O divórcio e a prole

O primeiro efeito do divórcio é eliminar a prole… É uma conseqüência imanente ao dinamismo psicológico criado pela mentalidade divorcista. A criança, por sua natureza, pede uma casa com futuro garantido. Se à solidez dos lares definitivos se substitui a mobilidade temporária das tendas, tudo o que é estável e duradouro passa a ser um móvel deslocado, um traste inútil, uma travanca a empecer a liberdade dos movimentos. Que marido quer ser pai se amanhã a esposa que lhe devia ser companheira insubstituível na educação dos filhos, pode desertar a casa em busca de novas aventuras do coração? Que esposa, sobretudo, se decidirá a submeter os ombros aos deveres da maternidade, se amanhã pai de seus filhos a pode desamparar, sem apoio e sem recursos, com quatro ou cinco bebezinhos nos braços frágeis, lembranças ingratas de um amor falido, obstáculos penosos a tentativas de uma nova reconstrução de vida? Não: num lar em que o divórcio pode romper não há lugar para a criança.

A prole, que na ordem natural era o fim do matrimônio, no regime divorcista é sempre um risco, amanhã talvez um obstáculo, mais tarde um remorso.

– Pe. Leonel Franca S.J. (Permanência março-abril de 1975)

Palavras mais do que proféticas se vemos hoje as causas de cunho psicológico para o atual declínio demográfico brasileiro, que levará a população a encolher a partir de 2050.

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