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Apologética

Antes do fim

Ainda nos seus momentos finais, a comunidade do Orkut ainda recebe depoimentos como este, de Erick, que mostram o motivo de todo o trabalho que tive e por lá:

Fazia muito tempo que não entrava aqui.

Na verdade, só entrei por conta do e-mail do fim do Orkut. A primeira coisa que pensei foi: “E a comunidade de apologética”?

Eu nasci no protestantismo e se hoje sou católico, devo muito aos ensinos que aprendi e a muitas pessoas que foram pacientes nesse fórum.

Mesmo que minha sugestão possa ser boba, gostaria muito que existisse uma página no facebook da boa e velha “Apologética Católica”.

Aquele lugar esta precisando de um lugar como esse: Ambiente familiar e acolhedor.

Fiquem com Deus e Maria SS!

Érick Gomes

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Espiritualidade

O turíbulo e o coração

TuríbuloSe a fumaça representa a oração, o turíbulo representa o coração do homem. O coração do homem deve ser, como o turíbulo, aberto no alto e fechado embaixo, isto é, aberto para as coisas do alto e fechado para as coisas terrenas. O coração do homem deve estar aceso com o fogo da caridade para poder agir sempre em direção ao alto, como no turíbulo aceso com carvão, a fumaça se dirige sempre para o alto. A fumaça é símbolo da nossa oração e das nossas ações, que devem ter sempre por finalidade o céu, superando todos os obstáculos para alcançá-lo, a exemplo da fumaça que sai do turíbulo, que sempre se dirige para o alto, apesar de todos os obstáculos.

Pe. Daniel Pinheiro, IBP

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Liturgia

A Missa em latim: origens e exceções

latin massTradução de um trecho do livro Work of Human Hands (pp. 85-88) do conhecido polemista católico tradicional Pe. Anthony Cekada:

A história de como e porque a Missa passou a ser celebrada em latim foi o assunto de inumeráveis trabalhos acadêmicos. Para nosso propósito aqui, será suficiente mencionar apenas alguns pontos desse processo.

1. A Igreja adota o latim. Nos anos 60, havia a impressão de que os primeiros cristãos tinham sido ardentes vernacularistas nos seus cultos, verdadeiros precursores do “Evangelho Pós-Conciliar da Inteligibilidade Absoluta”.

Mas esse não foi o caso. Nosso Senhor seguia a prática das sinagogas da Palestina quando cultuava, e elas empregavam o vernáculo apenas nas leituras da Sagrada Escritura e em algumas orações conectadas a essas leituras. Todas as orações importantes e fixas eram feitas em hebraico – uma língua tão morta para o uso comum como o latim hoje em dia. Louis Bouyer escreveu que se Cristo achasse essa prática intolerável, a teria denunciado, tal qual fez com outros formalismos vazios seguidos pelos fariseus (1).

Durante os primeiros três séculos da Igreja, o grego koiné foi a língua dominante em toda a bacia do Mediterrâneo. Segundo um estudioso, o Padre Angelus de Marco, as partes da Missa primitiva “só podiam ter sido desenvolvidas em grego, posto que o grego era a língua ecumênica da cristandade até a segunda metade do segundo século” (2). Note-se, contudo, que há um elemento de conjectura aqui. Nós não podemos dizer que cada cristão presente nas missas celebradas em koiné entendia todas as palavras.

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Defesa da vida

Viabilidade não é humanidade

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Arte

A dalmática de Carlos Magno

Essa suposta dalmática, do século XI, foi um presente do Patriarca Latino de Constantinopla Isidoro de Kiev (1385 – 1463) ao Papa Eugênio IV (1383-1447).

Ela é a única vestimenta medieval mantida no Tesouro de São Pedro e representa um trabalho de mestre da arte do bordado praticada em Constantinopla no citado século. Não se sabe como surgiu a lenda de que teria sido usada na coroação do Imperador Carlos Magno no ano 800. É feita inteiramente em bordados com ouro, prata e fio colorido em seda azul com cenas da iconografia bizantina dos séculos IX e X.

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Teologia

De Trinitate

Resenha feita pela consócia Janete de Cássia na comunidade Apologética Católica:

trinitateA obra De Trinitate deste grande santo doutor da Igreja, aborda uma questão central da fé cristã: a crença que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um único Deus. É importante ter em mente que o objetivo de Agostinho é combater as heresias de seu tempo, sendo que as principais eram o Arianismo e o Sabelianismo (ou Modalismo).

Como “bons hereges”, Ario e Sabélio eram muito instruídos nas Sagradas Escrituras; suas heresias eram bem embasadas em passagens dos Evangelhos. Por que este fato é importante? Porque Agostinho irá estruturar sua obra de modo a quebrar esquematicamente essas teorias. Vale lembrar também que essas heresias eram realidades muito presentes entre os primeiros cristãos, sendo um grande desafio afirmar que Deus é Uno e Trino. Superadas as perseguições, são os problemas de ordem interna, de doutrina, que começam a preocupar os cristãos.

A obra De Trinitate é composta de quinze livros que podem ser divididos em dois grandes blocos:

1) do livro I ao VII, onde Santo Agostinho irá fazer uma defesa exegética e hermenêutica da doutrina da Trindade. Como bom retórico, irá apontar os trechos das Sagradas Escrituras que são usados pelos hereges e, com as próprias escrituras, irá apontar as falhas destes e as evidências da Trindade. Do livro I ao IV há um movimento lógico no texto, uma busca por “vestígios” de Deus nas escrituras. O santo cita as Teofanias do Antigo e Novo Testamentos. Do livro V ao VII, temos a análise agostiniana do “homem interior”. É o segundo grande momento lógico da obra, onde temos a investigação das dimensões do homem interior. Entra também no debate sobre o que é substância e natureza e garante que não há relação de subordinação na Trindade.

Considero importante nesta primeira parte o destaque que Agostinho dá para o conhecimento da Palavra como um todo. Ele aceita que um mesmo trecho possa apresentar mais de uma hermenêutica válida, porém elas devem ser somadas umas às outras, e nunca contraditórias.

O livro VIII é um divisor de águas, onde Agostinho procura encontrar os vestígios de Deus no interior do homem. Destaca a importância da caritas, pois é ela quem move o homem em sua busca por Deus. A aproximação de Deus se dá por meio da semelhança que temos com ele.

2) do livro IX ao XIV encontramos um exercício de purificação. Agostinho começa a buscar vestígios da imagem Trinitária no ser humano, sendo a principal tríade a memória, a inteligência e a vontade.

O livro XV é uma retomada dos assuntos abordados, uma espécie de resumo e conclusão. É uma obra densa, que exige esforço para compreensão e também um pouco de conhecimento do pensamento agostiniano, mas um esforço que vale a pena ser empreendido, dada a riqueza de conhecimentos que nos traz.

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Liturgia

Cartão de Asperges

aspergesTendo em vista o aumento da maturidade dos coeti fidelium do Brasil, e por consequência o aumento de celebrações de Missa na suas modalidades mais solenes, sobretudo a cantada, os membros da Comunidade Apologética Católica procuraram criar um subsídio para ajudar os sacerdotes: um cartão com as partituras do celebrante para o rito do Asperges. Os leitores podem baixá-lo aqui:

Cartão de Asperges

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Ofensividade!?!

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