Quero compartilhar as fotos da primeira edição (em gráfica) de nosso ordinário num tamanho grande (está sendo vendido a 10 reais aqui em Recife):


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O Tempo da Septuagésima é um dos mais antigos do calendário eclesiástico. Ele ainda é celebrado na forma tradicional do rito romano, mas foi abolido no Novus Ordo. Este pequeno documentário (em inglês) destaca o propósito da Septuagésima e sua longa linhagem histórica. Também examina as razões de sua abolição no rito paulino e a perda que isso representa para os fiéis.
Uma pequena reflexão sobre esse tempo litúrgico pode ser lida aqui.
Texto do confrade Karlos:
Cada vez mais eu percebo a grande verdade ensinada pelo Padre da Igreja Santo Agostinho. De fato, há duas cidades: a cidade terrestre e a cidade de Deus, pois “dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém: aquela é o amor de si até ao desprezo de Deus; esta, o amor de Deus até ao desprezo de si” (Santo Agostinho, A Cidade de Deus, 2, L. XIV, XXVIII).
A Igreja propõe-nos um tempo de preparação à Quaresma, a fim de que os jejuns e as penitências não nos apanhem desprevenidos: o Tempo da Septuagésima. Assim faz a Jerusalém; assim faz a cidade de Deus; e assim devem fazer seus cidadãos.
O mundo, contudo, nos impõe as prévias, uma época de preparação para o carnaval, em que tudo se inebria e para de funcionar como deveria, às vezes até levando a prejuízo em vários graus. Assim faz a Babilônia; assim faz a cidade terrestre; e assim seus cidadãos.
Parece ser nesta época que se acirra enormemente as duas facções e depressa nos vem à mente as palavras do Senhor: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6,24).
Católicos, escolhamos corretamente, pois devemos adorar o Senhor Deus, e só a Ele servir (cf. Dt 6,13).
The old Mass reminds me of what they used to say about the Catholic Church and the U.S. Navy: “It’s a machine built by geniuses so it can be operated safely by idiots.” The old liturgy was crafted by saints, and can be said by schlubs without risk of sacrilege. The new rite was patched together by bureaucrats, and should only be safely celebrated by the saintly.
John Zmirak (via merecath)
No nosso país o movimento em prol da restauração da liturgia gregoriana enfrenta muitas dificuldades, algumas derivadas da falta de organização e espírito comunitário de nossos companheiros de luta, outras da falta de foco, que levam os esforços a se perderem em torno de questões bizantinas (como a famosa “querela das calças femininas”). Não podemos deixar de lembrar, também, que muitas vezes a falta de recursos financeiros se faz sentir, seja por pura falta de meios, seja pela irresponsabilidade das pessoas em contribuírem monetariamente com seus grupos de pertença. Todos esses fatores somados acabam impedindo certas coisas básicas, como a publicação de um Missal dos fiéis em latim/português. O católico tradicionalista brasileiro tem de lidar com velhos missais comprados em sebos ou repassados por parentes mais velhos, ou, às vezes, contar com a sorte para adquirir um que ficou no estoque de alguma loja.
Para suprir essa falta, várias pessoas ou grupos publicaram pequenos ordinários que, se juntados aos próprios que o grupo aqui de Recife produz (para ser mais específico, o confrade Karlos – e que serão futuramente disponibilizados neste blog), dão conta do recado. Assim sendo, os membros da antiga Comunidade Apologética Católica também se engajaram na tarefa de produzir um novo ordinário, com a melhor coleção de rubricas possível (derivadas de uma seleção feita nos missais já consagrados e em livros como o Missa Tridentina – Explicações das orações e cerimônias da Santa Missa, de D. Guerranger) e com uma tradução que também reúne algo das já existentes, mas sem arcaísmos ou lusitanismos (mas sempre com a poesia).
O trabalho durou uns sete meses e, por experiência própria com seu uso numa celebração, atesto que ficou com uma excelente qualidade. Vou postar em anexo o resultado. É bom lembrar que ele está no formato para ser impresso em forma de livreto, ou seja, uma página dessa é para metade de um A4 em paisagem. Espero que com essa modesta contribuição possamos ajudar na universalização das celebrações no rito romano tradicional na nossa pátria (é bom lembrar que nosso país nasceu com ele).
Segue em anexo o Ordo de 2014 para as missas dominicais no rito gregoriano usado em Recife e que pode, com grande facilidade, ser adaptado para outros locais.
Candela é o objeto que serve para segurar a vela que, nas Missas pontificais, deve acompanhar o Missal. Tem sua origem, provavelmente, no necessidade de luz para que o Ancião (Bispo) pudesse ler melhor as orações da Missa.
Mais tarde, com o advento do luz elétrica, ficou sem uso prático, restando somente o sentido espiritual (como ocorreu com a maioria dos paramentos, pontificais ou não): mostrar o Bispo como o único que tem o múnus de ensinar na Igreja, pois a luz o acompanha (a Palavra de Deus é a lâmpada a guiar nossos passos, como diz o salmista).
– Karlos Guedes, na Apologética Católica
Fotos do matrimônio do confrade Carlos Ribeiro seguido de Missa segundo o Missal de 62 na Catedral Santa Terezinha, Diocese de Uberlândia:
Pe. Leles celebra a Missa gregoriana desde o Advento de 2012, mas ainda não havia celebrado outro sacramento no rito antigo.