As Completas

Completas - imagemVou analisar as Completas do rito gregoriano (com base na tradução de um verbete da Enciclopédia Católica de 1967), falando de sua origem, temática e estrutura (gostaria de frisar a questão do rito, porque essa hora canônica pode ter, por exemplo, uma temática diferente a depender do rito em que se insira).

As Completas são a última oração do dia, fechando o ciclo litúrgico do Ofício Divino. Seu conteúdo indica que ela deve ser rezada pouco antes do recolhimento da noite. Como a Prima, as Completas se originaram em círculos monásticos. João Cassiano (+ 435) foi o primeiro a fazer alusão a elas. Ao descrever as práticas monásticas de seus dias, ele menciona que os monges orientais tinham o costume de nas noites de domingo se reunirem para cantar alguns Salmos no dormitório (De inst. cenob. 4.19; PL 49:79). A Regra de Aureliano de Arles (+ 585) dispõe que os monges devem recitar o Salmo XC e as Preces antes de se recolherem (PL 68:395, 405).

As Completas têm duas partes distintas: a primeira é um momento preliminar de leitura espiritual e confissão dos pecados, e a última as orações para dormir. Em relação à primeira parte, São Bento (+ 543) é a testemunha mais antiga dessa prática e ele prescrevia, não a pequena e invariável lição que foi instituída pela reforma de São Pio V (+ 1572), mas quatro ou cinco páginas das Colações de São Cassiano sobre a vida dos Padres (Regra, cap. 42). Essa parte também se desenvolveu do costume monástico de acusar publicamente as faltas do dia e receber a absolvição antes do canto dos Salmos (S. Fructuosi Regula monachorum 2; PL 87:1099). Tais costumes foram deixados por aqueles que não são monges desde, pelo menos, o século XIII. A segunda parte das Completas é fiel à estrutura básica das Horas: três Salmos, um hino, uma lição com responsório, o cântico de Simeão (Lucas II, 29), uma oração, e uma bênção final. São Bento (Regra, cap.18) prescreveu os mesmos Salmos  diarimente (IV, XC, CXXXIII: Salmos Dominicais do Ofício Romano), um hino, uma lição, um responsório, e a bênção.

Em síntese, essa Hora do Ofício é uma bela oração noturna que vê o sono como um ensaio diário para a morte, pois, tanto num caso quanto no outro, nos deparamos com a profunda confiança na proteção da presença de Cristo.

Os leitores podem passar a rezar essa Hora a partir desse trabalho feito pelo confrade Karlos:

Completas

Completas – livreto

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