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Arcebispo de Curitiba põe fiéis católicos no olho da rua!

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O grito “Roma perdeu a Fé” é uma heresia?

citação2Uma das características mais marcantes no legalismo servil juvenil católico é o da vaidade intelectual repleta de leituras teológicas sem real entendimento, somada à patente ausência das virtudes da prudência e da justiça.

Reclamam da frase lefebvriana “Roma perdeu a Fé” como se ela significasse uma heresia formal (uma afirmação forte contra a indefectibilidade da Sé Petrina) e não um grito de angústia diante da autodemolição e da negligência e mau-exemplo dos papas, e são incapazes de perceber a absurdidade teológica do novo ofertório (humanista integral e alheio à estrutura tradicional do Rito da Missa) e da nova direção do culto (idem), do Encontro de Assis, da Pachamama no Vaticano, de Amoris Laetitia, de Fratelli Tutti…

Em todas essas coisas não há qualquer rastro da Fé católica.

A única apologética justa e esperançosa é dizer que, apesar desses escândalos, existe algum mistério que nos escapa, e não acusar o que percebe a ausência de Fé.

Rezemos pela Igreja, pelo Papa, e para que os fiéis sejamos humildes diante do que nos sobrepassa, sem justificar o mal.

– Joathas Bello, no FB

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Igreja em saída

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50 anos atrás: não católicos peticionaram ao Papa pelo rito romano tradicional

agatha

Tradução de um texto do Dr. Joseph Shaw publicado no 1P5:

Vladmir Ashkenazy e o indulto “Agatha Christie”

O que os escritores W.H. Auden, Evelyn Waugh, Jorge Borges e François Mauriac têm em comum com o compositor Benjamin Britten, o violonista Andrés Segovia e os filósofos Augusto Del Noce e Jacques Maritain? Todos eles assinaram uma petição internacional em 1966 implorando à Santa Sé que não destruísse a antiga Missa em latim.

Mais conhecida é outra petição, organizada na Inglaterra por Alfred Marnau da Latin Mass Society, buscando a mesma coisa em 1971. Ela foi assinada por uma seleção impressionante da elite cultural britânica – o editor do Times, o presidente da Academia Britânica, o duque de Norfolk, uma parte dos bispos anglicanos e, de forma mais memorável, pela escritora de romances policiais Agatha Christie. Muitas vezes é esquecido o fato de que aos 57 nomes da petição de Marnau, outros 42 foram acrescentados por meio de uma lista publicada na Itália, incluindo todo um grupo de amigos literários do argentino Jorge Borges e três americanos: o artista Djuno Barnes, o poeta Robert Lowell e o acadêmico francês que se tornou americano, Julien Green. Uma nova safra de peticionários apelou a Roma em 2006 para dar apoio moral ao Papa Bento XVI, que se preparava para afrouxar as restrições à Missa antiga. Entre eles estavam o cineasta Franco Zeffirelli, o filósofo René Girard e o ator Jean Piat, que fez a voz de “Cicatriz” no Rei Leão.

É uma mistura eclética, incluindo figuras dos negócios, diplomacia, política e academia. Mas são os artistas, músicos, romancistas e poetas que se destacam. Entre esses peticionários estão oito compositores, quatro maestros, três membros da Académie française e dois vencedores do Prêmio Nobel de Literatura. De forma alguma são todos católicos: católicos decadentes como Graham Greene se inscreveram, novos convertidos como Malcolm Muggeridge e também muitos sem nenhuma ligação particular com a Igreja, como a escritora Nancy Mitford, a escultora Barbara Hepworth e a soprano Joan Sutherland.

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Monjas de clausura ameaçadas pelas “autoridades” do Vaticano

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Doce ilusão

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O neoconservadorismo é um sintoma da crise

Texto de Joathas Bello publicado originalmente no Facebook:

quote“Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?” (Gl 3,1).

Há um tempo eu brinquei que os “continuístas” seriam, em seu tempo, defensores dos diabólicos Estêvão VI ou Alexandre VI. E não é que, na última semana, eu vi defesas entusiastas do último [que Daniel-Rops qualifica como “o pontificado mais deplorável de toda a história” – o historiador faleceu em 1965…]?!

O catolicismo moderno – não a Igreja em sua realidade essencial [que inclui seu magistério infalível e seus grandes santos, que são sua verdadeira voz e sua verdadeira face] – tornou-se um sistema idealista e legalista. A Fé tradicional ou “entregue” pelos antepassados foi reduzida socialmente a um sistema de ideias, garantido pela autoridade papal, numa sorte de agnosticismo imanentista, que não conhece mais a sabedoria mística, mas apenas uma devoção sentimental e uma meditação racional de permanentes principiantes infantilizados.

Agora, a outra face de uma tal ignorância da Encarnação e da Cruz de Cristo será necessariamente a gnose irracionalista ou fideísta que irá idolatrar a autoridade eclesiástica do papa. Se ele tem opções políticas claramente nocivas (seja o “ralliement” de Leão XIII ou o acordo atual com a China), ele “tem o conhecimento de elementos que nós não dispomos” (sic). Se ele argumenta de modo patentemente irracional, em conclusões que não envolvem qualquer mistério sobrenatural, mas que relativizam a verdade bem conhecida dos princípios (seja em passagens de Dignitatis Humanae, seja na nova pastoral de Amoris Laetitia, seja na mudança do Catecismo sobre a pena de morte), então “eu prefiro errar com o papa do que ser desobediente!” (sic), ou “ele tem o Espírito Santo, e vc não entende sua profundidade!” (sic).

Ah, meus irmãos! Quem os autorizou a se portarem como uns insensatos?! Recuperem a luz da inteligência, caríssimos, porque sem ela não pode brilhar a luz da Fé, nem o fogo da Caridade pode infundir a necessária coragem para enfrentar o mundo que invadiu a Igreja!

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Debatendo o Vaticano II

Gustavo Abadie e Joathas Bello, que conheci como um neocon no tempo do Orkut e que transitou para a tradicionalismo (mas sem aderir ao “trad-chatismo”), batem um papo sobre o Vaticano II, seja sobre ele em si, seja sobre as causas das ideias que ganharam espaço nele, e sobre suas consequências: