Entre as inovações que vimos depois do Vaticano II está a composição das novas orações eucarísticas, uma quebra com mais de 1.400 anos de história do rito romano, que só pode ser entendida como a concretização do espírito de arqueologismo litúrgico e da prepotência dos modernistas.
No rol de novidades, destaca-se a Oração Eucarística II, que acabou se tornando a mais conhecida na medida em que é a mais curta e, desse modo, se ajusta àquele tipo de “disposição” que os sacerdotes celibatários tem para com o “povo de Deus”. A legislação a descreve como “mais indicada para dias de semana ou ocasiões especiais” (1). Ela tem seu próprio Prefácio, mas pode ser usada com outros.
Devido à sua alegada antiguidade, ela supostamente tem um apelo ecumênico com os protestantes. Sua fonte putativa é a Tradição Apostólica, um texto litúrgico atribuído a Santo Hipólito, um anti-papa e mártir do terceiro século (ele foi anti-papa, mas depois voltou à ortodoxia e morreu na mão dos perseguidores da Igreja), reconstruído por D. Bernard Botte OSB.
D. Alcuin Reid, um monge beneditino francês que é uma das maiores autoridades litúrgicas da atualidade, em especial no campo dos que advogam uma reforma da reforma, deu recentemente uma entrevista à Rádio Maria dos EUA sobre a recente recomendação do Cardeal Sarah para que se celebre ad orientem. Na entrevista, que vocês podem ouvir abaixo, ele esclarece alguns pontos da fala do Cardeal, mostra qual o âmbito de ação do que ela propõe e analisa uma parte das reações a ela:
Sem dúvida, o Cardeal