O Cardeal Raymond Leo Burke, então Prefeito da Signatura Apostólica, fala sobre o apelo da beleza e precisão do rito gregoriano.
O Cardeal Raymond Leo Burke, então Prefeito da Signatura Apostólica, fala sobre o apelo da beleza e precisão do rito gregoriano.
Segue em anexo, de autoria do confrade Karlos, o Ordo dominical do rito gregoriano para o ano 2016 em Recife e que pode servir de norte para grupos que promovem celebrações em outros lugares do país.
Texto do confrade Karlos:
Por quase 2000 anos, mulheres Católicas se cobriram com o véu antes de adentrarem na igreja ou em qualquer momento que estivessem na presença do Santíssimo.
A obrigação estava expressa no Código de Direito Canônico (CDC) antigo (1917). Depois do encerramento do Concílio Vaticano II, por algum motivo não sabido exatamente, o uso do véu extinguiu-se. O descaso por parte das autoridades vaticanas sobre o assunto colaborou para a perda do uso. Quando o novo CDC (1983) foi produzido, a questão do véu simplesmente não foi mencionada (não foi abolida, simplesmente não mencionada). Este silêncio do novo CDC é o grande argumento usado por aqueles que rejeitam salutar costume.
Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Uns dizem que não, pois seria um costume antigo, obsoleto. Outros afirmam que não só é permitido, mas obrigatório que mulher use o véu. Qual é a posição da Igreja diante do tema? Auxiliado por documentos, por pronunciamentos dos grandes santos e por outros meios disponíveis, Padre Paulo Ricardo percorre as diversas nuances desse piedoso costume neste vídeo:
Só para complementar, um tipo de costume que o Pe. Paulo parece desconhecer é o retratado neste post, um costume chinês, segundo o qual os homens deveriam usar chapéus durante a Missa.
Já faz algum tempo, ainda na época do saudoso Orkut, que a defesa do culto orientado, isto é, voltado para o Oriente (que no caso católico não é necessariamente o Oriente geográfico), cresceu no nosso país a partir da troca de argumentos e de obras completas que antes eram de difícil circulação. Entre essas últimas, dou destaque a duas traduções do confrade piauiense Luís Augusto Rodrigues hoje presentes no Obras Católicas: Voltados para o Senhor, do Mons. Klaus Gamber, e A Missa de Frente para Deus, de Jean Fournée. Agora, apresento para os leitores deste site um novíssimo trabalho, em inglês, do Irmão Evagrius Hayden O.S.B., um beneditino de Norcia, intitulado “Convertere, Israël, ad Dominum Deum Tuum!”: Se o Santo Sacrifício da Missa deve ser celebrado voltado para o Oriente (a dica foi dada pelo New Liturgical Movement).
Esse pequeno texto é um tour de force de evidências e argumentação, advindas de várias fontes (da Bíblia, dos Padres, da Escolástica, do Magistério), e de respostas às razões dadas comumentemente para a defesa do arranjo versus populum. O autor usa um estilo tomista, com argumentos, objeções e respostas as objeções, demonstrando a pesquisa cuidadosa que fez. Além disso, ele produziu um ótimo resumo das bases cosmológicas, antropológicas, e históricas para a adoração orientada.
O ensaio pode ser lido aqui.
Alguns anos atrás recebi de um capelão militar o seguinte texto, produzido em cima da primeira edição alemã da obra Introdução ao Espírito da Liturgia do então Cardeal Ratzinger (fiz algumas modificações de estilo):
Elementos Estruturais de uma Reforma da Reforma Litúrgica
Breve síntese de “Introdução ao Espírito da Liturgia“
(Der Geist der Liturgie. Eine Einführung, Freiburg, 2000)
O novíssimo livro do Cardeal J. Ratzinger aborda pontos essenciais de uma reforma da reforma litúrgica. Somente podemos dar aqui alguns elementos dessa acurada e profunda publicação. Este livro tem sua argumentação toda fundada na Sagrada Escritura, na Grande Tradição Litúrgica e na História da Igreja. Nele, o Purpurado indica aos sacerdotes melhoramentos já agora aplicáveis. Naturalmente, uma reforma da reforma não pode levar a eliminação do Rito Gregoriano, uma perene e necessária fonte de inspiração.
Uma foto bem interessante que mostra o Padre Leon Dehon, fundador da Congregação Sacerdotal do Sagrado Coração de Jesus (Congregatio Sacerdotorum a Sacro Corde Iesu), também conhecida como Congregação dos Dehonianos, celebrando a Santa Missa no rito gregoriano numa igreja chinesa. De acordo com um antigo privilégio (Breve de 25 de janeiro de 1615 de Paulo V) garantido aos missionários na China, o padre e os acólitos colocavam em suas cabeças chapéus jijin (祭巾, tsikin, tsikim, tsi-kim – literalmente “chapéu do sacrifício”) – quadrados, feitos com brocados de seda e com uma faixa de couro ajustável por um par de laços no canto aberto.
O que a Igreja ensina a respeito do canto na liturgia? O que pode e o que não pode tocar e cantar na Santa Missa? Neste vídeo do Pe. Paulo Ricardo, descubra a natureza da verdadeira música sacra e as orientações objetivas da Igreja a respeito do canto litúrgico. Como ensinava o Papa Paulo VI, nem tudo o que está fora do templo é apto para atravessar as suas portas.