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Caridade assimétrica

Logo que o Papa eleito publicou seu Motu Impróprio, as reações foram rápidas, como não podia deixar de ser na época em que vivemos (para o bem, ou para o mal). Contudo, além dos esperados atores desse drama, a saber os tradicionalistas (vítimas), os progressistas (carrascos) e os neoconservadores (bobos da corte), outras figuras, bem inesperadas, se fizeram presentes. Vimos reações, sempre negativas, dado o claro abuso de autoridade, vindas de ateus, ortodoxos (aqui e aqui, por exemplo) e de protestantes, mas uma das que mais chamou minha atenção foi o texto curto e certeiro de um anglicano que traduzi, adaptei e posto a seguir:

Caridade assimétrica

Pretendo com este título descrever uma peculiaridade do Papa atual, que fala frequentemente sobre a necessidade da caridade mas parece ter pouco dela para com as pessoas que considera erradas –  ou erradas num certo sentido. Daí seu recente Motu proprio sobre a Missa no rito gregoriano.

Francisco não está no momento proibindo completamente a “Missa em latim”, mas isso apenas porque ele considera a asfixiação lenta mais conveniente que uma execução sumária. Na carta que acompanha o citado documento, ele diz que quer “prover para o bem daqueles que estão enraizados na forma anterior de celebração”, só que também insiste que essas pessoas “precisam retornar no tempo devido ao rito romano”. Notem a forte distinção entre a Missa tradicional e o o rito romano feita aqui; a “Missa em latim” não seria uma forma do último, mas algo… distinto. Na verdade, segundo o pensamento do Papa, as pessoas que aderem ao rito tradicional não apenas se distanciam do rito romano, mas da própria Igreja: elas violam a unidade eclesial, e “Pretendo restabelecer essa unidade na Igreja de rito romano”. Novamente: asfixiação lenta. Ele não matou a Missa gregoriana, mas pretende que ela morra, e num futuro não tão distante.

Qual o fundamento dessa conclusão?  O Papa diz que é “cada vez mais evidente nas palavras e nas atitudes de muitos a estreita ligação entre a escolha das celebrações segundo os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição da Igreja e de suas instituições em nome do que é chamado de Igreja verdadeira”. Um peso enorme está sendo colocado aqui na palavra “muitos”. Não tenho dúvidas de que a atitude descrita é sustentada por alguns. Os católicos que conheço, contudo, que são atraídos pela “Missa em latim” não são atraídos por ela porque isso os diferencia dos outros católicos, mas porque os liga à grande nuvem de testemunhas que os precederam em sua fé. Eles não desprezam sua Igreja, mas a amam; a “Missa tridentina” para eles é um excelente meio de expressar e fortalecer esse amor.

É triste e estranho para mim que Francisco possa ser tão caloroso com aqueles que rejeitam abertamente sua Igreja e seus ensinamentos, mas frio como o gelo, tão corrosivamente cético, com alguns de seus filhos e filhas mais fiéis. Triste, estranho – e, acredito, profundamente insensato.

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A heartless thing our shepherd did (Traditionis custodes)

Baseado no hino The King of Love My Shepherd Is, de São Columba.

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Lex Orandi de Sua Santidade

Abaixo podemos ver a única forma do Rito Romano:

Quando eu disse que era uma palhaçada acharam ruim…
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Crise Liturgia Pastoral

Paz litúrgica

Seguindo a maioria do episcopado do mundo, meu arcebispo resolveu optar pela “paz litúrgica” e manter as atividades do Coetus de Recife como  já são. Vale o registro que D. Fernando sempre nos apoiou quando precisamos.

Clique para acessar o diretrizes-novas-segundo-traditionis-custodes.pdf

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Por que Francisco odeia a Missa gregoriana?

Um ótimo vídeo Michael Matt, explorando a intolerância rígida de Francisco (cliquem na imagem):

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“Obediência perfeita”

Obediência

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O que é verdadeiramente pastoral sempre começa com a verdade

O começo da carta do arcebispo militar dos EUA sobre o Motu Impróprio põe no lixo toda a impostura francisquista, além de servir de exemplo para outros bispos:

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Crise Liturgia

Dois vídeos com reações ao Motu Impróprio

D. Lourenço, sempre equilibrado:

Pe. Daniel do IBP (parece que vão virar uma nova FSSPX, mas sem bispo!):