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Liturgia

As Completas

Completas - imagem

Vou analisar as Completas do rito gregoriano (com base na tradução de um verbete da Enciclopédia Católica de 1967), falando de sua origem, temática e estrutura (gostaria de frisar a questão do rito, porque essa hora canônica pode ter, por exemplo, uma temática diferente a depender do rito em que se insira).

As Completas são a última oração do dia, fechando o ciclo litúrgico do Ofício Divino. Seu conteúdo indica que ela deve ser rezada pouco antes do recolhimento da noite. Como a Prima, as Completas se originaram em círculos monásticos. João Cassiano (+ 435) foi o primeiro a fazer alusão a elas. Ao descrever as práticas monásticas de seus dias, ele menciona que os monges orientais tinham o costume de nas noites de domingo se reunirem para cantar alguns Salmos no dormitório (De inst. cenob. 4.19; PL 49:79). A Regra de Aureliano de Arles (+ 585) dispõe que os monges devem recitar o Salmo XC e as Preces antes de se recolherem (PL 68:395, 405).

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Apologética Espiritualidade Liturgia

A “tentação” de Jesus

Texto original: Pela Fé Católica.

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«Foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio».

Assim começa o Evangelho do I Domingo da Quaresma. Nosso Senhor quis Se permitir ser “tentado” pelo Diabo. A tentação teve por tática uma gradação ascendente de vilania e baixeza.

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Apologética Liturgia Oração

Via Dolorosa

Texto originalmente em: Pela Fé Católica

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triduo - Flagelação

A Igreja sempre julgou salutar para a alma dos seus fieis a meditação na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rapidamente, pois, se difundiu a devoção à Via Sacra.

Esta prática cresce sobremaneira à época da Quaresma, como preparação espiritual na consideração do augusto mistério da Redenção.

Some-se a isso o fato de que este piedoso ato é enriquecido por indulgência plenária, conforme concessão 63 do Manual de Indulgências (destaques meus):

“Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente.

  1. Requerem-se catorze cruzes para erigir a Via Sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.
  2. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.
  3. Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares”.

Infelizmente para o Brasil, a CNBB está eivada de ideologia esquerdista e por ocasião da Quaresma lança a terrível e degradante Campanha da Fraternidade (CF). Para piorar ainda mais a situação dos fieis brasileiros, cada CF tem seu formulário da Via Sacra que, em lugar de se dedicar à meditação da Paixão, foca-se no humanismo modernista dessa Conferência.

Ademais, os modernistas inventaram uma outra estação, evidentemente influenciados pela nova doutrina do Mistério Pascal, em que se medita também a Ressurreição do Senhor. Assim, eles fazem 15 estações e meditam em mistérios além da Paixão e Morte de Cristo, contrariando o que o próprio Manual define: 14 estações que meditem na Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Por causa disso, colocamos aqui um formulário católico para meditação desta tão salutar devoção.

Via Sacra

Via Sacra (livreto)

Espero que esta pequena ajuda possa auxiliar verdadeiramente aqueles que querem viver a Fé Católica.

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Liturgia

A liturgia cartusiana antes das "reformas"

Texto que traduzi da Enciclopédia Católica de 1967 sobre o rito cartuxo antes das “reformas” que se seguiram ao Vaticano II:

CartuxosOrigens e história

Parece certo que a influência predominante ou exclusiva na formação da liturgia cartusiana foi a do rito da Sé Primaz de Lion, da qual Grenoble era sufragânea. Isso é verdade para a Missa e, em grande parte, para o Ofício, pois, nesse último caso, a ordem da salmodia (que governa a forma das Horas) acabou por seguir a da Regra de São Bento (para as outras partes variáveis do Ofício, o Antifonário de Lion serviu de referência).

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Liturgia

II Domingo do Advento

II Advento“João enviou dois de seus discípulos a dizer-Lhe: És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro.” (Evangelho de São Mateus XI, 2-3)

A liturgia deste domingo está cheia do pensamento de Isaías, o Profeta por excelência da vinda do Salvador. São Paulo, na Epístola, e Nosso Senhor, no Evangelho, fazem ver que os oráculos do grande Profeta encontrem plena realização com a Vinda do Messias.

Em Roma a estação era na Basílica da Santa Cruz em Jerusalém, onde se conserva uma grande parte da verdadeira Cruz. Essa igreja representa para nós a verdadeira Jerusalém, a Igreja de Deus na terra e no céu. Felizes somos por pertencermos ao número dos seus membros.

Em sua primeira vinda, Cristo apareceu na Jerusalém da Terra Santa. Hoje virá à Jerusalém do Novo Testamento, que é a sua Santa Igreja (Intróito). Nesta Igreja acharão todos a salvação: os judeus, pela promessa que lhes foi feita, os pagãos, pela misericórdia de Deus. E reinarão na alegria e na paz pela vinda do Salvador (Epístola e cânticos: Intróito, Gradual, Ofertório e Comunhão). No Evangelho, prova-nos São João, de maneira engenhosa, que o Cristo é o Messias e que é Ele quem cura todas as doenças de nossa fraqueza e a nossa cegueira, ressuscita-nos da morte e nos comunica a vida da graça. Assim a alma cristã tem a alegria que virá de Deus (Comunhão).

II Domingo do Advento

II Domingo d oAdvento – livreto

Jornal – II Domingo do Advento

Jornal – II Domingo do Advento – livreto

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III Domingo do Advento

TerceiroDomingodoAdvento“Eu sou, diz João Batista, a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.” (Evangelho)

São João Batista é, como Isaías e a Santíssima Virgem, uma das três grandes figuras que enchem o Advento. Ao mesmo tempo Profeta do Messias (o último dos Profetas) e testemunha de Cristo (foi o primeiro a pregar às multidões a sua vinda).

São João Batista suscitado por Deus para preparar os caminhos do Senhor continua como outrora a cumprir sua missão junto de nós. A Santa Igreja compraz-se em repetir-nos o testemunho de Precursor, as suas exortações à penitência, e aponta-no-lo como exemplo de profunda humildade. Como os homens o tomassem por Cristo, humilhou-se até o ponto de se declarar indigno de desatar os cordões de seus sapatos. As suas exortações conservam ainda hoje toda a importância. O Salvador, que para nós já veio, está para vir ainda a muitas almas que continuam a ignorá-lo. Nós mesmos devemos recebê-lo cada vez mais em nossas almas. Na festa do Natal realiza-se a nossa filiação divina. Além disso, devemos preparar-nos para a última vinda do Senhor, em que Ele virá julgar-nos sobre a maneira como O recebemos neste mundo. A Igreja prepara-nos assim para a festa do Natal e também para essa última vinda de Jesus. A grande alegria dos cristãos a qual nos convida a Igreja, é a de sentirmos que o dia do Senhor se aproxima, dia em que virá cheio de glória para nos introduzir conSigo na cidade celeste. Façamos votos para que o Natal nos prepare para esse grande dia que o Apóstolo diz estar próximo e para que ele se realize depressa. Todas essas aspirações do Advento, estes “Vinde”, são como que o eco dos Profetas e daquele “Veni” com que São João termina o Apocalipse: “Vinde Senhor Jesus!” é a última palavra do Novo Testamento. Como sinal de alegria, tocam-se os órgãos à Missa solene e o sacerdote pode usar paramentos rosa, os quais simbolizam a alegria da Jerusalém celeste. Alegra-te, Jerusalém, com grande alegria, porque a ti virá o Salvador, aleluia (2ª ant. De Vésperas). “Per adventum tuum libera nos, Domine”, cantamos nós nas ladainhas dos Santos.

III Domingo do Advento

III Domingo do Advento – livreto

Jornal – III Domingo do Advento

Jornal – III Domingo do Advento – livreto

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O dom eterno

O Venerável Fulton Sheen comenta (em inglês) o rito gregoriano numa filmagem de uma Missa solene do Domingo de Páscoa em 1941.

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Domingo dentro da Oitava do Natal

ApresentaçãoEis que Este é posto para a ruína e a ressurreição de muitos em Israel (Evangelho)

“Quando tudo repousava em profundo silêncio”, na santa noite do Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma criancinha (Intróito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração), pois antes de sua vinda, enviado pelo Pai, para que também recebêssemos a adoção de filhos de Deus, o homem era como um herdeiro na sua menoridade que em nada se distinguia de um escravo. Pelo contrário, agora que a lei nova nos emancipou da tutela antiga, “nenhum de vós é servo, mas filho” (Epístola). Desta maneira o culto dos filhos de Deus resume-se nesta palavra proferida com Jesus: “Pai” (Epístola).

O Evangelho descobre-nos qual será o grandioso papel, no futuro, deste Menino cuja manifestação começa hoje no Templo. É o Rei cujo reino penetrará até o interior dos corações. Será para todos a pedra de toque, pedra de escândalo para os que O rejeitarem, e pedra angular de suporte para os que O receberem.  A criancinha será o Homem das Dores, a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós o presépio e a cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos “tomar o Menino” com sua Mãe e com eles caminhar para a vida eterna.

Domingo dentro da Oitava do Natal

Domingo dentro da Oitava do Natal – livreto

Domingo dentro da Oitava do Natal – jornal

Domingo dentro da Oitava do Natal – jornal – livreto