Quando deve ser recitado o segundo Confiteor na Missa

Certa vez tive uma discussão com o confrade Karlos sobre as vestimentas dos acólitos no rito romano tradicional e, pesquisando para fazer um texto sobre esse assunto, encontrei uma resposta interessante num exemplar da Revista Eclesiástica Brasileira de setembro de 1951 sobre a recitação do segundo Confiteor dos fiéis na Missa. É bom notar que alguns anos atrás essa oração foi alvo de uma polêmica bizantina levantada por questionadores legalistas que achavam que pelo fato dele não estar previsto nas rubricas atuais da Missa no rito de São Gregório, não se deveria recitá-lo. Isso demonstra um desconhecimento de como a liturgia se desenvolveu ao longo do tempo, ou seja, da importância do reto costume no rito tradicional.

Bem, sem mais a acrescentar, transcrevo agora o texto da revista:

Em que preciso momento deve ser recitado o “Confiteor” para a comunhão “intra missam”? Razão desta consulta: Varia muito o momento de recitação do Confiteor, pelo acólito, intra missam. Ora quando o sacerdote acaba o “Domine, non sum dignus”; ora quando comunga sob a espécie de pão; ora quando acaba de sorver o Precioso Sangue; ora quando abre o sacrário, como se essa abertura fosse o sinal para o Confiteor e não o contrário…

O Cerimonial Romano-Seráfico dá a seguinte regra: “Si sacra Communio sit distribuenda, dum Celebrans sanctum Calicem sumit, Minister genuflectit ad gradum lateralem in cornu Epistolae ibique mediocriter inclinatus dicit Confiteor more solito et respondet Sacerdoti ad Misereatur”, etc. A muita variedade toma sua origem talvez do seguinte texto que descreve como o celebrante deve proceder quando a Comunhão é distribuída intra missam: “Intra missam sacra communiuo statim post communionem sacerdotis celebrantis distribui debet, quum orationes quae in missa post communionem  discuntur non solum ad sacerdotem, sed etiam ad alios communicandos spectent. Sacerdos igitur hausto diligentius pretiosissimo sanguine, antequam purificationem sumat, calicem palla cooperit. Tum, si particulae sint super corporale, praemissa genuflexione, eas in pyxidem, vel si paucae sint, super patenam ponit genuflexione iterat. Si vero particulae ab initio in pyxide immissae fuerint, tunc postquam calicem missae palla cooperuit, ante eum statuit pyxidem ac manu dextera detegit. In casu autem quo particulae e tabernaculo extrahendae sint, calice palla cooperto et aliquantulum ad latus evangelii seposito, ostiolum tabernaculi aperit, genuflectit, corporali superimponit ac ejus operculo inde amoto, iterum genuflectit. Facta deinceps a ministro Confessione, denuo genuflectit…” E aqui acrescenta uma nota: “Si vero minister ad aperitionem pyxidis Confessionem jam peregit, haec genuflexio omittitur”. As palavras “facta deinceps a ministro Confessione” ocasionaram talvez esta variedade dos modos. Mas a regra geral, que vale, é a acima indicada.

Frei Aleixo, O.F.M.

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