Porque nem todas as Missas válidas são iguais

Finalmente uma explicação teológica razoável sobre o motivo de dois ritos da Missa não terem o mesmo valor.

Fratres in Unum.com

Por Robert J. Siscoe – The Remnant | Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com – Alguma vez você já se questionou sobre como responder àqueles que igualam a eficácia da Missa Tradicional e a do Novus Ordo, direcionando a discussão para o âmbito da validade de ambas? Tais pessoas afirmam que qualquer Missa válida é uma renovação do Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, cujo valor é infinito, e, então, concluem que, sendo a Missa válida, ela também é de valor infinito, e, portanto, sempre eficaz para aqueles que freqüentam. Eles podem até admitir que uma Missa celebrada escandalosamente terá um efeito negativo sobre a disposição subjetiva dos presentes, o que poderia, talvez, diminuir a quantidade de graça que recebem; mas insistirão (ou pelo menos implicarão) que nem os abusos litúrgicos, nem um indigno sacerdote, nem orações aguadas ou música profana, por si só, diminuirão a eficácia da…

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8 respostas em “Porque nem todas as Missas válidas são iguais

  1. Não precisava aceitar. =P

    É um bom texto, mas acaba “fugindo do assunto”: esse é o motivo pelo qual posso preferir assistir ao rito ambrosiano, ao dominicano, ao gregoriano latino ou a um dos ritos orientais. E apresenta um argumento de autoridade pelas metades: a tradição litúrgica não remonta a Trento há quatro séculos; mas a Roma, aos Santos Padres, é inalterável.

  2. Felipe Marques administrador do Blogue http://ieamleaoxiii.blogspot.com.br/2014/09/a-esquerda-cor-de-rosa.html

    Thiago Moraes, administrador do site apologetica.net, leu o nosso artigo sobre a Declaração NOSTRA AETATE do Concílio Vaticano II e disse que “não concorda com a nossa interpretação”. Ele sugeriu que fizemos uma leitura preconceituosa e nos recomendou em contrapartida, um estudo seu, que lemos e faremos alguns breves comentários

    Amigo Thiago, obrigado por acompanhar o nosso trabalho, aceitamos bem as criticas e ficamos contentes quando nos apontam erros que às vezes nos passam despercebidos.

    Sabei reconhecer nosso novo humanismo: nós também, nós, mais que quem quer que seja, nós temos o culto do homem “(Extratos do discurso de Paulo VI no encerramento do CVII) *

    “Os dogmas religiosos seriam mantidos, mas reconduzidos a um sentido experimental. Seria preciso eliminar do cristianismo tudo o que fosse mistério incompreensível. […]” *

    Não demos uma interpretação da NOSTRA AETATE e nem pretendíamos, apenas a inserimos dentro de um contexto: O da criação de uma religião ecumênica, que em ultima analise, tentando reduzir ao fundamento comum todas elas, por fim destruiria a todas. Assim fizemos com os outros documentos do CVII (no artigo que pode ser lido aqui: http://ieamleaoxiii.blogspot.com.br/2014/08/a-igreja-do-vaticano-ii-e-sua-membresia.html.

    Essa religião é o “culto do homem” como afirmou Paulo VI, o homem “que é capaz de Deus” como afirma o catecismo que você usa como referência.

    Acredito que você gostaria que NOSTRA AETATE não dissesse o que ela disse, e por isso faz um verdadeiro malabarismo mental para forçá-la a justificar-se e dizer o contrario.

    O esforço que você faz para isentar de heresia os documentos do CVII, como a NOSTRA AETATE e a DIGNITATIS HUMANAE (https://apologetica.net.br/2011/02/07/liberdade-religiosa/) e fazer uma espécie de hermenêutica da continuidade negando e se negando a enxergar o que nos parece obvio, a ruptura como magistério precedente, é inevitável em todos os documentos.

    Esse esforço (em parte nobre, eu reconheço pois você poderia fazer como os tradicionalistas: Gritar que o concílio é pastoral e que pode ser ignorado sem prejuízo e mesmo para não prejudicar a fé) me lembra o personagem do livro 1984 (GEORGE ORWELL) tentando acreditar que 2+2 podem ser 5.

    Essa disposição dos tradicionalistas para verificar heresias são frutos da linguagem ambígua dos textos do CVII que deram margem para interpretações heterodoxas (heréticas). Mas mesmo que fosse só esse o problema, já poderia o Concílio ser condenado:

    “[…] Contra tais insídias, apesar de tudo renovadas em toda época, não foi colocada obra melhor em ação do que aquela de expor as sentenças que sob o véu da ambiguidade envolvem uma perigosa discrepância de sentidos, assinalando o perverso significado sob o qual se acha o erro que a Doutrina Católica condena” (Pio VI, Bula Auctorem Fidei, 1794)

    É desse modo que o magistério precedente tratou e se referiu as outras religiões, elas não são, nem mais nem menos, boas e louváveis, isso é uma falsa opinião como nos ensina PIO XI (MORTALIUM ANIMOS) **

    “Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império” (3. Os Católicos não podem aprová-lo)
    E inda;

    “[…]”Amai-vos uns aos outros”, vetou inteiramente até mesmo manter relações com os que professavam de forma não íntegra e incorrupta a doutrina de Cristo: “Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem digais a ele uma saudação” (2 Jo 10)” (GRIFO NOSSO)

    E não como a NOSTRA AETATE, que admite que exista ou possa existir nelas bens espirituais:

    “Exorta, por isso, os seus filhos a que, com prudência e caridade, pelo diálogo e colaboração com os sequazes doutras religiões, dando testemunho da vida e fé cristãs, reconheçam, conservem e promovam os bens espirituais e morais e os valores sócio culturais que entre eles se encontram”

    Essa sua observação é curiosa:

    “Indo do hinduísmo e budismo ao islã e do islã ao judaísmo, o Concílio começa com o que é mais distante da verdadeira religião e termina com o que é mais próximo. Nesse contexto é que a Nostra Aetate deve ser analisada: é uma consideração sobre a crença islâmica justaposta ao hinduísmo e budismo. Ela apresenta um contraste: hindus e budistas não acreditam no Deus único e Criador, eles acreditam em muitos deuses ou em nenhum deus; os muçulmanos, por sua vez, acreditam num deus único criador do universo” (Thiago Moraes, retirado de apologética.net) ***

    Quanto mais parecida ou próxima da verdade, logicamente mais mentirosa. É a mentira mis bem trabalhada a mais perigosa porque mais facilmente engana e até os elementos de verdade dentro delas as tornam mais críveis.

    Acreditar que exista uma progressão com diferentes graus de verdade como se as religiões tivessem um “vislumbre parcial” e em diferentes níveis ou que o conjunto das religiões “formam uma espécie de escada” cujo degrau ultimo é o catolicismo, é heresia modernista, como condena São PIO X:****

    “Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, toda religião, não executada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.” (GRIFO NOSSO. O modernista crente, PASCENDI DOMINICI GREGIS; PIO X)

    Para terminar antes que essa réplica fique por demais longa,
    concordam conosco de maneira geral, ainda que com divergências em questões secundarias;

    A Associação MONTFORT:

    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=jeanguitton5&lang=bra
    http://www.montfort.org.br/os-illuminati-e-sua-influencia-na-historia/
    http://www.montfort.org.br/a-aproximacao-da-maconaria-e-do-comunismo-com-a-igreja-catolica-no-periodo-de-1917-a-1991-parte-ii/

    O padre Malachi Martin:

    “Hostage to the Devil” e “OS JESUÍTAS

    A Sociedade de Jesus e a Traição da Igreja Católica Romana”

    http://martinmalachi.blogspot.com.br/

    E até o filosofo modernista Olavo de Carvalho.

    Sobre a iniciativa da ONU para união das religiões coincide, Lee Pen “False Daw”, e ainda Sanahuja “Poder global e religião universal”.

    Contribua para a criação do IEAM LEÃO XIII, sua doação será revertida em aparelhos material de estudo e de divulgação, é muito importante para a divulgação da doutrina católica a colaboração de todos.

    Entre em contato e seja um parceiro dessa obra.
    *http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=jeanguitton5&lang=bra
    http://www.montfort.org.br/os-illuminati-e-sua-influencia-na-historia/

    http://www.montfort.org.br/a-aproximacao-da-maconaria-e-do-comunismo-com-a-igreja-catolica-no-periodo-de-1917-a-1991-parte-ii/

    ** http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos_po.html

    *** https://apologetica.net.br/2010/04/20/nostra-aetate/

    **** http://www.vatican.va/holy_father/pius_x/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_19070908_pascendi-dominici-gregis_po.html

  3. Meu caro, você não analisou o documento em si mesmo, como sugeri, apenas repetiu a crítica mais do que conhecida – até mesmo a de valor muito duvidoso, como é a da Montfort e a de Olavo de Carvalho – sobre ele. Qual o problema em ir à fonte e ter o trabalho numa leitura cuidadosa? Não vejo nenhum. Esse, aliás, é o único modo de fazer um comentário sério. Também não vejo de maneira positiva se pegar uma frase de Paulo VI para inseri-la na sua crítica à Nostra Aetate sem perceber, com isso, que ele podia não estar falando dela e que, mesmo que estivesse, a interpretação dele não seria a única possível.

    Assim sendo, se fiz algum “malabarismo” no caso do citado documento ou no da liberdade religiosa, seria interessante você mostrar, nos textos dos documentos, onde se encontra o erro, mostrar onde está a tal incompatibilidade com o Magistério de sempre. Obviamente, se deve ler tais escritos da maneira que lhes é própria, não ao modo de uma suma feita por escolásticos (ou seja, a leitura tem de ser sistemática).

    Para não dizer que não vi nada de instigante no texto, de fato a colocação sobre um suposto modernismo na consideração do escalonamento das religiões é interessante, mas não se sustenta. Não se sustenta pela própria citação que coloquei de um Papa escrevendo a um monarca islâmico, não se sustenta pela doutrina católica sobre a salvação no meio da ignorância invencível (que leva em conta a crença num Deus único, isto é, a considera diferente da crença em vários deuses), etc. O que São Pio X condenou foi dizer que a religião evolui e que, deste modo, teríamos escalonamentos que se desenvolveriam até se chegar no catolicismo; o caso aqui, contudo, é diferente, não é de evolução, mas de degradação.

    Em Jesus e Maria.

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