Categorias
Espiritualidade Liturgia

Taças de ouro cheias de perfume: são as orações dos Santos!

Texto do confrade Karlos:

todos os santosTodos os Santos de Deus, rogai por nós.

A Santa Igreja determinou que seus filhos celebrassem os Santos. Mas que Santos celebramos hoje? O grandioso exército dos santos anônimos, que não foram canonizados e muitas vezes desconhecemos.

Claro que existem aquelas pessoas em nossas vidas que temos certeza que gozam da visão de Deus, nosso Senhor, e, mesmo assim, não foram canonizados.

Ser Santo, neste sentido que a Igreja nos propõe, é gozar da visão de Deus. De fato há vários irmãos nossos que apenas Deus conhece a devoção (cf. Canon da Missa, oração Memento [dos vivos]) e o número, cuja vida agora é estar na presença da preclara majestade de Deus.

A Santa Igreja, pois, não vê como suficiente a honra feita aos canonizados, mas vê como necessária e útil a nós. A Esposa de Cristo impõe-nos que essa honra se dê a esses Santos pela Missa, pois quando exaltando seus méritos, exaltamos os dons divinos (cf. Prefácio dos Santos e Patronos).

Essa festa é-nos necessária porque nossa homenagem lhes serve de honra e, por outro lado, eles se dignam a interceder por nós a nosso Senhor (cf. Oração Suscipe, Sancta Trinitas – Ordo Missæ).

Essa festa ainda é-nos útil porque nos Santos temos o exemplo de conduta, a união na Comunhão dos Santos, a esperança de um dia, como eles, mesmo nos faltando aquela virtude em grau heroico, nos juntarmos a louvar o Senhor, como são Gabriel que «assiste diante de Deus» (Lc I,19) e recebermos a coroa da glória (cf. Prefácio dos Santos e Patronos).

Assim, tendo tão numerosos patronos, passemos com parcimônia pelas agruras do século.

Por fim, admiti, ó Santos de Deus, que nossos louvores se juntem aos vossos a fim de que o Senhor Se digne atender-nos. Amém.

Categorias
Espiritualidade

Requiem æternam

Texto do confrade Karlos Guedes:

finados 3Requiem æternam dona eis, Domine.

É assim que se inicia a Sagrada Liturgia do rito gregoriano. E é assim que gostaria de iniciar minhas postagens!

Depois que a Santa Igreja comemora todos os Santos de Deus, ou seja, a Igreja Triunfante, ela achou por bem agora comemorar a Igreja que padece. Mui feliz é a figura acima, que orna o folheto do próprio da Missa que preparamos aqui em Recife. Ela nos mostra as almas sedentas por Deus, nosso Senhor, e que, segundo as disposições próprias conseguem exaurir essa aridez na Santa Missa. Claro que toda a Santa Missa obriga a Deus a derramar suas graças de misericórdia (não apenas sobre os irmãos no purgatório, mas em todo o mundo), contudo neste dia de hoje, toda a Sagrada Liturgia eclesiástica se volta a esse fim.

Sim, Senhor, dai-lhes o descanso. Já se cansam em sofrer para espiar as penas temporais devido aos pecados. O Cânon da Missa nos diz como se dará esse alívio: «a todos os que em Cristo repousam, o lugar de refrigério, de luz e de paz, prestai indulgente, deprecamos. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém» (Oração Ipsis, Domine). Rezemos àqueles que repousaram no Cristo, pois os que, infelizmente, não o fizeram não podem receber a úbere misericórdia de nosso Deus.

Portanto, Senhor, prestai a essas almas, a esses nossos irmãos, o lugar de refrigério, luz e paz, que nada mais é que está a vosso lado, na glória celeste, fim a que todos almejamos!

Et lux perpetua luceat eis.