Um STF abortista, criminoso e usurpador

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Microcefalia e aborto eugênico

Texto de Dr. Lenise Garcia, doutora em microbiologia e coordenadora do curso de biologia da UNB (Época, 8 de fevereiro de 2016):

aborto eugênicoMães e pais de crianças com deficiências passam por momentos duros e difíceis, por grandes desafios, e também por alegrias talvez não percebidas por outros pais, a cada pequeno progresso, a cada passo, a cada vitória diante de um objetivo cotidiano. A jornalista Ana Carolina Cáceres, portadora de microcefalia, relata de forma emocionante seus primeiros passos, para ir atrás de um cachorro. O que terá passado pela mente e pelo coração de seu pai, quando testemunhou o fato? Ele tinha ouvido os médicos dizerem que ela não sobreviveria.

Por outro lado, mulheres que fizeram aborto, especialmente nos casos de alguma má-formação, vivem na dúvida: como seria agora meu filho? Como teria se desenvolvido? Sim, porque essa mulher tem um filho. Morto, mas filho. Continuar lendo

Morreu a natimorta

A decisão iníqua do STF sobre o aborto de anencéfalos continua a ser desafiada pela realidade. Na semana que passou morreu em Maceió Letícia Soares Rodrigues, uma natimorta na forma da jurisprudência de nossa Corte Superior!

Letícia tinha hidranencefalia, ou seja, seus hemisférios cerebrais não estavam presentes pois eram substituídos por sacos cheios de líquido cérebro-espinhal. Os portadores dessa doença em geral chegam só até os 3 anos de vida, mas ela chegou aos 15.

A vida de Letícia começou com uma série de rejeições. Ela foi abandonada no bairro do Vergel do Lago, na capital alagoana, e levada para um orfanato da cidade. Um casal chegou a dotá-la, mas depois de perceber que o bebê era portador da doença desistiu da adoção. Finalmente, aos seis meses, Letícia foi adotada pelo casal que acompanhou sua luta nessa década e meia.

Ela passou por oito cirurgias e viveu com alegria ao lado dos familiares, mesmo com várias limitações físicas.

Letícia foi um sinal de contradição para o hedonismo que marca o mundo contemporâneo, onde a falta do sentido do sacrifício nos levará a abismos cada vez maiores. Primeiro os mais fracos e sem voz são atingidos, depois o redemoinho da maldade chegará mais perto de nós. Pensem nisso.