A ligação entre o miserabilismo eclesiástico de D. Hélder e do Papa Francisco com a elite metacapitalista (clique na foto para ir ao vídeo):

Seguindo os posts sobre os Mistérios Luminosos do Rosário, apresento agora um vídeo de Tayllor Marshall sobre como ele lida com essa questão (na verdade, temos aqui a colocação em prática dos princípios que apresentei na primeira publicação desta série):
Em resumo, para quem não entende inglês (deveria!): ele não reza os Mistérios Luminosos quando está sozinho, já que não formam o Rosário como revelado por Maria Santíssima e são mais uma novidade desnecessária que só causa divisões; se está em um grupo onde as pessoas fazem questões de rezá-los, ele acompanha o grupo sem problemas, já que tais mistérios são ortodoxos, bíblicos e criados por um santo carmelita, só não os conta para seu Rosário pessoal.
Tradução e adaptação de um artigo de Jane Stannus:
“Destrua os Quatro Velhos”. Este slogan era central na chamada Revolução Cultural chinesa, lançada em Pequim em 1966. Quais eram os “Quatro Velhos”? Velhas ideias, velha cultura, velhos hábitos e velhos costumes. A destruição começou simplesmente renomeando ruas (qualquer semelhança com o que ocorre hoje no Ocidente, por pressões do “politicamente correto”, não é mera coincidência), lojas e mesmo pessoas, que mudaram seus nomes chineses tradicionais por maluquices do tipo “Vermelho Determinado”.
A violência logo se seguiu. Guardas vermelhos invadiram as residências dos mais ricos para destruir livros, pinturas e objetos religiosos. Prédios históricos foram demolidos ou tiveram sua visitação vetada. Cemitérios nos quais estavam os restos mortais de notáveis da época pré-revolucionária foram vandalizados, suas tumbas dessacralizadas. Antigos costumes em torno do matrimônio, de festivais e da vida familiar proibidos. Templos e igrejas foram derrubados ou vertidos para algum uso secular.
Por que? Por que tudo isso foi necessário?
Porque, segundo o entendimento de Mao, as tradições do passado tinham de ser destruídas para dar lugar a novas ideias, a uma nova cultura, novos hábitos e novos costumes. Em resumo: o comunismo marxista é tão estranho a qualquer sociedade tradicional, que as pessoas identificadas com ela, seja cultural ou religiosamente, são psicologicamente incapazes de aceitá-lo.
Logo que o Papa eleito publicou seu Motu Impróprio, as reações foram rápidas, como não podia deixar de ser na época em que vivemos (para o bem, ou para o mal). Contudo, além dos esperados atores desse drama, a saber os tradicionalistas (vítimas), os progressistas (carrascos) e os neoconservadores (bobos da corte), outras figuras, bem inesperadas, se fizeram presentes. Vimos reações, sempre negativas, dado o claro abuso de autoridade, vindas de ateus, ortodoxos (aqui e aqui, por exemplo) e de protestantes, mas uma das que mais chamou minha atenção foi o texto curto e certeiro de um anglicano que traduzi, adaptei e posto a seguir:
Caridade assimétrica
Pretendo com este título descrever uma peculiaridade do Papa atual, que fala frequentemente sobre a necessidade da caridade mas parece ter pouco dela para com as pessoas que considera erradas – ou erradas num certo sentido. Daí seu recente Motu proprio sobre a Missa no rito gregoriano.
Francisco não está no momento proibindo completamente a “Missa em latim”, mas isso apenas porque ele considera a asfixiação lenta mais conveniente que uma execução sumária. Na carta que acompanha o citado documento, ele diz que quer “prover para o bem daqueles que estão enraizados na forma anterior de celebração”, só que também insiste que essas pessoas “precisam retornar no tempo devido ao rito romano”. Notem a forte distinção entre a Missa tradicional e o o rito romano feita aqui; a “Missa em latim” não seria uma forma do último, mas algo… distinto. Na verdade, segundo o pensamento do Papa, as pessoas que aderem ao rito tradicional não apenas se distanciam do rito romano, mas da própria Igreja: elas violam a unidade eclesial, e “Pretendo restabelecer essa unidade na Igreja de rito romano”. Novamente: asfixiação lenta. Ele não matou a Missa gregoriana, mas pretende que ela morra, e num futuro não tão distante.
Qual o fundamento dessa conclusão? O Papa diz que é “cada vez mais evidente nas palavras e nas atitudes de muitos a estreita ligação entre a escolha das celebrações segundo os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição da Igreja e de suas instituições em nome do que é chamado de Igreja verdadeira”. Um peso enorme está sendo colocado aqui na palavra “muitos”. Não tenho dúvidas de que a atitude descrita é sustentada por alguns. Os católicos que conheço, contudo, que são atraídos pela “Missa em latim” não são atraídos por ela porque isso os diferencia dos outros católicos, mas porque os liga à grande nuvem de testemunhas que os precederam em sua fé. Eles não desprezam sua Igreja, mas a amam; a “Missa tridentina” para eles é um excelente meio de expressar e fortalecer esse amor.
É triste e estranho para mim que Francisco possa ser tão caloroso com aqueles que rejeitam abertamente sua Igreja e seus ensinamentos, mas frio como o gelo, tão corrosivamente cético, com alguns de seus filhos e filhas mais fiéis. Triste, estranho – e, acredito, profundamente insensato.
Baseado no hino The King of Love My Shepherd Is, de São Columba.
Abaixo podemos ver a única forma do Rito Romano:






Seguindo a maioria do episcopado do mundo, meu arcebispo resolveu optar pela “paz litúrgica” e manter as atividades do Coetus de Recife como já são. Vale o registro que D. Fernando sempre nos apoiou quando precisamos.
Clique para acessar o diretrizes-novas-segundo-traditionis-custodes.pdf