Deficientes na Coreia do Norte

Vídeo impressionante de uma refugiada norte-coreana no qual ela conta o tratamento que os deficientes, físicos ou mentais, sofrem no seu país de origem:

Notem como o mundo ocidental, que tinha entre os seus valores (derivado do cristianismo) o cuidado com os mais fracos, se aproxima cada vez mais do “reino comunista”. Um exemplo disso é o que o utilitarismo e o apego à vidinha pequeno burguesa fizeram a uma nação como a islandesa que, por meio do aborto eugênico, condena seus membros com síndrome de down à morte.

Vans da morte na China e o pós-Ocidente

Como o circo de horrores em torno da ditadura chinesa parece não ter fim, hoje tomei conhecimento das “vans da morte” existentes nesse país: veículos onde são efetivadas sentenças de execução por meio de injeções letais, sob a justificativa de que assim o ato é mais barato, humano e limpo. Vejam uma animação sobre o tema:

De início, pensei algo do tipo “coisa de comunistas”, “o partido comunista chinês (PCC) é um dos principais problemas deste século”, mas, em pouco tempo, notei como isso não difere do modo como as sociedades no que outrora foi o Ocidente lidam com a morte. A assepsia e distanciamento na maneira como esse momento é tratado tornam as vans do PCC como apenas outra faceta de um decaimento civilizacional que é mundial.

Veja-se, por exemplo, o “turismo de suicídio” que encontramos na Suíça, ou este caso no Canadá, no qual uma senhora de 90 anos, por não querer enfrentar um novo “tranca rua” no asilo em que vivia, pediu à família o suicídio assistido (ela morreu com seus parentes e amigos cantando músicas ao seu redor enquanto um “médico” aplicava uma injeção letal). Nada mais configurado para não atrapalhar a vidinha burguesa que somos levados a valorizar; nada mais configurado para logo esquecermos desse momento e voltarmos à rotina de ganhar e comprar, servindo a Mamon. O sofrimento não cabe na moldura com que se tenta enquadrar a realidade.

Assim, “nosso mundo” não difere muito daquilo que os comunistas chineses criaram e, portanto, não é de admirar que as mazelas permitidas pela Providência nos atinjam por igual.