Categoria: Eclesiologia
Nossos futuros padres
No Catecismo sobre o Sedevacantismo falei sobre os bispos Dolan e Sanborn dos Estados Unidos que coordenam o trabalho num dos melhores seminários que aderem ao sedeprivacionismo, o Most Holy Trinity Seminary, pois bem, sem fazer nenhuma adesão ao que eles pensam, achei interessantíssima a iniciativa de se entrevistar alguns alunos da citada instituição. Nas entrevistas, feitas pelo Padre Despósito, que vou compartilhar abaixo, temos jovens psicologicamente saudáveis, vindos de diferentes contextos (escola pública, família luterana, outros seminários tradicionalistas, família aristocrática, etc), e que defendem suas convicções sem as maluquices que marcam tantos dos ambientes da resistência (uso essa palavra, como fazia nos tempos do Orkut, para designar a resistência aos desmandos pós-conciliares, não ao grupo criado por D. Willianson):
Entrevista do Cardeal Burke à EWTN
Ontem coloquei nas leituras selecionadas um texto do Prof. Carlos Ramalhete publicado no Medium no qual ele analisa o pontificado de Francisco segundo um marco histórico-sociológico traçando a caminhada administrativa e pastoral da Igreja da Idade Média até Trento e de Trento até os nossos dias. É interessante que várias das conclusões a que ele chega, em especial no que tange às conseqüências da burocratização da vida eclesial com a contra-reforma, é algo que eu mesmo já tinha notado antes, embora que com mais ênfase no período pós-Vaticano I; todavia, o ponto central do argumento final dele é, para mim, um completo non sense.
Em primeiro lugar, não vi nenhuma correlação lógica entre o desenvolvimento do texto e o governo de Bergoglio. Reconhecer a formação de uma rigidez administrativa que se refletiu na vivência da fé é um dado incontestável, mas dizer que Francisco é o primeiro Papa a quebrar com ela me parece puro cronocentrismo. As reformas paulinas foram muito mais impactantes na sua época que qualquer coisa feita pelo Soberano Pontífice atual e, em certo sentido, a segurança jurídica proporcionada pelo legado canônico de São Pio X (Código de Direito Canônico de 1917, regras para a Comunhão, harmonização do calendário, etc.) também proporcionou uma quebra com o tipo de conhecimento esotérico que toda burocracia degenerada adora usar (isto é, regras pouco claras que tolhem a espontaneidade).
Em segundo lugar, Francisco não está desconcentrando poder, mas fazendo precisamente o contrário. Enquanto joga para mídia uma imagem de alternativo aberto ao debate, ele tolhe a autonomia dos mosteiros femininos, das dioceses e, ao estilo de muitos bispos, abre discussões cujas conclusões já estão decididas. E qual foi mesmo o incentivo dado a devoções populares consagradas? Fazer pouco de uma campanha de recitações do terço se enquadra nisso? Certamente que não!
Portanto, Francisco não é medieval, ao contrário, é muito moderno. O centralismo democrático, com pitadas de espetáculo, é o mote de seu governo.
Estatísticas de 2016
Recentemente fui novamente alvo de perguntas sobre a raiz do movimento tradicionalista e se nela não estava embutida uma desobediência crônica. Eu até admito que concretamente a desobediência se tornou o prato do dia de muitos grupos, mas na base do tradicionalismo o que está presente é o questionamento. Questionar não é o mesmo que desobedecer.
Vocação dominicana
Trechos de um vídeo vocacional dominicano de 1964. Quanta diferença do que temos hoje!

