O crescimento da Igreja na Coreia do Sul, relatado no vídeo abaixo, para mim, demonstra que as raízes dos problemas eclesiais no Ocidente não podem ser explicados apenas como uma consequência do Vaticano II ou da “reforma litúrgica”:
Notem que as mulheres mantiveram o costume de usar o véu.
OBS:
1) Essa reportagem me lembrou uma religiosa, beneditina missionária, de origem coreana que conheci no começo do século. Foi a religiosa mais comprometida com sua vocação e com a evangelização com quem já topei; recordo dela tentando diferenciar o vos do vós nos textos em português da Liturgia das Horas e de sua presteza em ensinar música para seminaristas vindo dos sofrível sistema de ensino de nosso país. Se muitos coreanos forem como ela (e parece que é assim), temos um claro sinal de que a saga da Igreja nesta terra de exílio ainda tem muitos “episódios antes do fim”.
2) Recentemente li alguns textos sobre o ambiente religioso da Coreia no período anterior à II Guerra, em especial no que é hoje a Coreia do Norte. É interessante que do lado protestante se fala em algo semelhante ao que ocorreu nos EUA durante o nascimento do neopentecostalismo e do lado católico havia a face mais organizada a vibrante da Igreja. Ficaram dúvidas em minha alma: será que a implementação do comunismo nessa região não é uma obra feita de propósito para barrar a propagação do Evangelho? Será que o próprio governo da Coreia do Norte, ao perseguir os cristãos e ao incentivar o culto pagão a seus ditadores, não faz isso porque sabe que na alma do povo há uma tendência à conversão ao Evangelho que só precisa ser alimentada?