A Comunhão dos Santos

Transcrição de aula do meu confrade e ex-aluno Silas Ben Hur sobre a Comunhão dos Santos (destaco a originalidade na qual ele encadeia as verdades reveladas para explicar a circulação dos bens espirituais entre os membros da Igreja):

A COMUNHÃO DOS SANTOS

Introdução

Meus amigos, é Tempo Pascal. São cinquenta dias nos quais as missas e ofícios da Igreja nos fazem ter um vislumbre do tempo feliz que se sucedeu desde que o túmulo de Cristo foi achado vazio, resumível em uma exclamação: Cristo ressuscitou! Não sei se é a Igreja que nos leva àqueles dias ou se são eles que vêm até nós; só sei que com ela vivenciamos dias repletos de uma alegria que parece não ter fim. Imaginem esta alegria no primeiro século, naquele tempo em que a Igreja estava só começando! Entre os primeiros cristãos, quase três mil, já no dia em que a Igreja começou, as manifestações desta alegria eram as mais belas e cativantes.

No livro dos Atos dos Apóstolos, nós lemos o seguinte: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (Atos 2,43-47)

Não havia paróquia na época, eles se reuniam no templo de Jerusalém ou nas próprias casas; nelas comiam juntos; “ágape” era o nome daquelas refeições; nelas aconteciam as missas também. Continuar lendo

Orações ao entrar na igreja

Publico agora uma coletânea de orações e práticas piedosas compiladas pelo confrade Silas. Antes, a apresentação desse pequeno trabalho feita pelo seu autor:

Compartilho com vocês uma coletânea de orações e pequenos ritos, que arranjei numa certa sequência, que tento praticar antes, durante e após a Missa. É mais fácil fazê-los numa Missa Tridentina, por causa dos tempos que o Padre passa rezando em voz submissa.

Isso tem me ajudado bastante, pois me impulsiona a aproveitar melhor o tempo que tenho ao chegar cedo na paróquia, venerando o crucifixo, as imagens, passando pelas estações da Cruz; me põe em contato com trechos de ritos latinos extintos e de ritos romanos em desuso que considero valiosos, bem como alguns ótimos trechos da Escritura, pois todos eles me fazem tirar mais proveito de cada parte da Missa e, se for o caso, da Confissão também.

Alguns desses pequenos ritos não são facilmente realizados nas paróquias a que vou, pelo menos. É o caso do acender velas e lamparinas. Outros, como o tirar os sapatos, podem distrair os outros, então prefiro não fazê-los durante a Missa.

Em cada trecho da Escritura e alguns pequenos ritos, pus a passagem correspondente.

Pode ser que seja útil a vocês. Para mim tem sido bastante.

Orações ao entrar na Igreja