinamentos do Evangelho, de São Paulo, e de outros livros das Escrituras no que concerne aos graves males da imoralidade sexual, incluindo a fornicação, o adultério e a sodomia? Estão os católicos inconscientes do solene ensinamento de São Paulo contra a indigna Comunhão Eucarística, que é um pecado mortal e que trará a condenação eterna se não houver o arrependimento? Nas pregações e liturgias, os católicos não são regularmente expostos à luminosidade do ensinamento das Escrituras sobre a bondade, santidade, permanência, fecundidade e hierarquia interna do casamento cristão? Continuar lendo