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Liturgia Nossa Senhora

Rubricas de 1962 no Ofício Parvo

Pergunta recebida do leitor Vinícius:

“Boa tarde! Salve Maria! Vocês tem alguma versão de 1961 ou 1962 em PDF do Ofício Parvo, que tenha imprimatur? Vasculhei a internet inteira e não achei. Queria ver com meus próprios olhos a aplicação das reformas de João XXIII no Ofício Parvo. Porque se comenta muito sobre as mudança que o Ofício teria sofrido, mas até agora não consegui achar a Edição Typica, ou uma versão autorizada da época. A Ave-Maria no início também foi abolida? As antífonas são ditas inteiras antes e depois dos salmos? Queria ver. Se puder me ajudar, agradeço.”

Vinícius, falei sobre a consequência dessas rubricas no Ofício Parvo aqui (veja a nota 5, por exemplo). Mas, para esclarecer, vou especificar alguns pontos: a Ave Maria no início não permanece e as antífonas são ditas inteiras no início e no fim (refletindo a nova classificação dos ofícios).

Uma edição atual que segue esse sistema de rubricas (que não acho o melhor, diga-se de passagem) é a da Baronius Press (você pode comprá-la via Amazon). É uma ótima edição, com anexos mais do que necessários sobre a história e espiritualidade do Ofício Parvo, para não falar da parte musical.

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Síntese do “Sínodo da Sinodalidade”

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Eclesiologia

Na Igreja combatemos ideias, não almas

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Apologética Humor

A “lógica” do ateu

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Bíblia

Anos de vida no Antigo Testamento

Qual é o ensinamento da Igreja Católica acerca das pessoas no Antigo Testamento viverem centenas de anos, chegando a passar dos 900 anos?

A Igreja não possui um ensinamento se essas idades devem ser interpretadas literalmente ou não.

A Igreja afirma que tudo o que a Escritura diz é inerrante, porém os escritos deve ser entendido segundo as regras literárias que estavam em uso na época em que foram produzidos.

Sabemos que em muitas culturas antigas idades fantasticamente longas eram atribuídas a antepassados ​​famosos, de modo que isto pode ser uma indicação de que tais idades devem ser tomadas como símbolo da grandeza e venerabilidade desses indivíduos.

No entanto, como dito, isso não é algo [específico] que a Igreja tenha ensinado. Na verdade, Deus pode manter as pessoas vivas pelo tempo que quiser; com efeito, se Ele quiser que alguém viva até os 900 anos, Ele pode mantê-lo vivo por todo esse tempo.

Fonte: Catholic Answers, This Rock Magazine, 2003; tradução livre: Carlos Martins Nabeto; correção: Thiago Santos de Moraes.

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Crise Eclesiologia

Por que o tradicionalismo não prevalece?

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Por que o “tradicionalismo” católico, estando certo no “atacado” sobre os problemas e frutos do CVII, não consegue prevalecer?

1) Uma razão importantíssima, obviamente, é que a direção eclesiástica jamais foi justa com suas legítimas reivindicações e críticas, tendo oscilado entre: a ambiguidade nua e crua (Paulo VI), o conservadorismo dialoguista (JPII), o conservadorismo simpático a certos pleitos tradicionalistas (BXVI), e o progressismo como índole prevalecente (Francisco).

2) Outra é que a maioria dos fiéis não tem condições intelectuais e/ou espirituais para dar-se conta da gravidade (imensa) do problema – ele sequer aparecerá para um católico principiante ou neoconverso (especialmente se veio do protestantismo ou de outras religiões) – ou, dando-se conta, para atinar à via resolutiva, ou então para suportar uma apologética virulenta contra o estado de coisas eclesiástico que parece atacar a Igreja em si.

3) Outra razão é que sua crítica teológica geralmente não faz justiça a todos os aspectos da questão: não conhece bem a nouvelle théologie, sua distinção para o modernismo e suas distinções internas, ignora o sentido do método fenomenológico (e o próprio sentido da gnosiologia aristotélica às vezes) e a diferença das suas escolas, e absolutiza certos aspectos contingentes do magistério anterior.

4) Outro motivo relevante é que, na maioria das vezes, não é capaz de reconhecer os méritos/graças presentes nos papas “conciliares”, mas insistem unilateralmente no “liberalismo” (sic) ou coisa pior, ou nos escândalos (Assis, beijo no Alcorão, etc.), jamais procurando captar com alguma sabedoria ou simples bondade o sentido providencial da realidade eclesial; vários alegarão que isto é “impossível”, mas é perfeitamente possível apreender os méritos objetivos e não é justo sempre imputar intenção má (“Summorum Pontificum é pega-trouxa”), ou total ausência de autoridade, ou então uma intenção idêntica, como se a direção ou “hermenêutica” bergogliana fosse a mesma que a wojtyliana-ratzingeriana, e não 2 vias possíveis no interior da ambiguidade conciliar (como se Fratelli Tutti fosse compatível com Dominus Iesus, ou Traditionis Custodes com Summorum Pontificum!).

5) Também porque, na esteira do anterior, tem dificuldades para reconhecer o valor dos padres e bispos conservadores, que fazem esforços louváveis para fazer brilhar a Tradição no interior do horizonte da pastoralidade conciliar, celebrando com decoro, ensinando e evangelizando com veracidade e coragem, com profundidade espiritual.

6) Algumas vezes o problema é a associação a certa política ideológico-partidária de “direita”, que não constitui um dever católico, e é confundida com a luta pela Realeza Social de Cristo.

7) Enfim, porque aos conservadores perplexos e abertos, não parecem realmente “dóceis”: não fazem toda a defesa abstrata possível dos textos conciliares, para só então demonstrar as aporias, as razões teológicas implícitas que permitem descambar para o erro e a heresia; assim, também não têm em conta o mecanismo psicológico da descoberta da verdade, agem como se a questão estivesse provada autoritativamente de uma vez por todas (uma coisa é saber que se está teologicamente certo, outra é entender que se tem de contar com a inevidência eclesiástica da verdade e o fato da disputa).

Joathas Bello

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Defesa da vida

O feto é uma pessoa?

O seguinte vídeo, do Prof. Marcelo Andrade, é um bom complemento ao de Max Cardoso postado acima:

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Marxismo e judaísmo