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Catequese Espiritualidade

Como honrar o corpo de Cristo

Quereis de verdade honrar o corpo de Cristo? Não consintais que esteja nu. Depois que o tiverdes honrado aqui na igreja com vestidos de seda, não permitais que fora ele morra de frio e desnudez. Aquele que disse: “Isto é o meu corpo” confirmando com sua palavra o ato que realizou, disse também: “Tive fome e não me destes de comer” e: “Toda vez que não fizestes estas coisas a um destes meus irmãos pequeninos, não o fizestes a mim”. O corpo de Cristo que está no altar não necessita de mantos, mas de corações puros; ao passo que aquele que está fora, requer muito cuidado. Aprendamos, portanto, a meditar sobre um mistério tão grande e a honrar Cristo como Ele quer ser honrado… Que aproveita ao Cristo se o seu altar está coberto de ouro quando ele mesmo está morrendo de fome no pobre? Saciai primeiro aquele que tem fome e depois, se te resta ainda dinheiro, adorna também o teu altar. Se lhe ofereces um cálice de ouro e não lhe dás um copo de água fresca: que benefício terá disso? Procuras para o altar panos bordados a ouro, e não lhe ofereces a roupa de que necessita: o que ganha com isso?… Digo isso para não proibir de honrar Cristo com tais dons, mas para exortar-te a oferecer ajuda aos pobres junto com estes dons ou melhor dar primeiro a ajuda concreta e depois os dons simbólicos… Enquanto adornas a igreja, não desprezar o irmão que se encontra em necessidade: ele é, de fato, um templo muito mais precioso do que o outro.

São João Crisóstomo, Homilia sobre o Evangelho de Mateus, 5, 3-4

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Processões externas de Deus: a criação do mundo e do homem

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Existência de Deus & Providência Divina

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Símbolos da Fé e Credo Apostólico

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A virtude da Fé

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O tripe da Fé

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Ética e moral Catequese Teologia

A Luxúria e seus efeitos

Aqui podemos assistir uma excelente palestra do bispo Samborn (provavelmente a seminaristas) sobre o VI Mandamento.

Com a frieza argumentativa de um tomista, sem as maluquices puritanas de muitos católicos e sem o laxismo demoníaco predominante na sociedade moderna, ele explana sobre o sentido do Mandamento Divino, as espécies dos pecados contra esse mandamento e os meios de evitar tais pecados.

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Recusar o amor Deus é o princípio do Inferno

Reflexão de Arthur Danzi:

quoteQuando eu penso no Inferno, sempre me vem à mente a instrução de Jesus a Nicodemos:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (Jo‬ ‭3:16-21‬).

O ponto fulcral: “E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” Esse trecho me impressionou tanto que eu tive de comparar diversas traduções, e todas concordam que Jesus não diz “a causa da condenação é esta” ou “a condenação se dá por isto”.

Nosso Senhor ensina que amar mais as trevas do que a luz É a própria condenação. Não é que o pecado “obrigue” a justiça divina a nos castigar, mas que o Sumo Bem não tem nada para oferecer àquele que se obstina no mal — exceto, talvez, o seu distanciamento.

Recusar o amor gratuito de Deus é o princípio do Inferno, que é um estado reversível nesta vida e irreversível no além.