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A reencarnação é racional?

Mais um texto do confrade Karlos Guedes: 

Um princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação. Aqui não falo especificamente do kardecismo, mas de todas as doutrinas espíritas.

Antes de tudo, darei a definição de reencarnação. Reencarnação é a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o renascimento ou retorno sob a forma de outras espécies.

Considerando o absurdo ululante da segunda crença, analisaremos somente a primeira. Fá-lo-ei pela razão, não usarei nenhuma citação do Magistério infalível da Igreja ou das fontes da Revelação.

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Tipos de documentos papais

Pergunta recebida de um leitor:

Quais são os tipos de documentos papais que existem hoje em em dia?

Que eu saiba, são os seguintes (do menos solene para o mais solene):

Bula

Motu Proprio

Constituição Apostólica

Carta Apostólica

Exortação Apostólica

Encíclica

1) Bula: o termo “bula” diz respeito à apresentação dos documentos, e não ao seu conteúdo. O escrito, curto, leva um selo de chumbo próximo ao nome do pontífice.

Exemplo: o documento pode ser utilizado para nomear bispos, criar dioceses e convocar concílios ecumênicos.

2) Motu Proprio: é criado por iniciativa exclusiva do Papa – e não com base em discussões, assembléias ou ainda por sugestão dos cardeais.

Exemplo: o Summorum Pontificum, de Bento XVI, em 2007, que relulamentou a volta ampla das missas celebradas no rito tridentino.

3) Constituição Apostólica: é utilizado normalmente para decretar dogmas.

Exemplo: na Ineffabilis Deus, o Papa Pio IX, 1854, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria.

4) Carta Apostólica: os papas a utilizam para tratar de questões mais pontuais. Os textos costumam ser menores que os das encíclicas e das exortações apostólicas.

Exemplo: a Ordinatio Sacerdotalis, em que João Paulo II definiu que a Igreja não se considera autorizada a ordenar mulheres.

5) Exortação Apostólica: é semelhante a uma encíclica, mas sempre é publicada depois dos sínodos.

Exemplo: a Evangelii Gaudium, de 2013, na qual o Papa Francisco discorreu sobre a evangelização, a pobreza e a desigualdade.

6) Encíclica: são textos que esmiúçam em longas páginas temas relacionados com a doutrina, a pastoral, a cultura, a economia, etc.

Exemplo: a Humani Generis, de 1950, escrita por Pio XII, tratando de temas qua iam do neo-modernismo ao evolucionismo.

OBS: Existem também os quirógrafos, que não são um tipo de documento, mas um documento feito de certa maneira: de próprio punho. João Paulo II escreveu um quirógrafo comemorativo dos cem anos do Motu Proprio “Tra le Sollecitudini” de São Pio X sobre a música sacra.

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Evidências para o cristianismo

William L. Craig fez ótimo uso das lições de apologética de Blaise Pascal neste vídeo. Recomendo.

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Provas da Revelação e da verdadeira religião

Um texto do confrade Rui que perfaz um mini compêndio de apologética:

1) A existência de Deus é fato comprovado pela razão:

Não iremos demorar aqui demonstrando as provas da existência de Deus. Todas as coisas que compõem o mundo, consideradas em conjunto ou em separado, não possuem em si mesmas a razão suficiente de sua existência. Logo, a razão confirma a existência de um Criador.

2) Prova da necessidade de uma Revelação:

Uma vez que Deus criou o homem e todas as coisas, o homem deve ser grato a Deus pela sua existência e pela das outras coisas. Como ser inteligente, não lhe bastaria cumprir passivamente suas obrigações de lei natural, sem importar-se com o Criador. Mas como poderia expressar a sua gratidão pelo Criador, se não sabe como poderia ser grato a um Criador, que de nada tem falta? Não lhe bastaria a oração e a gratidão naturais, posto que a relação com o Criador deveria fundar-se na justiça, justiça essa da qual desconhece a medida. É necessário, portanto, que Deus encaminhe o homem, que lhe mostre o que deve fazer para ser grato. Dessa forma, é necessária uma Revelação.

3) Prova da realidade da Revelação:

Uma vez que se prove a necessidade da Revelação, prova-se, por tabela, a sua realidade, pois Deus, extremamente sábio, não é negligente, e dispôs todas as coisas de forma correta.

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A Igreja na essência e no tempo presente

Já publiquei aqui no blog vários textos do professor de direito e confrade vicentino José Luiz Delgado que direta ou indiretamente tocam na vida eclesial ou em temas de espiritualidade, e, por isso, tenho o prazer de apresentar aos leitores o áudio de uma palestra que ele deu no último dia 10 na Faculdade de Direito do Recife (UFPE) tratando da Igreja na sua constituição essencial e na maneira como ela se concretiza no tempo presente:

Obviamente, divirjo do professor em vários pontos, pois ele é claramente um neoconservador e eu sou um tradicionalista, mas a fidelidade sincera do palestrante à Fé, que faz jus à herança espiritual de seu pai, não pode deixar de ser admirada por todos os católicos.

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O Estado laico de Fábio Porchat

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O islã, o EI e a maneira de combatê-los

Vou postar um sermão (em inglês, de 8 de março) do Bispo Daniel Little Dolan, um conhecido líder sedevacantista, que analisa de modo claro e com base na doutrina católica, na história e no bom senso a religião islâmica, os malucos do EI e a única maneira de livrá-los do erro em que vivem:

Resumo do pensamento de D. Dolan:

allah-is-not-god-muhammad-is-not-his-messengerOuvir constantemente a mídia (a mesma que faz brincadeiras com todos os valores cristãos e diz que o islã é uma religião da paz) é um erro, pois ela nos conduz ao pânico com o intuito de incentivar mais uma guerra que já começará derrotada na medida em que se pretende combater o fanatismo dos maometanos com os falsos valores do pós-ocidente. Um demônio não tem força para combater outro demônio!

O EI, quer que nós os cruzados, os soldados da cruz (que maneira gloriosa com a qual eles nos chamam!), nos rendamos após uma guerra apocalíptica na qual Deus intervirá. Para que isso ocorra e seu califa seja confirmado, ele se mostra com uma agressividade sem peias, na qual os próprios muçulmanos mais próximos do catolicismo (xiitas e alauítas) são também vítimas.

Isso já deveria mostrar que o islã, religião cujo nome significa submissão, é muito distante de nós. Embora se possa ver alguma semelhança entre Alá e Javé, na realidade o que temos é o resultado de uma mistura de paganismo com uma provável heresia (segundo Hilaire Belloc). Maomé, pagão exposto ao judaísmo talmúdico, estudou e observou o catolicismo e algumas heresias, e aí pegou um dos demônios cultuados em Meca e deu-lhe uma nova roupagem (seria o Baal dos cananeus, deus associado à lua? será que é por isso que o símbolo do islamismo é uma lua crescente?). Ele criou o primeiro movimento ecumênico, juntando várias religiões e simplificando-as (o novo culto não tem sacerdote, sacrifício, mistério, imagens, etc.) sob um viés carnal (é só pensar no paraíso dos muçulmanos) e com apenas cinco obrigações (se não contarmos “não beber” e “matar muita gente”). Nesse novo culto, onde a ligação com Deus é direta (como no protestantismo), ao lado da simplificação, temos a imposição pela violência e a formação de uma cultura como pontos importantes para sua propagação. Esse último item, diga-se de passagem, é quase incompreensível para o homem pós-ocidental, que divorciou a religião da vida pública.

fátimaPor isso mesmo, tal homem não pode vencer, como já disse, o mal representado pelo fanatismo islâmico, pois está combatendo sem tudo o que tem. Nós, que somos filhos de Deus pelo batismo, e não meros escravos, temos de usar também as armas espirituais, como fez São Francisco perante o sultão do Egito. E uma das armas providencias contra o perigo islâmico sempre foi Nossa Senhora (lembremos de Lepanto), que nos deu sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima uma maneira de chamar a atenção dos maometanos (Fátima era o nome da amada filha de Maomé) para o Evangelho sintetizado no Rosário.

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Por que sou católico?

“Que estejais sempre prontos para dar razão da vossa esperança diante daqueles que vos pedem contas” (1 Pd 3, 15). É para dar a todos os católicos a razão da sua esperança que o Padre Paulo Ricardo gravou este vídeo especial. Deus pode pedir que uma pessoa saia da Igreja Católica e vá para uma comunidade evangélica? Afinal, por que ser católico? Por que permanecer na Igreja, mesmo diante dos erros e pecados dos seus membros? O que distingue a fé católica das comunidades protestantes e a faz brilhante acima de todas elas? Descubra, nesta bela e simples reflexão, sete motivos para continuar na Igreja de Cristo, se você estiver nela, ou para voltar, se você estiver longe.