Um texto do confrade Rui que perfaz um mini compêndio de apologética:
1) A existência de Deus é fato comprovado pela razão:
Não iremos demorar aqui demonstrando as provas da existência de Deus. Todas as coisas que compõem o mundo, consideradas em conjunto ou em separado, não possuem em si mesmas a razão suficiente de sua existência. Logo, a razão confirma a existência de um Criador.
2) Prova da necessidade de uma Revelação:
Uma vez que Deus criou o homem e todas as coisas, o homem deve ser grato a Deus pela sua existência e pela das outras coisas. Como ser inteligente, não lhe bastaria cumprir passivamente suas obrigações de lei natural, sem importar-se com o Criador. Mas como poderia expressar a sua gratidão pelo Criador, se não sabe como poderia ser grato a um Criador, que de nada tem falta? Não lhe bastaria a oração e a gratidão naturais, posto que a relação com o Criador deveria fundar-se na justiça, justiça essa da qual desconhece a medida. É necessário, portanto, que Deus encaminhe o homem, que lhe mostre o que deve fazer para ser grato. Dessa forma, é necessária uma Revelação.
3) Prova da realidade da Revelação:
Uma vez que se prove a necessidade da Revelação, prova-se, por tabela, a sua realidade, pois Deus, extremamente sábio, não é negligente, e dispôs todas as coisas de forma correta.
Já publiquei aqui no blog vários textos do professor de direito e confrade vicentino José Luiz Delgado que direta ou indiretamente tocam na vida eclesial ou em temas de espiritualidade, e, por isso, tenho o prazer de apresentar aos leitores o áudio de uma palestra que ele deu no último dia 10 na Faculdade de Direito do Recife (UFPE) tratando da Igreja na sua constituição essencial e na maneira como ela se concretiza no tempo presente:
Obviamente, divirjo do professor em vários pontos, pois ele é claramente um neoconservador e eu sou um tradicionalista, mas a fidelidade sincera do palestrante à Fé, que faz jus à herança espiritual de seu pai, não pode deixar de ser admirada por todos os católicos.
Vou postar um sermão (em inglês, de 8 de março) do Bispo Daniel Little Dolan, um conhecido líder sedevacantista, que analisa de modo claro e com base na doutrina católica, na história e no bom senso a religião islâmica, os malucos do EI e a única maneira de livrá-los do erro em que vivem:
Resumo do pensamento de D. Dolan:
Ouvir constantemente a mídia (a mesma que faz brincadeiras com todos os valores cristãos e diz que o islã é uma religião da paz) é um erro, pois ela nos conduz ao pânico com o intuito de incentivar mais uma guerra que já começará derrotada na medida em que se pretende combater o fanatismo dos maometanos com os falsos valores do pós-ocidente. Um demônio não tem força para combater outro demônio!
O EI, quer que nós os cruzados, os soldados da cruz (que maneira gloriosa com a qual eles nos chamam!), nos rendamos após uma guerra apocalíptica na qual Deus intervirá. Para que isso ocorra e seu califa seja confirmado, ele se mostra com uma agressividade sem peias, na qual os próprios muçulmanos mais próximos do catolicismo (xiitas e alauítas) são também vítimas.
Isso já deveria mostrar que o islã, religião cujo nome significa submissão, é muito distante de nós. Embora se possa ver alguma semelhança entre Alá e Javé, na realidade o que temos é o resultado de uma mistura de paganismo com uma provável heresia (segundo Hilaire Belloc). Maomé, pagão exposto ao judaísmo talmúdico, estudou e observou o catolicismo e algumas heresias, e aí pegou um dos demônios cultuados em Meca e deu-lhe uma nova roupagem (seria o Baal dos cananeus, deus associado à lua? será que é por isso que o símbolo do islamismo é uma lua crescente?). Ele criou o primeiro movimento ecumênico, juntando várias religiões e simplificando-as (o novo culto não tem sacerdote, sacrifício, mistério, imagens, etc.) sob um viés carnal (é só pensar no paraíso dos muçulmanos) e com apenas cinco obrigações (se não contarmos “não beber” e “matar muita gente”). Nesse novo culto, onde a ligação com Deus é direta (como no protestantismo), ao lado da simplificação, temos a imposição pela violência e a formação de uma cultura como pontos importantes para sua propagação. Esse último item, diga-se de passagem, é quase incompreensível para o homem pós-ocidental, que divorciou a religião da vida pública.
Por isso mesmo, tal homem não pode vencer, como já disse, o mal representado pelo fanatismo islâmico, pois está combatendo sem tudo o que tem. Nós, que somos filhos de Deus pelo batismo, e não meros escravos, temos de usar também as armas espirituais, como fez São Francisco perante o sultão do Egito. E uma das armas providencias contra o perigo islâmico sempre foi Nossa Senhora (lembremos de Lepanto), que nos deu sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima uma maneira de chamar a atenção dos maometanos (Fátima era o nome da amada filha de Maomé) para o Evangelho sintetizado no Rosário.
“Que estejais sempre prontos para dar razão da vossa esperança diante daqueles que vos pedem contas” (1 Pd 3, 15). É para dar a todos os católicos a razão da sua esperança que o Padre Paulo Ricardo gravou este vídeo especial. Deus pode pedir que uma pessoa saia da Igreja Católica e vá para uma comunidade evangélica? Afinal, por que ser católico? Por que permanecer na Igreja, mesmo diante dos erros e pecados dos seus membros? O que distingue a fé católica das comunidades protestantes e a faz brilhante acima de todas elas? Descubra, nesta bela e simples reflexão, sete motivos para continuar na Igreja de Cristo, se você estiver nela, ou para voltar, se você estiver longe.
Ainda nos seus momentos finais, a comunidade do Orkut ainda recebe depoimentos como este, de Erick, que mostram o motivo de todo o trabalho que tive e por lá:
Fazia muito tempo que não entrava aqui.
Na verdade, só entrei por conta do e-mail do fim do Orkut. A primeira coisa que pensei foi: “E a comunidade de apologética”?
Eu nasci no protestantismo e se hoje sou católico, devo muito aos ensinos que aprendi e a muitas pessoas que foram pacientes nesse fórum.
Mesmo que minha sugestão possa ser boba, gostaria muito que existisse uma página no facebook da boa e velha “Apologética Católica”.
Aquele lugar esta precisando de um lugar como esse: Ambiente familiar e acolhedor.